Estudos Bíblicos | Igreja de Deus https://igrejadedeus.com.br Movimento Congregacional Sat, 11 Oct 2025 14:51:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://igrejadedeus.com.br/wp-content/uploads/2023/06/igreja-de-deus-logo-150x150.png Estudos Bíblicos | Igreja de Deus https://igrejadedeus.com.br 32 32 A Mulher: postura cristã e seu papel no lar, na igreja e na divulgação do evangelho https://igrejadedeus.com.br/a-mulher-postura-crista-e-seu-papel-no-lar-na-igreja-e-na-divulgacao-do-evangelho/ https://igrejadedeus.com.br/a-mulher-postura-crista-e-seu-papel-no-lar-na-igreja-e-na-divulgacao-do-evangelho/#comments Sat, 08 Jul 2023 18:19:38 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=366 Faça o download do Ebook gratuitamente clicando no botão abaixo:

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O reino será na terra https://igrejadedeus.com.br/o-reino-sera-na-terra/ https://igrejadedeus.com.br/o-reino-sera-na-terra/#respond Wed, 21 Jun 2023 21:32:20 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=36 Download

O reinado de Cristo será no Céu ou na Terra?

Estamos disponibilizando um Ebook totalmente gratuito para mostrar que o reinado do Messias e os escolhidos de Deus será na terra e não no céu, como é amplamente difundido no sistema religioso.

11 – Mas os humildes receberão a terra por herança e desfrutarão pleno bem-estar.

Salmos 37:11

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O anticristo desmascarado https://igrejadedeus.com.br/o-anticristo-desmascarado/ https://igrejadedeus.com.br/o-anticristo-desmascarado/#respond Wed, 21 Jun 2023 21:26:53 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=86

Nos dias atuais muito se especula sobre quem seja o Anticristo.

Muitos movimentos de tempos em tempos apontam figuras pautadas em sua particular interpretação, esquecendo do que o próprio Apóstolo Pedro diz em sua epístola:

20 – Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal,
21 – pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo.

2 Pedro 1:20-21

Disponibilizamos um Ebook totalmente gratuito para sanar essa dúvida. Um estudo pautado totalmente na Bíblia e nos fatos históricos para desvendar quem seja o Anticristo.

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Antiga inscrição pode mudar perspectiva de judeus sobre o Messias https://igrejadedeus.com.br/antiga-inscricao-pode-mudar-perspectiva-de-judeus-sobre-o-messias/ https://igrejadedeus.com.br/antiga-inscricao-pode-mudar-perspectiva-de-judeus-sobre-o-messias/#respond Tue, 20 Jun 2023 18:11:23 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=363 Pesquisador acredita que material já era conhecido nos tempos de Jesus Um respeitado erudito israelense e professor da Universidade Hebraica tem defendido uma tese intrigante e convincente, que oferece uma noção claramente judaica sobre o que esperar do Messias. Além de morrer como um “servo sofredor” como uma expiação pelos pecados e a redenção de Israel, ele deveria ressuscitar dos mortos no terceiro dia. Além de seus muitos anos de pesquisa sobre a Tanach [Antigo Testamento], o Dr. Israel Knohl mais recentemente analisou evidências arqueológicas que incluíam um rolo do Mar Morto que não fora anteriormente estudado. Sua conclusão é que a ideia do Messias ressuscitar no terceiro dia não é um conceito cristão, como muitos rabinos afirmam. De fato, não existe nenhuma passagem do Antigo Testamento que diga explicitamente isso. O caso foi levantado pela primeira vez quase 10 anos atrás, em um artigo no New York Times sendo mais recentemente retomado pelo periódico Biblical Archeology Review. O registro em questão é uma pedra com cerca de um metro, contendo 87 linhas de uma forma de hebraico que os estudiosos acreditam ser de décadas antes do nascimento de Jesus. O material causou agitação nos círculos bíblicos e arqueológicos, porque se trata do único registo falando sobre um messias que iria ressuscitar dos mortos após três dias. Se fosse aceita pela comunidade rabínica, essa descrição messiânica forçaria uma reavaliação sobre as visões populares e acadêmicas de Jesus. Afinal, sugere que a história da morte e ressurreição de Jesus estaria dentro do contexto de uma tradição judaica reconhecida nos dias em que viveu. A peça tem peculiaridades, sendo um raro exemplo de uma pedra escrita com tinta e não entalhada. Em essência, ela é considerada um pergaminho do Mar Morto, embora seja de outro material, a exemplo dos rolos feitos de cobre. Segundo os eruditos, ela é conhecida como “Revelação de Gabriel” porque uma antiga tradição aponta que o anjo Gabriel teria transmitido a instrução de Deus sobre o assunto. A peça arqueológica faz parte de uma coleção particular, do suíço David Jeselsohn e não tem o reconhecimento da Autoridade de Antiguidades de Israel. O Dr. Knohl já publicou um livro sobre o assunto chamado “O Messias Antes de Jesus: O Servo Sofredor nos Pergaminhos do Mar Morto”. No livro, ele explica as várias teorias judaicas sobre o Messias, incluindo a ideia de um “Messias filho de Davi”, que seria um rei reinante na terra como Davi e um “Messias filho de José” que seria rejeitado por seus irmãos, maltratado, deixado para morrer, mas reapareceria para salvar não só a nação de Israel, mas todo o mundo como José fez no livro do Gênesis. Como base de seu argumento para os cristãos, Knohl usa o texto de I Coríntios 15:3-4, que diz: “[Cristo] morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras, e que Ele foi sepultado, e que ressuscitou no terceiro dia segundo as Escrituras”. Também aponta para profecias descritas em Isaías 53, em Daniel 9: 26 e o Salmo 22.
Tradução: Mário Moreno. Fonte: https://shemaysrael.com/ ]]>
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Todos os Olhares se voltarão para Jerusalem! https://igrejadedeus.com.br/todos-os-olhares-se-voltarao-para-jerusalem/ https://igrejadedeus.com.br/todos-os-olhares-se-voltarao-para-jerusalem/#respond Fri, 12 Sep 2014 16:57:19 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=230 Videos relacionados.

VEja Tambem
Estas são as últimas notícias:
Criação do Estado Palestinense tendo como capital a parte oriental da cidade de Jerusalém,
Votação na ONU em Setembro de 2011 para Criação do Estado palestinense e a resolução 242 em que exige de Israel a volta aos limites antes da guerra de 6 dias em 1967, incluindo a devolução da metade oriental da Cidade de Jerusalém, conhecida como a velha Jerusalem.

Cuba reitera apoio ao reconhecimento da Palestina independente

Havana, 5 ago (EFE).- Cuba reiterou seu apoio ao reconhecimento do Estado palestino independente na reunião que mantiveram nesta sexta-feira em Havana os ministros das Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad al-Maliki, informou a televisão estatal cubana.

O chanceler cubano reiterou o “apoio irrestrito de Cuba ao povo palestino em sua histórica luta pelo direito inalienável de exercer sua livre determinação e alcançar a soberania em um Estado independente”.

Por sua parte, Riad al-Maliki disse que sua visita inscreve-se nas ações que a ANP vem realizando “para promover o reconhecimento do Estado da Palestina por parte dos países-membros das Nações Unidas”.

O ministro palestino também agradeceu pelo “apoio incondicional” de Cuba nos longos anos de luta do povo palestino.

Participaram do encontro membros da delegação que acompanha Maliki em sua visita a Cuba e autoridades da Chancelaria da ilha caribenha.

Está previsto que em setembro a ANP solicitará à Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento do Estado palestino como membro de pleno direito, durante a realização do 66º período de sessões da Assembleia Geral.

O plano da ANP é que o maior número possível de países reconheça o Estado palestino com as fronteiras que havia com Israel em 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital.

 
(Grifo Meu)
O Profeta Joel (3:1-3) e Zacarias, ambos falam a respeito disto, mas detalhadamente o profeta Zacarias no capitulo 14:1-4

Eis que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti.

Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será extirpado da cidade.

E o SENHOR sairá, e pelejará contra estas nações, como pelejou, sim, no dia da batalha.

E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul.

 

Outras Noticias recente:

Israel aprova construção de mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental

Expansão de assentamentos judeus é um dos entraves nas negociações de paz. Vice-presidente americano visita o país para ajudar nas conversações

Israel aprovou a construção de mais 1 600 casas para judeus em Jerusalém Oriental, medida que deve dificultar a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao país, cujo objetivo é apoiar a retomada das conversações de paz no Oriente Médio.

O Ministério do Interior anunciou os planos de construção enquanto Biden estava iniciando uma série de reuniões com líderes israelenses.

O vice-presidente norte-americano condenou a aprovação para as novas construções e disse que o anúncio prejudica o processo de paz que os Estados Unidos tentam retomar. Biden disse que o anúncio é “precisamente o tipo de medida que prejudica a confiança necessária neste momento e vai contra as discussões construtivas que tive em Israel”. Ele disse que israelenses e palestinos precisam construir uma atmosfera de apoio às negociações e não complicá-las.

Pouco antes, o porta-voz do presidente Barack Obama, Robert Gibbs, condenou o anúncio da Casa Branca.

As relações entre Israel e o governo de Barack Obama têm sido frias exatamente por causa da questão dos assentamentos. Os Estados Unidos, assim como os palestinos e o restante da comunidade internacional acreditam que os assentamentos israelenses construídos em terras reclamadas pelos palestinos, incluindo Jerusalém Oriental, prejudicam o processo de paz. Obama tem falado mais abertamente sobre a questão do que seus antecessores.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu tem recusado os pedidos da Casa Branca para interromper as atividades nos assentamentos, concordando apenas em um congelamento limitado que não inclui Jerusalém Oriental.

Israel considera Jerusalém Oriental e as redondezas como parte de uma capital indivisível, mas a anexação nunca foi reconhecida internacionalmente e as áreas ao redor são vistas como assentamentos.

 
O IMPASSE ESTA CRIADO!
O impasse esta criado entre o Mundo e o Estado de Israel por causa da cidade de Jerusalém. Este impasse já foi profetizado a largos anos atras pelo profeta Zacarias 12:1-3

Peso da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém.

E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados;e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra.

 
ESTAMOS NOS MOMENTOS FINAIS DESTE SISTEMA DE COISAS?
O Senhor Jesus em seu sermão profético diz para atentarmos para a PARÁBOLA da FIGUEIRA!
Mateus 24:32Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão. Marcos 13:28Israel foi rejeitado por causa de seus pecados para ser castigada como previsto pelos profetas, como disse Jesus mesmo, para que se cumpra tudo que esta escrito

Lucas 21:21-24

 

Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela.

Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.

Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.

Paulo também confirma estas mesmas palavras em Romanos 11:25,26

Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.

OBS: Este endurecimento e rejeição vai até completar a plenitude dos gentios (nações).Jesus em seu ato de fazer a figueira secar estava predizendo isso.E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.

E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto. Marcos 13:11,12

 

Porem em seu sermão profético prediz que a figueira dá seus primeiros ramos e frutos. ( Mt 24:32). Este acontecimento aponta para o fim deste sistemas de Coisas a proximidade da volta do Senhor para implantar seu reino de mil anos sobre a terra e reinar sobre as nações e sobre as tribos restauradas da Casa de Israel ( Mt. 19:28, Apoc. 2:25-27, Zacarias 14:9)

 

 
A FIGUEIRA É SIMBOLO DE ISRAEL.
Jeremias 8:13-14

Certamente os apanharei, diz o SENHOR; já não há uvas na vide, nem figos na figueira, e até a folha caiu; e o que lhes dei passará deles.

Por que nos assentamos ainda? Juntai-vos e entremos nas cidades fortificadas, e ali pereçamos; pois já o SENHOR nosso Deus nos destinou a perecer e nos deu a beber água de fel; porquanto pecamos contra o SENHOR.

OBS: Existem varias passagens que comparam em forma de parábola Israel a figueira.

 

CONCLUSÃO

A importância de discernir os acontecimentos atuais pela profecia, sabendo entender pela luz profética ( II Pd 1:18). A Igreja não esta em trevas para que aquele dia a surpreenda como ladrão ( I Tess cap 5). É evidente o papel profético de Israel no entendimento das profecias, negar isso é andar em trevas e não saber discernir a face do tempo. Israel em seus dias foi rejeitado grande parte dos seus lideres pela cegueira e porque não souberam entender o dia da sua visitação, não souberam discernir a face do tempo, igualmente nos dias de hoje muitos serão pegos de surpresa porque não souberam discernir a face do tempo e tropeçaram na palavra dos profetas da Bíblia! Vigiemos pois e vamos encher nossas lamparinas do azeite e do poder de Deus, buscando a vida eterna na palavra de Deus.
Artigo escrito e composto por:

 Evangelista Flavio Schmidt

Copyright “©” Igreja de Deus do Sétimo Dia, Movimento Congregacional.

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Um estudo sobre o nome de Jesus. Sagrado ou blasfêmia? https://igrejadedeus.com.br/um-estudo-sobre-o-nome-de-jesus-sagrado-ou-blasfemia/ https://igrejadedeus.com.br/um-estudo-sobre-o-nome-de-jesus-sagrado-ou-blasfemia/#respond Sat, 08 Mar 2014 18:10:36 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=361

   1.     Nova Luz Sobre o Nome do Altíssimo.

Recentemente um grupo de irmãos de uma congregação  foi surpreendido com uma “nova luz” acerca do verdadeiro nome do nosso Salvador. De acordo com esta nova compreensão, para nos referirmos ao Salvador não devemos utilizar o nome “Jesus”, mas sim a forma original hebraica Yeshua (no hebraico צשי) ou a forma mais arcaica Yehôshua (do hebraico צשרהי), comum no período anterior ao exílio babilônico.

Os defensores desta nova luz argumentam que a forma latina Iesus ou Jesus é resultado de uma das muitas adulterações da Vulgata (tradução da Bíblia para o latim feita por Jerônimo no final do século V). Jerônimo teria concebido esta variação do nome do Salvador através da combinação de nomes da mitologia pagã. O nome “Jesus” seria a combinação de J (do deus romano Júpiter) e ESUS (um dos deuses da mitologia Celta).

Outro argumento contra o nome “Jesus” é que ao tomarmos a versão latina Iesus e dividirmos o nome em duas partes “Ie” e “Sus”, traduzindo separadamente cada parte para o hebraico teremos uma blasfêmia. Em hebraico Ie significa “Deus” e Sus significa “Cavalo”. Portanto, ao nos referirmos ao Salvador usando o nome “Jesus”, cuja raiz é Iesus, na realidade estaríamos chamando nosso Salvador de “Deus Cavalo” o que seria uma terrível blasfêmia. Segundo os defensores desta nova luz, quando alguém chama o Salvador de “Jesus” está cumprindo a profecia de Isaías 52:5: “… e o meu nome é blasfemado incessantemente todo dia”.

1.1     Impactos Desta Nova Luz na Congregação

Após receber esta “nova luz”, muitos irmãos desta congregação se sentiram culpados por ter blasfemado o nome do Salvador durante tanto tempo. Decidiram, então, mudar de atitude e jamais blasfemar novamente chamando o querido Salvador de “Deus Cavalo”, ou seja, “Jesus”.

O primeiro impacto prático da “nova luz” foi sentido no término de cada oração. Os irmãos não mais terminavam suas orações pedindo em “nome de Jesus”, mas sim em nome de Cristo ou em nome do Salvador. Alguns mais desinibidos arriscavam orar em nome de Yeshua. Como esta última forma soava como “em nome de Exu”, a preferência foi dada à forma arcaica Yehôshua. Os que ainda não estavam inteiramente convencidos da nova luz obviamente não oravam em nome de Yehôshua, mas para não escandalizar os demais irmãos, evitavam orar em nome de Jesus.

O segundo impacto foi sentido na área da música. No momento da escolha dos hinos, os que mencionavam o nome “Jesus” eram evitados e quando não era possível evitar, alguns membros da congregação substituiam a menção do nome “Jesus” pelo original “Yeshua”, “Yehôshua” ou “Cristo”. Houve sugestões para que fosse confeccionado um hinário especial substituindo o nome “Jesus” por suas variantes em hebraico.

Para saber qual seria o terceiro e grande impacto prático desta “nova luz” sobre a congregação imagine-se ministrando o estudo bíblico sobre a Bíblia para um interessado. Neste estudo, que em geral é o primeiro da série, você diz que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, o fundamento de todas as doutrinas defendidas pelos igreja de Deus. Você também garante ao interessado que todos os assuntos estudados daquele momento em diante terão base bíblica. Imagine-se agora explicando ao seu aluno que o verdadeiro nome do Salvador não é “Jesus”, mas sim “Yeshua”. Ele certamente perguntará: “Mas então por que na Bíblia está escrito Jesus?” Neste momento você responde que isso foi uma das muitas adulterações feitas por Jerônimo. Certamente o aluno seria desestimulado de continuar a séria de estudos. Afinal de contas, vale a pena estudar doutrinas que foram fundadas em base tão arenosa, com milhares de adulterações? Se a Bíblia sofreu milhares de adulterações, como podemos fundamentar nossas doutrinas sobre ela?

O terceiro e grande impacto desta “nova luz” seria inevitavelmente imprimir uma nova Bíblia substituindo esta adulteração de Jerônimo pelo nome original em hebraico do Salvador. Mas considerando que esta não foi a única adulteração de Jerônimo, que tal se antes da impressão da “Nova Bíblia” fosse feita uma revisão completa na Palavra de Deus e fossem retiradas todas as suas adulterações (ou pelo menos boa parte delas)? Quem sabe alguns evangelhos apócrifos que foram injustamente omitidos pelos pais da igreja católica pudessem ser incluídos… O que você acha dessa idéia? Que tal uma nova Bíblia?

1.2.     O Argumento Mitológico e o “Deus Cavalo”

Segundo esta “nova luz”, o nome Jesus é uma composição de dois nomes de deuses da mitologia pagã: “J” (de Júpiter, um deus Romano) e “Esus” (um deus da mitologia Celta). Jerônimo teria feito esta composição para agradar os pagãos e trazê-los para o cristianismo. Mas uma análise mais profunda sobre esta argumentação demonstrará que ela não tem o mínimo fundamento.

Primeiro, há pouco registro na literatura da mitologia sobre o deus celta Esus e não há qualquer evidência de que ele fosse conhecido no império Romano. Os deuses mais conhecidos eram os deuses da mitologia grega e romana, não os da mitologia celta.

Segundo, por que o J significa Júpiter? Por que não Juno, filha de Saturno e irmã de Júpiter? Por que o J não significaria Jacinto, um jovem de rara beleza que amou e foi amado por Apolo? Por que o J não é de Jumata, deus da mitologia Fino-Húngara, que era o Deus do Céu e do Trovão? Enfim, por que o J de Jesus é o mesmo J de Júpiter e não das outras dezenas ou centenas de personagens e deuses mitológicos que começam com a letra J? Outra questão relevante: Por que dissociar a letra J da letra E? Por que usar na composição do nome Jesus um deus desconhecido dos romanos (Esus)?

Terceiro, a lista de deuses e personagens mitológicos é imensa. Dada qualquer sílaba, não é difícil encontrar personagens da mitologia cujo nome inicia com esta sílaba. Vamos citar alguns exemplos compondo alguns nomes próprios através da primeira sílaba do nome de alguns deuses e personagens mitológicos:

Mário = MAR (Marte, deus romano da Guerra) + IO (Io, Sacerdotisa de Juno)

Kelli = KEL (Kelpi, espírito dos Rios na mitologia escocesa) + LI (Licasto, cruel filho de Marte que vivia na Líbia)

Maria = MAR (Marduk, Deus supremo de Babilônia) + IA (Ia, uma das filhas de Atlas)

Luis = LU (cifer, estrela matutina, filha de Júpiter) + IS (Ísis, deusa egípcia, esposa de Osiris)

Silvia = SIL (Silvano, filho de Saturno, Deus das Florestas) + VIA (Viales, divindade que presidia as estradas)

Nelson = NEL (Neleu, filho de Netuno) + SON (Sono, filho de Érebo que habita numa sombria caverna rodeado de Sonhos, que são divindades infernais com asas de morcego)

Ricardo = RI (Richs, na mitologia Hindu, é um dos seres de uma santidade perfeita que redigiram os Vedas, livros sagrados dos Hindus, sob a revelação divina de Brahma, deus criador dos Hindus) + CAR (Carvatis, sobrenome de Júpiter) + DO (Domitio, deus que os pagãos invocavam nos casamentos, para que a noiva fosse uma zelosa dona de casa)

Perceba que há inúmeras possibilidades de compor nomes próprios usando a primeira sílaba de deuses e personagens mitológicos. Mas quando tentamos encontrar uma combinação para o nome “Jesus”, encontramos problemas na segunda sílaba “sus”, pois não há nenhum deus ou personagem mitológico que comece com “sus”. Portanto, para dar certo a combinação, dividiram de propósito as sílabas do nome Jesus da seguinte forma: j-esus. Claramente uma manobra premeditada para associar o nome de Jesus a divindades mitológicas (assim como fizemos nos exemplos acima).

Portanto, alegar que a intenção de Jerônimo ao denominar o Salvador de Iesus era compor o nome de Júpiter e Esus não parece ter qualquer fundamento histórico ou lógico.

Da mesma forma, dividir a palavra “IESUS” em duas partes e traduzir cada parte para o hebraico a fim de dar um significado novo à palavra é um artifício sem qualquer fundamento e não prova absolutamente nada. Uma palavra pode ter vários significados em um idioma. Manga, por exemplo, pode significar a fruta produzida pela mangueira e a parte da camisa que cobre os braços. Mas “manga” em outros idiomas tem, obviamente, outros significados. Em japonês, por exemplo, “manga” (pronuncia-se mangá) é revista em quadrinhos (o nosso gibi). Interpretar nomes ou pedaços de nomes em outros idiomas com o objetivo de conseguir atribuir novos significados para o nome original, não parece fazer qualquer sentido, a única coisa que se consegue são resultados absurdos. Poderíamos brincar com alguns nomes dividindo-os em duas partes e traduzindo cada parte para algum outro idioma. Por exemplo, vamos tomar o nome Nilson e dividi-lo e duas partes: Nil (significa “novo” em inglês – escreve-se new e pronuncia-se nil) + Son (significa “filho” em inglês). Nilson significaria, então, “novo filho” ou “o filho mais novo”. Podemos dividir o nome Selma e traduzir cada parte para o inglês. Sel significa vender (escreve-se sell, pronuncia-se sel) e Ma é uma forma arcaica na língua inglesa de se referir à mãe. Teríamos, então, o estranho significado de “Mãe à Venda”, por exemplo. Se fossemos levar a sério tal manipulação das palavras, jamais comeríamos maionese Hellmans pois Hell, em inglês, significa “Inferno” e Man significa “Homem”. Então a palavra Hellmans poderia ser compreendida como “Homens do Inferno”! Basta ter criatividade, tempo e conhecer alguma língua estrangeira para conseguir outros exemplos absurdos. A experiência nesta brincadeira mostra que quanto menor for o nome (de preferência de duas sílabas) mais fácil será encontrar um significado absurdo ou engraçado para ele através da divisão do nome e tradução de cada parte. Foi desta forma que tomaram o nome de Jesus em latim (IESUS), dividiram-no em duas partes (IE + SUS), e traduziram cada parte para um outro idioma, o hebraico, e a partir de então afirmaram que Jesus significa “Deus Cavalo”. No mínimo, uma brincadeira de muito mau gosto.

1.3.     Como Traduzir Corretamente o Nome do Salvador?

Neste ponto, muitos estão se perguntando qual seria a tradução correta do nome Yehôshua (צשרהי) ou Yeshua (צשי) para a língua portuguesa. Na realidade nomes próprios não se traduzem. Não se traduz Bill Gates (do inglês) para Guilherme Portões em português. Também não se traduz Michael Jackson para Miguel Filho de Jacó. Também é errado simplesmente escrever um nome em português da forma como ouvimos em inglês: “Maicou Djéquisson”, por exemplo, seria uma aberração! O nome deve ser mantido da forma como se escreve no original e, na medida do possível, deve-se manter a pronúncia da língua original.

Então isto significa que quando formos escrever o nome do Salvador devemos simplesmente escrever צשרהי? É lógico que não! Quando a língua original do nome próprio usar um conjunto de caracteres diferente do nosso, então se processa o que chamamos de transliteração. Transliteração é a “tradução” letra por letra (ou fonema por fonema) de um conjunto de caracteres para outro. Idiomas como o inglês, espanhol e italiano usam o mesmo conjunto de caracteres que o português (A, B, C, etc…), portanto não há transliteração entre palavras destes idiomas; mas idiomas como o árabe, japonês e grego usam outros conjuntos de caracteres. Nestes casos utilizamos a transliteração para podermos representar em nosso conjunto de caracteres nomes próprios escritos originalmente em outro conjunto de caracteres.

As regras de transliteração não são complicadas. Vamos tomar como exemplo o conjunto de caracteres gregos: α (alfa), β (beta), γ (gama), δ (delta), e assim por diante. Numa transliteração de nomes escritos com caracteres gregos, cada letra grega é substituída por uma letra do conjunto de caracteres latinos. Por exemplo, a letra α (alfa) seria transliterada para a letra “A”, a letra β (beta) seria transliterada para a letra B, e assim por diante.

Como Jerônimo transliterou o nome do Salvador do original grego para o latim? (Sobre o original do Novo Testamento ter sido escrito em grego, consulte o subtítulo “Novo Testamento em Hebraico ou Grego?”)

No original grego o nome do Salvador está escrito da seguinte forma: Ιησους. Veja nesta figura o trecho de Filipenses 2:11 escrito em grego. O nome do Salvador está em destaque:

Vamos agora transliterar o nome Ιησουςpara o conjunto de caracteres latinos.

Letra Grega

Nome da Letra Grega

Letra Latina Correspondente

Ι

Iota

I

η

Eta

E

σ

Sigma

S

ο

Ômicrom

O(*)

υ

Upsilon ou Ípsilon

U

ς

Sigma (**)

S(**)

(*) No grego o ditongo ου (ou) pronuncia-se u.

(**) Ambas σ e ς são representações válidas da letra grega sigma.

Dai notamos que o nome “Jesus” é resultado da transliteração pura e simples do original grego Ιησους (pronuncia-se Iesus), contradizendo a hipótese de que o nome “Jesus” originou-se através de uma tentativa mal intencionada de Jerônimo no século V.

Para definitivamente remover qualquer dúvida sobre o assunto, basta consultar a versão Septuaginta (LXX), uma tradução do Velho Testamento feita por setenta mestres judeus no segundo século antes de Cristo. Eles traduziram o Velho Testamento do hebraico para o grego a fim de atingir os judeus da dispersão. (Lembre-se que o grego era a língua mais falada no império Romano). Nesta versão o nome de Josué, que em hebraico se escreve Yehôshua (צשרהי), foi transliterado para o grego exatamente da mesma forma que o nome de Jesus no Novo Testamento, ou seja, Ιησουσ (Iesus). (Lembre-se que σ e ς são equivalentes)

Trecho do Livro de Josué 1:10-12 na Septuaginta

Os sábios judeus transliteraram a letra hebraica ש (shin) para a letra grega σ (sigma). A transliteração de “shin” para “sigma” foi feita em outros casos. Veja a tabela abaixo:

Nome em Português

No Hebraico

Transliteração na LXX

Transliteração para caracteres latinos

Esaú

דשע (`Esav)

esαn

Esau

Sete

םש (Shen)

shq

Seth

Moisés

השמ (Mosheh)

mwushs

Moises

Isaías

היעשי (Yeshayah)

hsαiαs

Esaias

Oséias

עשדה (Howshea)

wshe

Hosee

Analisando os exemplos acima, podemos perceber que os sábios judeus que traduziram o Velho Testamento para o grego transliteraram a letra hebraica shin (ש) para a letra grega sigma (s). É importante ressaltar que na transliteração de um conjunto de caracteres para outro, nem sempre a pronúncia original é mantida. Isto ocorre porque nem todos os fonemas de um idioma têm representação gráfica e podem ser devidamente pronunciados em outro idioma.

Da análise destes fatos concluímos que a forma Ιησους (Iesus ou Jesus) é totalmente adequada para nos referirmos ao nosso Salvador e nada há de blasfêmia colocada por Jerônimo.

1.4.     Novo Testamento em Hebraico ou Grego?

Os defensores da nova luz de Yeshua sabem perfeitamente que a transliteração do nome do Salvador do alfabeto grego para o alfabeto latino é Iesus ou Jesus. Por esta razão argumentam que o Novo Testamento foi originalmente escrito em hebraico e não em grego.

Tal hipótese, no entanto, não é aceita pelos historiadores, arqueólogos, teólogos ou qualquer outra pessoa que conheça a evolução da cultura greco-romana. O aramaico, língua em que Jesus pregou, é derivada do hebraico e era falada apenas em Jerusalém. O grego era a língua mais difundida no Império Romano na época de Cristo. A enciclopédia Barsa diz o seguinte sobre a Bíblia e Novo Testamento:

“Jesus, cuja doutrina e pregação está contida nos livros do Novo Testamento, pregara em aramaico, língua em que, certamente, pregaram inicialmente os apóstolos e discípulos. Sua mensagem, entretanto, foi escrita em grego, língua do Oriente helenizado da segunda metade do primeiro século de nossa era. Não era o grego clássico ou ático, mas a língua comum koiné”.

A “Grande Enciclopédia Larousse Cultural”, comentando o verbete “Bíblia”, faz a mesma afirmação:

“O conjunto dos livros cristãos do Novo Testamento, escrito em grego, compreende os quatro Evangelhos, os Atos dos apóstolos, as Epístolas de São Paulo, São Tiago, São Pedro, São João e São Judas e o Apocalipse”.

Devemos lembrar que o “hebraico puro” do Velho Testamento não era mais falado pelo povo na época de Cristo. Apenas os doutores da lei dominavam o conhecimento desta língua (assim como alguns padres ainda dominam o latim, uma língua morta). É simplesmente inconcebível admitir e defender a hipótese de que Paulo, ao escrever aos Filipenses, Tessalonicenses, Colossenses, Gálatas e Efésios, tenha usado a língua hebraica. Filipos, Tessalônica, Colossos, Galácia e Éfeso eram regiões onde se falava o grego.

Muitos anos antes de Cristo, o grego já era a língua mais falada no Império Romano. A dispersão dos Judeus por toda extensão do Império Romano justificou a elaboração da Septuaginta – tradução do Velho Testamento para a língua grega. Comentando sobre a Septuaginta e sobre o período que antecedeu a primeira vinda de Cristo,

1.5.     Qual é o Verdadeiro Objetivo Desta “Nova Luz”

Por trás de um assunto aparentemente sem importância está oculta uma das mais sutis armadilhas de Satanás. Ao aceitarmos esta “nova luz” sem nenhuma análise ou questionamento, estamos também colocando em dúvida toda a integridade Palavra de Deus. Note que os defensores desta “nova luz”, em geral, afirmam que esta suposta adulteração feita por Jerônimo não foi a única – houve inúmeras, talvez milhares delas em todo o Livro Sagrado, alegam eles. A partir daí, passamos a questionar não apenas o nome “Jesus”, mas todo o Livro Sagrado. Porventura este livro conteria mais blasfêmias e adulterações colocadas pelos pais da igreja católica? A Bíblia que temos em nossa mão é digna de confiança ou precisa de alguns acertos?

Perceba a forma astuta e sutil através da qual Satanás tenta golpear a Palavra de Deus. Num momento em que o remanescente fiel se agrega para pregar uma reforma espiritual, Satanás sugere uma reforma que supostamente seria a maior e mais importante de todas: A Reforma da Bíblia! “Vamos reformar o que está errado na Bíblia. E que tal se começarmos omitindo o detestável nome de Jesus?”, propõe o inimigo. Em apenas um golpe Satanás tenta ferir seus dois maiores e mais poderosos inimigos: A Palavra de Deus e o Nome de Jesus. Ambos têm muito poder e têm sido um enorme incômodo para o adversário das almas ao longo de séculos.

“Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos Teus servos que falem com toda a ousadia a Tua Palavra, enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do Teu santo Filho Jesus”. Atos 4:29 e 30.

Os conceitos espirituais expressos na Bíblia são eternos; os princípios apresentados neste livro refletem o maravilhoso e perfeito caráter de Deus. No entanto, a linguagem humana é imperfeita e extremamente limitada para expressar tamanha grandeza. Além disso, sempre que uma obra, escrita num determinado contexto cultural e histórico, é traduzida para outro idioma com o objetivo de atingir pessoas que vivem em outro contexto, não há como negar que pode haver prejuízo na facilidade de compreensão. Levando em conta tais considerações, não vamos ser ingênuos a ponto de acreditar que a Bíblia, por si só, escrita em linguagem humana, tem perfeição absoluta. De fato, não tem. Se a linguagem humana é imperfeita, como que a Bíblia, escrita em linguagem humana, seria perfeita?

É neste momento que entra a obra do Espírito Santo. É Ele quem nos ilumina na compreensão da Palavra de Deus e nos torna “perfeitamente habilitados para toda boa obra”. Apesar desta imperfeição decorrente da utilização de linguagem humana e de eventuais dificuldades de compreensão decorrentes da diferença cultural, não podemos afirmar que a Bíblia sofreu milhares de adulterações e contém em si blasfêmias introduzidas por Roma que, caso não sejam reformadas, poderão levar seus leitores à perdição. Isto seria um absurdo! Seria duvidar do poder do Espírito Santo que inspirou e, ao longo de séculos, preservou Sua Palavra.

 

Cabe a todos nós o mesmo conselho de Paulo ao jovem Timóteo:

“Como te roguei, quando partia para a Macedônia, que ficasse em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinassem doutrina diversa, nem se preocupassem com fábulas ou genealogias intermináveis, pois que produzem antes discussões que edificação para com Deus, que se funda na fé. Mas o fim desta admoestação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, das quais coisas alguns se desviaram, e se entregaram a discursos vãos, querendo ser doutores da lei, embora não entendam nem o que dizem nem o que com tanta confiança afirmam.” – I Tim. 1:3-7

Que as fábulas, mitologias, e novas luzes não nos façam rebaixar aquilo que Deus exaltou:

“Pelo que também Deus O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos Céus, e na Terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” – Filip. 2:9-11.

Que cada servo fiel possa glorificar o nome do seu Salvador não apenas em palavras, mas através de atos de fé semelhantes aos de Jesus:

Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra com poder todo desejo de bondade e toda obra de fé. Para que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. – II Tes. 1:11 e 12.

por: Ricardo Nicotra.

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A história da doutrina da trindade. https://igrejadedeus.com.br/a-historia-da-doutrina-da-trindade/ https://igrejadedeus.com.br/a-historia-da-doutrina-da-trindade/#respond Thu, 20 Feb 2014 18:09:45 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=359
Deus Pai? Deus Filho? Deus Espírito Santo? Três deuses numa pessoa, ou três pessoas num Deus? Como se chegou ao conceito trintariano que conhecemos hoje?

 

A mais estranha doutrina das igrejas cristãs é a Trindade. Segundo o conceito trinitário, Deus é uma combinação de três pessoas num só deus. E apesar da ferrenha discussão cristológica nos primeiros séculos do cristianismo, quase dois mil anos depois ainda não se chegou a um termo claro, por isso, persiste um ar de “mistério”. A doutrina da Trindade não tem origem nos ensinamentos da igreja primitiva. Ela se desenrolou a partir da morte dos primeiros apóstolos até sua “completa” formulação no Concílio de Constantinopla. Este artigo é um resumo dos principais momentos de sua história.

Século I, os primeiros desvios

A base para a formulação da doutrina da Trindade já se manifestava nos tempos apostólicos. O apóstolo João em sua Primeira Epístola, capitulo 4 e versos 2 e 3, diz: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o Espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus, mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo”. Apesar deste verso tratar, dentro de seu contexto, da presença do espírito de Deus na vida do crente, é um indício de que nos tempos do Apóstolo João haviam homens com outras interpretações quanto às características do filho de Deus. Estes argumentavam que Jesus não viera em carne, ou seja, não era nascido de mulher. Ideias como essa permearam a grande discussão cristológica que se seguiu nos próximos séculos, a qual na tentativa de glorificar o filho de Deus, acabou por atribuir-lhe características pertencentes somente a Deus.

Século II, a cristologia de Tertuliano: Cristo é definido como Deus e igual ao Pai

A partir da morte dos apóstolos — João foi o último a morrer, diz-se que morreu por volta do ano 100 — no início do segundo século, surge Inácio de Antioquia. Ele saudava a igreja de Roma nos seguintes termos: “Jesus Cristo, nosso Deus”. Apesar de Inácio não identificar Cristo com Deus, na maioria das igrejas do II século, pairava o pensamento de que: “Fora o Espírito quem inspirara a profecia do Antigo Testamento. Fora ele quem guiara os escritores do Novo Testamento. Para o pensamento cristão do começo do século II, havia uma diferenciação entre o Espírito Santo e Cristo, mas eram ambos considerados Deus. Isso é evidente na fórmula batismal trinitária, que, a essa época, já estava substituindo as outras fórmulas mais antigas, em nome de Cristo. Ao fim do século I e começo do século II, as fórmulas trinitárias já eram de uso frequente,” diz o historiador da religião W. Walker.  E completa dizendo que entre os anos de 170-235 foi introduzido no credo de Roma as três perguntas aos candidatos ao batismo: “Crês em Deus Pai Onipotente? Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus,… ? Crês no Espírito Santo,…?”

A cristologia de Tertuliano antecipou a decisão que chegou o Concílio Niceno. Sua definição foi nas seguintes palavras: “Todos são de um, não por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando-se em ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo; três, contudo, … não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos como o nome de Pai, Filho e Espírito Santo”. “Ele descreveu estas distinções como ´pessoas`. E ainda, que, o Filho e o Espírito são subordinados ao Pai”. Esta teoria da subordinação durou até chegar os conceitos de Agostinho.

Entre os anos 180-200, Noeto ensinou que “Cristo era o próprio Pai, e o próprio Pai nasceu, sofre e morreu”. Essas ideias foram transportadas para Roma em 190 por um seguidor de Noeto.

A discussão em torno da personalidade do filho não chegou a um termo cabal no final do século II, muito menos uma definição de Trindade, apenas o conceito de que Ele também era Deus. Quanto ao Espírito Santo, ele ainda não fazia parte dos círculos de debate, havia apenas algumas manifestações esporádicas de que era uma divindade.

Século III, Sabélio e a identificação do Espírito Santo com a divindade

No início do terceiro século, em Roma, surge Sabélio, com uma definição mais enfática sobre o Espírito Santo e o Filho. Para ele, “Pai, Filho, e Espírito Santo são um e o mesmo. São os três nomes do Deus Único que se manifesta de forma diferente, segundo as circunstâncias. Enquanto o Pai é o legislador do Antigo Testamento; enquanto o Filho é o encarnado; e enquanto o Espírito Santo, é o inspirador dos apóstolos. Mas é o mesmo e único Deus”. Sabélio foi excomungado em Roma, mas as suas afirmações deram base à cristologia ortodoxa: identificação absoluta entre Pai, Filho e Espírito Santo. Seus ensinos foram usados por Agostinho para suplantar a ideia da subordinação do Filho e do Espírito Santo advogada por Tertuliano e Atanásio. Foi mais ou menos no mesmo tempo de Sabélio que aparece Orígenes que cria “em um só Deus… Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que… nasceu do Pai mesmo antes de todas as criaturas… tornou-se homem e encarnou, apesar de ser Deus, e, enquanto homem continuou a ser o Deus que era… que o Espírito Santo estava associado em hora e dignidade ao Pai e ao Filho”. Convém lembrar que Orígenes era altamente influenciado pelas filosofias platônicas.

O “grande defensor da cristologia do Logos nessa época, em Roma, era Hipólito”. Acusado como adorador de dois deuses por Calixto, bispo de Roma, que excomungou Sabélio. “Calixto procurou uma forma conciliatória, em meio a essa confusão cristológica. Pai, Filo e Logos, afirmava ele, são nomes do ´espírito único e indivisível`. No entanto, o Pai, ´depois de tomar sobre si a nossa carne, elevou-se à natureza de divindade, mediante a união dela consigo, e a fez una, de forma tal que o Pai e Filho devem ser considerados um só Deus`”. Essa definição foi aceita pela maioria em Roma. O “grau de penetração desse tipo de cristologia no cristianismo ocidental é demonstrado pelo tratado sobre a Trindade, de autoria do presbítero romano Novaciano (entre 240-250)”. Ele “limitou-se a reproduzir e expandir as ideias de Tertunliano”. “Novaciano chega até a surgerir a ideia de uma Trindade social”. “O que a de mais precioso em novaciano é o fato de ressaltar aquilo que constituía o centro da convicção da Igreja em todas essa complicada discussão cristológica, a saber que o Cristo era plenamente Deus e, ao mesmo tempo, plenamente homem.”

Finalmente, “por volta de 262, o bispo romano Dionísio (259-268), escrevendo contra os Sabelianos, explicitou a cristologia do Logos em termos que se aproximavam mais da futura decisão de Nicéia (325), do que os empregados por qualquer outro teólogo do século III. Assim, sessenta anos antes do grande concílio, o Ocidente tinha chegado a conclusões facilmente equacionáveis com as de Nicéia. Não era, porém, o caso do Oriente, que não conseguira alcançar tal grau de uniformidade”.

Século IV, Ário e a definição da Trindade

No quarto século nos deparamos com a grande controvérsia ariana.  O Ocidente tinha chegado a unanimidade no que diz respeito a unidade de substância entre o Pai e o Filho, mas o Oriente estava dividido. “A controvérsia propriamente dita começou em Alexandria, por volta de 320, com a disputa entre Ário e seu bispo Alexandre”. Ário realçava “a unidade e existência autossuficiente de Deus. Conceituava o Cristo como ser criado. Como tal, Cristo não era da mesma substância de Deus, tendo sido feito do ´nada`, como as demais criaturas. Não era, por conseguinte, eterno, embora o primeiro entre as criaturas e agente na criação do mundo. ´O filho tem princípio, mas Deus é sem princípio`. Para Ário, Cristo era, na verdade, Deus em certo sentido, mas um Deus inferior, de modo algum uno com o Pai em essência ou eternidade.” O bispo Alexandre, adversário de Ário, cria que “o Filho era eterno, da mesma substância do Pai e absolutamente incriado”.

A controvérsia ariana levou “o mundo eclesiástico oriental” a “ebulição”. Então, para preservar a unidade do império, Constantino convoca o Concílio de Nicéia, em maio de 325. “Os representantes orientais predominavam numericamente. Dentre aproximadamente trezentos bispos presentes, só seis provinham do Ocidente. Haviam três partidos: um menor, radicalmente ariano, liderado por Eusébio de Nicomédia; outro, também pequeno, entusiasticamente apoiava Alexandre, e a grande maioria cujo líder era o historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia, homens poucos versados nos problemas em discussão. Na verdade a maioria, como um todo, pode ser descrita por um escritor pouco benevolente como ´simplórios`. Os que tinham opinião formada fundamentavam-se em geral nos ensinos de Orígenes. Destacava-se na assembleia a presença do próprio imperador, o qual, apesar de não ser batizado — razão por que não podia, do ponto de visita técnico, ser considerado membro da Igreja — era alguém cuja importância não podia deixar de ser acolhida entusiasticamente”.

Neste concílio, foram aceitas as declarações de Eusébio de Cesaréia — defensor de Alexandre — e recusada as de Eusébio de Nicomédia — defensor de Ário. Eusébio, Ário e seus companheiros acabaram sendo exilados a pedido do imperador. “É fácil compreender a atitude tomada por Constantino. Sendo ele essencialmente um político, pensou que uma fórmula que não encontrasse oposição na parte ocidental do império e contasse com o apoio de uma porção do Oriente, seria mais aceitável do que qualquer outra que pudesse ser rejeitada pelo Ocidente inteiro, e receber a anuência de não mais do que uma porção do Oriente. Deveu-se à influência de Constantino a adoção da definição de Nicéia”. O que foi realmente aprovado no Concílio de Nicéia, não foi a definição definitiva do conceito da Trindade, mas a unidade entre o Pai e o Filho. O conceito como vemos hoje seria aprovado décadas mais tarde.

A “batalha decisiva”, porém, “não e travou tanto no Concílio mesmo, mas nos cinquenta e tantos anos seguintes”. Em 328, morre Alexandre, levanta-se então o grande defensor da fé nicena, Atanásio. “A ele principalmente se deve a vitória final da teologia de Nicéia”. Por volta de 341, foi convocado um concílio geral. Mas, “a reunião não chegou a tornar-se um concílio geral, já que os bispos orientais, vendo em minoria e deparando-se com a presença de Atanásio e Marcelo no seu meio, resolveram retirar-se. Mais uma vez os bispos ocidentais deram seu apoio a Atanásio e Marcelo, muito embora este último representasse sério entrave  à sua causa, por causa de sua duvidosa ortodoxia. Parecia eminente a separação entre Oriente e Ocidente”. Entre idas e vindas, ocorreram vários pequenos concílios que ora tomavam decisões favorecendo o partido ariano, ora favorecendo o partido niceno. Mas, os imperadores “passaram a buscar a aceitação de sínodos que afirmavam ser representativos tanto do Oriente como do Ocidente”.

Por volta de 359, “a antiga fórmula nicena tinha sido abolida” e a fórmula vencedora não era ariana, mas “abria as portas às afirmações de caráter ariano”. Por enquanto, o triunfo pertencia aos arianos”. Neste ínterim, surge mais um partido, os conservadores, um intermédio. Atacavam a posição nicena, porém, muito mais fortemente o arianismo, e se “atinham às posições propostas por Orígenes”. “O partido intermédio, assim, reconstruído, fez notar sua influência pela primeira vez num sínodo reunido em Ancira, em 358, e seus primeiros líderes principais eram os bispos Basílio de Ancira e Jorge de Laodicéia. Em geral têm sido conhecidos como os semiarianos, mas a designação é inadequada. Melhor seria chamá-los de ´conservadores`. Rejeitavam energicamente o arianismo, aproximando-se, de fato, de Atanásio. Este percebeu os pontos em comum, e a união foi facilitada pelo trabalho de Hilário de Poitiers…”.”A vitória final dos nicenos viria mediante a fusão dos partidos niceno e ´semi-arianos` ou ´conservador`. Mediante essa união, a tradição da Ásia Menor e as interpretações de Orígenes viriam a combinar-se com as de Alexandria. Foi, porém, um processo lento. No seu desenvolvimento as antigas posições viriam a ser um tanto modificadas, para transformar-se na teologia neonicena”.

Esta aparente vitória nicena ainda sofreria alguns revés. “A discussão nicena ampliava o seu âmbito, passando a incluir o debate acerca das relações entre o Espírito Santo e a divindade. No Ocidente, desde o tempo de Tertuliano, Pai, Filho e Espírito Santo eram considerados três ´pessoas` de uma única substância. Tal unidade era inexistente no Oriente. Nem mesmo Orígenes se pronunciara com clareza sobre se o Espírito era ´criado ou incriado`, ´filho de Deus ou não`. Não houvera muita discussão a respeito desse tema. Surgindo ele agora, no contexto maior da polêmica”.

Foi “durante um sínodo realizado em Alexandria, em 362, sob a presidência de Atanásio…” que “…estabeleceram-se os termos da união com os partidos rivais… declarava-se ´anatematizar a heresia ariana e confessar a fé confessada pelos santos Pais de Nicéia, e também anatematizar os que declaram que o Espírito Santo é criatura e separado da essência de Cristo`. Com isto, o próprio Atanásio abria assim a porta, não só para a plena definição da doutrina da Trindade, mas também para a ortodoxia neonicena, com Ideia da Divindade em uma essência (substância) e três hipóstases”.

Com “a morte de Atanásio, a liderança na luta passava às mãos de homens mais jovens, do partido neoniceno. Os principais dentre eles eram Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa, todos da Capadócia”.“Mais do que a quaisquer outros personagens, foi a esses três homens da Capadócia que se deveu a vitória intelectual da fé neonicena. Para seus contemporâneos sua obra parecia significar o triunfo do ponto de vista niceno. Mesmo hoje em dia, porém, não se sabe até que ponto essa afirmação é verdadeira. Há quem afirme que a ortodoxia nicena foi seriamente modificada pelos capadócios. Eis o que diz um autor alemão, a respeito desse problema: ´Atanásio (e Marcelo) pregavam um único Deus, que vivia uma tríplice vida pessoal e se revela como tal. Os capadócios falam em três hipóstases divinas, as quais, na medida em que manifestam a mesma atividade, possuem — admiti-se — uma única natureza e a mesma dignidade. Para os primeiros, o mistério está na trindade, para os segundos, na unidade… Os capadócios interpretam a doutrina de Atanásio de acordo com os conceitos e princípios subjacentes à cristologia do Logos, de Orígenes. Alto atributo, porém pagaram ele pelo seu êxito, mais alto até do que imaginavam, a saber, a ideia do Deus pessoal. O resultado veio a ser três personalidades e uma essência abstrata e impessoal´”.

Em 380, o Imperador Teodósio, “juntamente com Graciano, promulgou um edito que ordenava a todos ´guardassem a fé que o santo apóstolo Pedro legou aos romanos´”. “Desde então passaria a haver uma única religião no império, a saber, a dos cristãos. Mais ainda, só poderia existir uma forma específica de cristianismo que professava uma única essência divina em três hipóstases, ou, nos termos supostamente equivalentes, em que o expressaria o Ocidente, uma substância em três pessoas”.

Em 381, Teodósio convocou um sínodo oriental em Constantinopla. Deste sínodo, “não há dúvida, porém de que repeliu os macedonianos, ala do partido… que se recusava aceitar a consubstancialidade do Espírito Santo, e aprovou o credo niceno original”. “No entanto, mesmo durante a reunião do sínodo de 381, o credo niceno, na forma adotada em 325, deixava de satisfazer às exigências do desenvolvimento teológico no partido vitorioso. Era omisso com respeito à consubstancialidade do Espírito Santo, para citar um exemplo. Era de  desejar um credo que, de maneira mais completa, correspondesse ao estágio atual da discussão”.

Efetivamente, tal credo começou a ser usado e, por volta de 451 era considerado como tendo sido adotado pelo Concílio Geral de 381. Por fim veio a tomar o lugar do genuíno credo niceno. É esse que hoje em dia é conhecido como ´credo niceno`. Sua origem exata é incerta, mas relaciona-se intimamente com o credo batismal de Jerusalém, tal como o podemos inferir dos escritos de Cirilo, posteriormente bispo de cidade, por volta de 348, e também dos de Epifânio de Saamis, em 374. Possivelmente fosse o credo usado na Igreja de Constantinopla nessa época”.

O concílio de Nicéia aprovou a unidade entre o Pai e o Filho. Mas, esta fórmula não foi respeitada nos anos seguintes. A fórmula aceita no meio século seguinte dependeu da política de cada imperador. Mais ou menos cinquenta anos depois inclui-se a discussão sobre o Espírito Santo, ele é igual ao Pai e ao Filho. Foi somente no Concílio de Constantinopla que chegou-se a uma definição mais próxima da que se tem hoje e aceita pela maioria dos cristãos.

Em suma, o desenrolar da história trinitariana começou primeiramente com a ideia de que Cristo não veio em carne. Num segundo avanço, ela dizia que o Filho era semelhante ao Pai, isto é, da mesma substância, sendo, portanto, Deus. Na terceira etapa, ela dizia que o Espírito Santo era da mesma essência do Pai e do Filho, sendo também Deus. Somente, no final do século IV, que foi possível chegar a um termo definido e disto resultou a conclusão de que existe um Deus em três pessoas. Esta conclusão é, no entanto, tão complicada e confusa como conflitante. Todavia, o resultado final da discussão cristológica foi a formulação de um conceito que “agradou” a todos. Como vimos, até o século IV, a “doutrina” da Trindade não estava ainda explícita na mente dos homens, muito menos na Bíblia. A formulação da doutrina da Trindade aconteceu de forma lenta e gradativa.

Fonte: Livro História da Igreja Cristã. W. Walker.

 

Por: Edy Brilhador

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A mais estranha doutrina das igrejas cristãs é a Trindade. Segundo o conceito trinitário, Deus é uma combinação de três pessoas num só deus. E apesar da ferrenha discussão cristológica nos primeiros séculos do cristianismo, quase dois mil anos depois ainda não se chegou a um termo claro, por isso, persiste um ar de “mistério”. A doutrina da Trindade não tem origem nos ensinamentos da igreja primitiva. Ela se desenrolou a partir da morte dos primeiros apóstolos até sua “completa” formulação no Concílio de Constantinopla. Este artigo é um resumo dos principais momentos de sua história.

Século I, os primeiros desvios

A base para a formulação da doutrina da Trindade já se manifestava nos tempos apostólicos. O apóstolo João em sua Primeira Epístola, capitulo 4 e versos 2 e 3, diz: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o Espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus, mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo”. Apesar deste verso tratar, dentro de seu contexto, da presença do espírito de Deus na vida do crente, é um indício de que nos tempos do Apóstolo João haviam homens com outras interpretações quanto às características do filho de Deus. Estes argumentavam que Jesus não viera em carne, ou seja, não era nascido de mulher. Ideias como essa permearam a grande discussão cristológica que se seguiu nos próximos séculos, a qual na tentativa de glorificar o filho de Deus, acabou por atribuir-lhe características pertencentes somente a Deus.

Século II, a cristologia de Tertuliano: Cristo é definido como Deus e igual ao Pai

A partir da morte dos apóstolos — João foi o último a morrer, diz-se que morreu por volta do ano 100 — no início do segundo século, surge Inácio de Antioquia. Ele saudava a igreja de Roma nos seguintes termos: “Jesus Cristo, nosso Deus”. Apesar de Inácio não identificar Cristo com Deus, na maioria das igrejas do II século, pairava o pensamento de que: “Fora o Espírito quem inspirara a profecia do Antigo Testamento. Fora ele quem guiara os escritores do Novo Testamento. Para o pensamento cristão do começo do século II, havia uma diferenciação entre o Espírito Santo e Cristo, mas eram ambos considerados Deus. Isso é evidente na fórmula batismal trinitária, que, a essa época, já estava substituindo as outras fórmulas mais antigas, em nome de Cristo. Ao fim do século I e começo do século II, as fórmulas trinitárias já eram de uso frequente,” diz o historiador da religião W. Walker.  E completa dizendo que entre os anos de 170-235 foi introduzido no credo de Roma as três perguntas aos candidatos ao batismo: “Crês em Deus Pai Onipotente? Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus,… ? Crês no Espírito Santo,…?”

A cristologia de Tertuliano antecipou a decisão que chegou o Concílio Niceno. Sua definição foi nas seguintes palavras: “Todos são de um, não por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando-se em ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo; três, contudo, … não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos como o nome de Pai, Filho e Espírito Santo”. “Ele descreveu estas distinções como ´pessoas`. E ainda, que, o Filho e o Espírito são subordinados ao Pai”. Esta teoria da subordinação durou até chegar os conceitos de Agostinho.

Entre os anos 180-200, Noeto ensinou que “Cristo era o próprio Pai, e o próprio Pai nasceu, sofre e morreu”. Essas ideias foram transportadas para Roma em 190 por um seguidor de Noeto.

A discussão em torno da personalidade do filho não chegou a um termo cabal no final do século II, muito menos uma definição de Trindade, apenas o conceito de que Ele também era Deus. Quanto ao Espírito Santo, ele ainda não fazia parte dos círculos de debate, havia apenas algumas manifestações esporádicas de que era uma divindade.

Século III, Sabélio e a identificação do Espírito Santo com a divindade

No início do terceiro século, em Roma, surge Sabélio, com uma definição mais enfática sobre o Espírito Santo e o Filho. Para ele, “Pai, Filho, e Espírito Santo são um e o mesmo. São os três nomes do Deus Único que se manifesta de forma diferente, segundo as circunstâncias. Enquanto o Pai é o legislador do Antigo Testamento; enquanto o Filho é o encarnado; e enquanto o Espírito Santo, é o inspirador dos apóstolos. Mas é o mesmo e único Deus”. Sabélio foi excomungado em Roma, mas as suas afirmações deram base à cristologia ortodoxa: identificação absoluta entre Pai, Filho e Espírito Santo. Seus ensinos foram usados por Agostinho para suplantar a ideia da subordinação do Filho e do Espírito Santo advogada por Tertuliano e Atanásio. Foi mais ou menos no mesmo tempo de Sabélio que aparece Orígenes que cria “em um só Deus… Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que… nasceu do Pai mesmo antes de todas as criaturas… tornou-se homem e encarnou, apesar de ser Deus, e, enquanto homem continuou a ser o Deus que era… que o Espírito Santo estava associado em hora e dignidade ao Pai e ao Filho”. Convém lembrar que Orígenes era altamente influenciado pelas filosofias platônicas.

O “grande defensor da cristologia do Logos nessa época, em Roma, era Hipólito”. Acusado como adorador de dois deuses por Calixto, bispo de Roma, que excomungou Sabélio. “Calixto procurou uma forma conciliatória, em meio a essa confusão cristológica. Pai, Filo e Logos, afirmava ele, são nomes do ´espírito único e indivisível`. No entanto, o Pai, ´depois de tomar sobre si a nossa carne, elevou-se à natureza de divindade, mediante a união dela consigo, e a fez una, de forma tal que o Pai e Filho devem ser considerados um só Deus`”. Essa definição foi aceita pela maioria em Roma. O “grau de penetração desse tipo de cristologia no cristianismo ocidental é demonstrado pelo tratado sobre a Trindade, de autoria do presbítero romano Novaciano (entre 240-250)”. Ele “limitou-se a reproduzir e expandir as ideias de Tertunliano”. “Novaciano chega até a surgerir a ideia de uma Trindade social”. “O que a de mais precioso em novaciano é o fato de ressaltar aquilo que constituía o centro da convicção da Igreja em todas essa complicada discussão cristológica, a saber que o Cristo era plenamente Deus e, ao mesmo tempo, plenamente homem.”

Finalmente, “por volta de 262, o bispo romano Dionísio (259-268), escrevendo contra os Sabelianos, explicitou a cristologia do Logos em termos que se aproximavam mais da futura decisão de Nicéia (325), do que os empregados por qualquer outro teólogo do século III. Assim, sessenta anos antes do grande concílio, o Ocidente tinha chegado a conclusões facilmente equacionáveis com as de Nicéia. Não era, porém, o caso do Oriente, que não conseguira alcançar tal grau de uniformidade”.

Século IV, Ário e a definição da Trindade

No quarto século nos deparamos com a grande controvérsia ariana.  O Ocidente tinha chegado a unanimidade no que diz respeito a unidade de substância entre o Pai e o Filho, mas o Oriente estava dividido. “A controvérsia propriamente dita começou em Alexandria, por volta de 320, com a disputa entre Ário e seu bispo Alexandre”. Ário realçava “a unidade e existência autossuficiente de Deus. Conceituava o Cristo como ser criado. Como tal, Cristo não era da mesma substância de Deus, tendo sido feito do ´nada`, como as demais criaturas. Não era, por conseguinte, eterno, embora o primeiro entre as criaturas e agente na criação do mundo. ´O filho tem princípio, mas Deus é sem princípio`. Para Ário, Cristo era, na verdade, Deus em certo sentido, mas um Deus inferior, de modo algum uno com o Pai em essência ou eternidade.” O bispo Alexandre, adversário de Ário, cria que “o Filho era eterno, da mesma substância do Pai e absolutamente incriado”.

A controvérsia ariana levou “o mundo eclesiástico oriental” a “ebulição”. Então, para preservar a unidade do império, Constantino convoca o Concílio de Nicéia, em maio de 325. “Os representantes orientais predominavam numericamente. Dentre aproximadamente trezentos bispos presentes, só seis provinham do Ocidente. Haviam três partidos: um menor, radicalmente ariano, liderado por Eusébio de Nicomédia; outro, também pequeno, entusiasticamente apoiava Alexandre, e a grande maioria cujo líder era o historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia, homens poucos versados nos problemas em discussão. Na verdade a maioria, como um todo, pode ser descrita por um escritor pouco benevolente como ´simplórios`. Os que tinham opinião formada fundamentavam-se em geral nos ensinos de Orígenes. Destacava-se na assembleia a presença do próprio imperador, o qual, apesar de não ser batizado — razão por que não podia, do ponto de visita técnico, ser considerado membro da Igreja — era alguém cuja importância não podia deixar de ser acolhida entusiasticamente”.

Neste concílio, foram aceitas as declarações de Eusébio de Cesaréia — defensor de Alexandre — e recusada as de Eusébio de Nicomédia — defensor de Ário. Eusébio, Ário e seus companheiros acabaram sendo exilados a pedido do imperador. “É fácil compreender a atitude tomada por Constantino. Sendo ele essencialmente um político, pensou que uma fórmula que não encontrasse oposição na parte ocidental do império e contasse com o apoio de uma porção do Oriente, seria mais aceitável do que qualquer outra que pudesse ser rejeitada pelo Ocidente inteiro, e receber a anuência de não mais do que uma porção do Oriente. Deveu-se à influência de Constantino a adoção da definição de Nicéia”. O que foi realmente aprovado no Concílio de Nicéia, não foi a definição definitiva do conceito da Trindade, mas a unidade entre o Pai e o Filho. O conceito como vemos hoje seria aprovado décadas mais tarde.

A “batalha decisiva”, porém, “não e travou tanto no Concílio mesmo, mas nos cinquenta e tantos anos seguintes”. Em 328, morre Alexandre, levanta-se então o grande defensor da fé nicena, Atanásio. “A ele principalmente se deve a vitória final da teologia de Nicéia”. Por volta de 341, foi convocado um concílio geral. Mas, “a reunião não chegou a tornar-se um concílio geral, já que os bispos orientais, vendo em minoria e deparando-se com a presença de Atanásio e Marcelo no seu meio, resolveram retirar-se. Mais uma vez os bispos ocidentais deram seu apoio a Atanásio e Marcelo, muito embora este último representasse sério entrave  à sua causa, por causa de sua duvidosa ortodoxia. Parecia eminente a separação entre Oriente e Ocidente”. Entre idas e vindas, ocorreram vários pequenos concílios que ora tomavam decisões favorecendo o partido ariano, ora favorecendo o partido niceno. Mas, os imperadores “passaram a buscar a aceitação de sínodos que afirmavam ser representativos tanto do Oriente como do Ocidente”.

Por volta de 359, “a antiga fórmula nicena tinha sido abolida” e a fórmula vencedora não era ariana, mas “abria as portas às afirmações de caráter ariano”. Por enquanto, o triunfo pertencia aos arianos”. Neste ínterim, surge mais um partido, os conservadores, um intermédio. Atacavam a posição nicena, porém, muito mais fortemente o arianismo, e se “atinham às posições propostas por Orígenes”. “O partido intermédio, assim, reconstruído, fez notar sua influência pela primeira vez num sínodo reunido em Ancira, em 358, e seus primeiros líderes principais eram os bispos Basílio de Ancira e Jorge de Laodicéia. Em geral têm sido conhecidos como os semiarianos, mas a designação é inadequada. Melhor seria chamá-los de ´conservadores`. Rejeitavam energicamente o arianismo, aproximando-se, de fato, de Atanásio. Este percebeu os pontos em comum, e a união foi facilitada pelo trabalho de Hilário de Poitiers…”.”A vitória final dos nicenos viria mediante a fusão dos partidos niceno e ´semi-arianos` ou ´conservador`. Mediante essa união, a tradição da Ásia Menor e as interpretações de Orígenes viriam a combinar-se com as de Alexandria. Foi, porém, um processo lento. No seu desenvolvimento as antigas posições viriam a ser um tanto modificadas, para transformar-se na teologia neonicena”.

Esta aparente vitória nicena ainda sofreria alguns revés. “A discussão nicena ampliava o seu âmbito, passando a incluir o debate acerca das relações entre o Espírito Santo e a divindade. No Ocidente, desde o tempo de Tertuliano, Pai, Filho e Espírito Santo eram considerados três ´pessoas` de uma única substância. Tal unidade era inexistente no Oriente. Nem mesmo Orígenes se pronunciara com clareza sobre se o Espírito era ´criado ou incriado`, ´filho de Deus ou não`. Não houvera muita discussão a respeito desse tema. Surgindo ele agora, no contexto maior da polêmica”.

Foi “durante um sínodo realizado em Alexandria, em 362, sob a presidência de Atanásio…” que “…estabeleceram-se os termos da união com os partidos rivais… declarava-se ´anatematizar a heresia ariana e confessar a fé confessada pelos santos Pais de Nicéia, e também anatematizar os que declaram que o Espírito Santo é criatura e separado da essência de Cristo`. Com isto, o próprio Atanásio abria assim a porta, não só para a plena definição da doutrina da Trindade, mas também para a ortodoxia neonicena, com Ideia da Divindade em uma essência (substância) e três hipóstases”.

Com “a morte de Atanásio, a liderança na luta passava às mãos de homens mais jovens, do partido neoniceno. Os principais dentre eles eram Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa, todos da Capadócia”.“Mais do que a quaisquer outros personagens, foi a esses três homens da Capadócia que se deveu a vitória intelectual da fé neonicena. Para seus contemporâneos sua obra parecia significar o triunfo do ponto de vista niceno. Mesmo hoje em dia, porém, não se sabe até que ponto essa afirmação é verdadeira. Há quem afirme que a ortodoxia nicena foi seriamente modificada pelos capadócios. Eis o que diz um autor alemão, a respeito desse problema: ´Atanásio (e Marcelo) pregavam um único Deus, que vivia uma tríplice vida pessoal e se revela como tal. Os capadócios falam em três hipóstases divinas, as quais, na medida em que manifestam a mesma atividade, possuem — admiti-se — uma única natureza e a mesma dignidade. Para os primeiros, o mistério está na trindade, para os segundos, na unidade… Os capadócios interpretam a doutrina de Atanásio de acordo com os conceitos e princípios subjacentes à cristologia do Logos, de Orígenes. Alto atributo, porém pagaram ele pelo seu êxito, mais alto até do que imaginavam, a saber, a ideia do Deus pessoal. O resultado veio a ser três personalidades e uma essência abstrata e impessoal´”.

Em 380, o Imperador Teodósio, “juntamente com Graciano, promulgou um edito que ordenava a todos ´guardassem a fé que o santo apóstolo Pedro legou aos romanos´”. “Desde então passaria a haver uma única religião no império, a saber, a dos cristãos. Mais ainda, só poderia existir uma forma específica de cristianismo que professava uma única essência divina em três hipóstases, ou, nos termos supostamente equivalentes, em que o expressaria o Ocidente, uma substância em três pessoas”.

Em 381, Teodósio convocou um sínodo oriental em Constantinopla. Deste sínodo, “não há dúvida, porém de que repeliu os macedonianos, ala do partido… que se recusava aceitar a consubstancialidade do Espírito Santo, e aprovou o credo niceno original”. “No entanto, mesmo durante a reunião do sínodo de 381, o credo niceno, na forma adotada em 325, deixava de satisfazer às exigências do desenvolvimento teológico no partido vitorioso. Era omisso com respeito à consubstancialidade do Espírito Santo, para citar um exemplo. Era de  desejar um credo que, de maneira mais completa, correspondesse ao estágio atual da discussão”.

Efetivamente, tal credo começou a ser usado e, por volta de 451 era considerado como tendo sido adotado pelo Concílio Geral de 381. Por fim veio a tomar o lugar do genuíno credo niceno. É esse que hoje em dia é conhecido como ´credo niceno`. Sua origem exata é incerta, mas relaciona-se intimamente com o credo batismal de Jerusalém, tal como o podemos inferir dos escritos de Cirilo, posteriormente bispo de cidade, por volta de 348, e também dos de Epifânio de Saamis, em 374. Possivelmente fosse o credo usado na Igreja de Constantinopla nessa época”.

O concílio de Nicéia aprovou a unidade entre o Pai e o Filho. Mas, esta fórmula não foi respeitada nos anos seguintes. A fórmula aceita no meio século seguinte dependeu da política de cada imperador. Mais ou menos cinquenta anos depois inclui-se a discussão sobre o Espírito Santo, ele é igual ao Pai e ao Filho. Foi somente no Concílio de Constantinopla que chegou-se a uma definição mais próxima da que se tem hoje e aceita pela maioria dos cristãos.

Em suma, o desenrolar da história trinitariana começou primeiramente com a ideia de que Cristo não veio em carne. Num segundo avanço, ela dizia que o Filho era semelhante ao Pai, isto é, da mesma substância, sendo, portanto, Deus. Na terceira etapa, ela dizia que o Espírito Santo era da mesma essência do Pai e do Filho, sendo também Deus. Somente, no final do século IV, que foi possível chegar a um termo definido e disto resultou a conclusão de que existe um Deus em três pessoas. Esta conclusão é, no entanto, tão complicada e confusa como conflitante. Todavia, o resultado final da discussão cristológica foi a formulação de um conceito que “agradou” a todos. Como vimos, até o século IV, a “doutrina” da Trindade não estava ainda explícita na mente dos homens, muito menos na Bíblia. A formulação da doutrina da Trindade aconteceu de forma lenta e gradativa.

Fonte: Livro História da Igreja Cristã. W. Walker.

 

Por: Edy Brilhador

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Fragmentos de manuscritos do N.T ainda no seculo I. https://igrejadedeus.com.br/fragmentos-de-manuscritos-do-n-t-ainda-no-seculo-i/ https://igrejadedeus.com.br/fragmentos-de-manuscritos-do-n-t-ainda-no-seculo-i/#respond Wed, 05 Feb 2014 18:07:34 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=354 Novas descobertas de manuscritos derrubaram definitivamente as críticas dos Judeus Messiânicos ao Novo Testamento em Grego. Esses novos documentos chegaram para estabelecer a verdade sobre a Palavra de Deus.
A descoberta dos rolos do Mar Morto em 1947 praticamente sepultou as discussões sobre a fidedignidade do Antigo Testamento. Mas, nos últimos anos, a onda de críticas à legitimidade do texto do Novo Testamento ressurge pelos falsos ensinamentos dos judeus messiânicos.
O Documento de Oxford
O primeiro documento que derruba de vez a argumentação de judeus messiânicos trata-se de fragmentos de papiro que hoje pertencem ao Magdalen College (Faculdade de Madalena), na Universidade de Oxford, na Inglaterra. São, ao todo, três fragmentos. O maior deles mede 4,1 cm por 1,3 cm. O texto traz trechos do capítulo 26 de Mateus e está registrado na frente e no verso dos três fragmentos. Mesmo sendo muito pequenos, os fragmentos trazem conteúdo suficiente para não deixar dúvidas que se tratam da passagens que narram a visita do Senhor à casa de Simão (Mateus 26: 6-13), e da traição de Judas (Mateus. 26: 14-16).
O anúncio da descoberta foi feito pelo jornal britânico The Times, na sua primeira página, na edição de 24 de Dezembro de 1994: “Um papiro que acredita-se que seja o mais antigo fragmento existente no Novo Testamento foi encontrado na biblioteca de Oxford. Ele fornece a primeira prova material de que o Evangelho segundo Mateus é um relato de testemunha ocular, escrito por contemporâneos de Cristo”. A reportagem apoiava-se no trabalho de um respeitado estudioso alemão, o paleógrafo e papirólogo Carsten Peter Thiede, de 57 anos, que é diretor do Instituto de Pesquisa Epistemológica de Padeborn, Alemanha.
A revista Terra Santa, de Jerusalém, também publicou um artigo sobre a descoberta, intitulado Mateus, testemunha ocular (edição de Setembro/Outubro de 1996). O título é homônimo de um livro de Thiede. No seu livro, ele afirma que as suas pesquisas apontam para a datação dos fragmentos do Evangelho de Mateus como sendo antes dos anos 60 dC, provavelmente 50 dC. Isto é, menos de 30 anos depois da morte de Cristo, quando as suas testemunhas oculares ainda estavam vivas.
O papiro estava na Biblioteca do Magdalen College desde o início dos anos 50, e havia recebido em 1953 uma datação errada, situando-o no fim do segundo século dC. Por isso, não despertava atenção. Porém, os novos estudos de Thiede mostraram que o papiro era de 50 dC.
Observando-os melhor, o especialista constatou que eles possuíam uma escrita que não era de uma data tardia (início do século II, como se presumia anteriormente), mas deveriam ter sido escritos no ano 50 dc. Como se trata de uma cópia do Evangelho de Mateus, isso significa que o original de Mateus era anterior a essa data, portanto escrito enquanto as testemunhas oculares de Cristo ainda eram vivas (pouco mais de dez anos depois da sua ressurreição). E como a cópia em mãos era muito antiga, as testemunhas ainda estariam vivas, quando esta começou a circular, podendo questionar o seu conteúdo caso estivesse equivocado. Então, se os apóstolos, ou alguns deles, estavam vivos, porque não questionaram esta Versão em Grego?
Depois disso e com base em pesquisas semelhantes, outros erros em papiros do Novo Testamento foram encontrados. Estes passaram a receber novas datas. O papiro chamado P46, por exemplo, antes datado de 200 dC, já é admitido como sendo de 85 dC. O papiro P66, de 200 dC, sabe-se hoje que é de 125 dC. O P32, antes tido como de 200 dC, é, na verdade, de 175 dC. O P45, antes visto como do terceiro século ou início do terceiro, é de 150 dC. O P87, identificado antes como sendo do terceiro século, é na verdade de 125 dC. O P90, apontado como do final do segundo século, é de 150 dC.
Apesar dessa descoberta ser importantíssima, 13 anos depois ela ainda é omitida pelos judeus messiânicos nos seus textos de combate à legitimidade dos Evangelhos em Grego. Por isso, eruditos afirmam que muitos dos livros de hoje que se dizem em busca de uma verdade na verdade nos revelam mais sobre a tendenciosa e falsa teologia dos judeus messiânicos do que sobre a Verdade de textos em Grego do Novo Testamento. Os Evangelhos acabam sendo cada vez mais admitidos como legítimos relatos sobre Cristo, e toda a tentativa de desacreditar esse fato nada mais é do que estudiosos preconceituosos em relação ao texto Grego tentando fugir da verdade, não enfrentando os fatos.
O documento 7Q5: Deus fala aos incrédulos
O 7Q5 foi outro documento importantíssimo que também fez notícia em meados dos anos 90. Por que esse nome? Porque ele foi o quinto fragmento encontrado na caverna 7 do sítio arqueológico de Qumran, onde foram descobertos os Manuscritos do Mar Morto. Há 50 anos, ele foi datado pela paleografia como sendo de 50 dC.
Em 1955, foi descoberta uma gruta em Qumran com características especiais: a caverna 7. Todas as grutas até então encontradas continham material escrito em hebraico e/ou aramaico. Porém, a gruta 7 continha fragmentos e jarros com escrita em grego. No momento dessa descoberta, não se percebeu o seu valor. Na época, o especialista C. H. Roberts, sem saber que um desses fragmentos era um trecho do Evangelho de Marcos, datou alguns desses fragmentos como sendo muito antigos do ano 50 dC. Entre eles, o fragmento 7Q5.
Nos anos 90, José O’Callaghan estava tentando descobrir o livro do Antigo Testamento ou da literatura judaica ao qual o fragmento pertencia, mas não conseguia identificar nenhuma parte dessa literatura. Foi então que, só por curiosidade, verificou se havia aquela sequência de letra do Novo Testamento e, para sua surpresa, descobriu que o fragmento era exata e literalmente o texto de Marcos 6.52-53. O detalhe é que o que está escrito no versículo 52 parece Deus falando aos cépticos de hoje, denunciando a razão pela qual tentam desacreditar a legitimidade dos Evangelhos em Grego
Impressionado com a descoberta, ele contou ao especialista Ignace de la Potterie, que o aconselhou a fazer testes no computador para que não houvesse dúvidas quanto à identificação. Foi então que, usando o programa Ibycus, que traz na sua memória toda a literatura greco-romana conhecida de todos os textos já descobertos da Antiguidade, descobriu que a única identificação que o programa acusava era a passagem do Evangelho de Marcos. Essa passagem não era nem citada em alguma obra grega conhecida. Não havia dúvida quanto à identificação: era um fragmento de Marcos 6 datado de 50 dC.
Com essa descoberta, está provado que o Evangelho de Marcos, do qual o documento 7Q5 é apenas uma cópia, foi escrito por volta do ano 40 dC, dez anos depois da ressurreição de Cristo.
Outros manuscritos antigos
Atualmente, há mais de 6 mil cópias de manuscritos gregos do Novo Testamento ou de porções neotestamentárias, indo do primeiro ao nono século. A maioria é do terceiro, quarto e quinto séculos. Isso é impressionante, uma vez que nenhuma outra obra da literatura grega pode ostentar uma abundância tão grande de provas.
Passam séculos e a Palavra do Senhor permanece a mesma, porque o Senhor da Palavra prometeu:
“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar”, Lucas 21.33.
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FRAGMENTOS HISTÓRICOS DA IGREJA DE DEUS https://igrejadedeus.com.br/fragmentos-historicos-da-igreja-de-deus/ https://igrejadedeus.com.br/fragmentos-historicos-da-igreja-de-deus/#respond Sat, 01 Feb 2014 18:06:39 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=352 A Igreja de Deus verdadeiramente deve estar firme e ir adiante, “Unida ao coração como uma cadeia”. Esta frase poética se publicou em “A Esperança de Israel”, em 1864. “A Esperança do Israel” foi a revista precursora do Advogado da Bíblia”, da Igreja de Deus (do Sétimo Dia).
“A esperança de Israel” era uma publicação da Igreja de Deus por isso queremos significar que esta Revista, “A Esperança do Israel” representava a todos aqueles que tinham guardado a fé da Igreja de Deus por muito tempo, grupos de observadores do Sábado, que por circunstâncias do tempo estavam disseminados por diferentes parte, e que foram nossos antecessores espirituais durante os primeiros séculos da América. “A Esperança” era a voz unânime daquele povo que se apegou o inspirado nome da “Igreja de Deus”, nome que se conheceu dos mais remotos tempos. O povo que fortemente se recusou a aceitar qualquer autoridade da fé cristã que não fora a Bíblia, até onde eles a entendiam nesse tempo. Certamente a Bíblia foi sua única autoridade de fé e doutrina como o é também hoje. “A Esperança” entretanto, não foi a primeira publicação dos cristãos observadores do sábado.
Retrocedamos por um momento ao século quinze, que já tocamos em nossa consideração anterior. Dizemos outra vez que se fará todo esforço possível para condensar este documentário. É difícil tratar de fazer concisa a essência tão vasta e fazer uma “breve historia” de registros que compreendem muitas páginas e das quais poderiam fazer enormes volumes. É na verdade difícil ser breve tendo em nosso redor uma multidão de registro da colorida história dos fiéis. Cremos que cada membro afiliado a esta mesma fé nos tempos modernos, quererá possuir um documentário desta índole, no que possa facilmente ter à vista um panorama completo da história do passado e compreender assim sua própria história para podê-la relatar a outros. O difícil é executar esta tarefa sem afetar ou mutilar alguma informação daqueles fatos, o qual poderia interpretar-se como que há o intento de pôr ênfase em algo equivocado. Este pois, é nosso esforço, fazer uma “breve historia”, justa, verdadeira e correta se proporcione a cada um de nossos leitores, membros da Igreja de Deus.
Referiremo-nos unicamente a uns quantos nomes pessoais neste esboço histórico, já que nosso propósito é ter um panorama conciso da vista. Começar a mencionar os nomes históricos envoltos na história de nossa igreja requer muito mais espaço, pois ao fazer uma lista deles nos veríamos obrigados a mencioná-los a todos com seus feitos inclusive. Entretanto, tomamos a liberdade de alistar alguns deles, sem os quais nos seria difícil fazer compreender todos os acontecimentos. Quanto queríamos dispor de espaço suficiente para não omitir alguns nomes e feitos importantes. O leitor, entretanto, poderá obter uma informação mais ampla de outras fontes da Igreja.
A REFORMA NÃO PÔDE DETER A PERSEGUIÇÃO
O espírito do Renascimento se desenvolveu durante o movimento religioso que chamamos a Reforma e que teve lugar nos primeiros anos do século XVI. Nasce o espírito de liberdade de pensamento; florescem as artes e a ciência. Mas não obstante, teriam que transcorrer vários séculos para dominar completamente a perseguição, o fanatismo e a superstição, e obter uma total liberdade religiosa, tal como se conhece no mundo hoje. Os verdadeiros reformistas bíblicos, incluindo aqueles grupos observadores do Sábado, foram muito mais audazes, e agora é mais fácil traçar definitivamente suas atividades. Mas apesar de tudo estas atividades foram interrompidas em largos intervalos, e não pôde conservasse uma história formal (no século 16), pois se levanta uma nova forma de perseguição contra aqueles grupos que tinham vindo sofrendo por largo tempo como hereges. Pois notaram que o movimento “Protestante” não simpatizava completamente com eles. A idéia de uma religião do Estado obrigatória não desapareceu facilmente, embora as nações romperam suas relações com o poder papal, devido a que por muitos séculos a Igreja Católica tinha governado como a religião oficial do Estado. (Nota: O Papa de Roma foi feito prisioneiro no ano de 1798, que é uma data profética formal que marcou o fim do poder papal como governo internacional.)
A Alemanha do Norte permaneceu Protestante, enquanto que a do sul seguiu sendo Católica. A luta contra a autoridade da Igreja em matéria de religião continuou por toda a Europa estendendo-se até a Inglaterra.
Uma das razões que motivou a ruptura entre as nações e a igreja foi a insistência dos reis e líderes políticos em que a Igreja Católica devia pagar contribuições de todas suas propriedades.
A Igreja Protestante da Inglaterra praticou a intolerância e a perseguição, embora não tenha sido à altura das perseguições Católico-romanas. Enquanto o poder Católico Romano, esse formou uma “contra-reforma” por meio da ordem dos Jesuítas. Devido à atividade destes emissários, eles puderam deter a Reforma em vários setores. Deve fazer-se notar também que durante estes séculos os homens perderam o terror aos oceanos, e começaram a navegar pelos mares, e a explorar as terras estranhas para eles. Aproveitando este novo meio de comunicação, a Igreja Católica enviou missionários a diferentes parte do mundo. Desta maneira foi como a observância do Domingo, o qual tinha sido uma instituição Romana, fora promovida antecipadamente em vários países, até entre cristãos, muitos dos quais tinham sido observadores do Sábado por séculos.
OS PEREGRINOS E PURITANOS
Entre os primeiros colonizadores que chegaram a América vinham muitos que se chamavam “Peregrinos e Puritanos”. Se têm evidências históricas de que havia entre eles muitos observadores do Sábado. Estes grupos minoritários que eram perseguidos são um testemunho das condições que prevaleciam na Inglaterra, já que todos aqueles grupos que diferiam com a igreja Protestante Oficial do Estado, eram perseguidos. Os Quákeros estavam entre aqueles que eram severamente perseguidos na Inglaterra.
Os protestantes, até certo ponto, esqueceram os princípios de liberdade de consciência com aqueles que tinham sido assinalados como “hereges”, e de igual maneira para com os chamados “livres pensadores”. Sendo mais exatos, diremos que como protestantes reclamavam liberdade para eles, mas a negavam para outros. Tal acontecia com um homem de nome Juan Calvino (que existiu entre 1509 e 1564), o Protestante Francês que foi o guia religioso na Génova, Suíça. Este governava com mão de ferro, ao grau que um de seus discípulos, de nome Miguel Serveto, foi queimado em um poste por não compartilhar com as crenças religiosas de Calvino. Esta terrível intolerância, naturalmente representava a ruptura com o espírito do Renascimento”. Grol. Soc. Book of Knowledge”, Vol. 14, Pág. 509.
Entre os classificados como “hereges” estava Pablo Bunvan. Este era um pregador muito popular entre o povo comum, e por este motivo foi perdoada a execução, não assim o encarceramento, e ao estar encerrado no cárcere escreveu seu famoso livro “Progresso do Peregrinos”.
Assim é como vemos a preservação de fé vivente em Cristo Jesus em meio de tantos sofrimentos. Os cépticos deveriam dar-se conta do vivente e eterno poder do Evangelho de Jesus Cristo, o qual não pôde ser sufocado pela espada nem pelas chamas, como tampouco pelos muitos século de apostasia e perseguição.
Impérios e reino se levantam e caem, e se eclipsam pelo pó dos tempos, embora os homens lutem tenazmente para conservá-los; porém o cristianismo vive e aumenta em poder embora os homens tratam denodadamente de destrui-lo. A ira de Satanás efetivamente se desatou contra a verdade, mas o Senhor cumpre sua promessa: “Eis aqui, eu estou com vós até o fim do mundo”. (Mateus 28:20).
PRIMEIRAS IGREJAS AMERICANAS DO SÉTIMO DIA
As primeiras igrejas observadoras do Sábado na América foram congregações locais, que não estavam organizadas e incorporadas formalmente, até que as condições no novo continente proporcionaram melhores comunicações. A primeira e total liberdade religiosa se obteve mediante a Constituição dos Estados Unidos. Enquanto este mandato, considerava quase como procedente de Deus, era o condicionado ideal, vieram à existência um sem número de denominações e movimentos religiosos. Homens e mulheres por toda parte, com aquela liberdade obtida, se interiorizaram no estudo das Escrituras. Cada denominação fisgava na verdade ansiando as metas do conhecimento.
Desta maneira diferentes denominações na América foram organizadas, tendo umas maior e menor grau de verdade, assim como tênues sinais de apostasia. Entretanto se pôs de manifesto nos Estados Unidos o prejuízo e a discriminação para os cristãos observadores do Sábado, o qual veio desaparecendo no correr dos tempos. As igrejas observadoras do Sábado seguem adquirindo influência, e a verdade sobre o sábado chegou a ser um desafio de sobra conhecido. Durante os primeiros séculos aqueles observadores do Sábado localmente foram chamados por vários nomes, por exemplo, Sabatistas, mas mais freqüentemente lhe chamavam pelo nome de seus guiadores, embora entre eles mesmos se chamavam pelo nome escritural, Igreja de Deus, Igreja dos Primogênitos e também às vezes, Igreja de Cristo. (Atos 20:28; Hebreus 12:23, Romanos 16:16). Ao desenvolver-se o novo país de seu difícil e pioneiro princípio e ao dar lugar à civilização em suas costas orientais, duas organizações vieram a ser mais proeminentes entre os grupos observadores do Sábado: “A Igreja de Deus”, e “A igreja Batista de Cristo do Sétimo Dia” (Nota: A palavra sublinhada deste último nome foi eliminada deste movimento em 1880). Todos os grupos observadores do Sábado atualmente consideram os antigos sabatistas como seus antecessores e pais espiritualmente, como na verdade o são, já que por meio deles a gloriosa verdade do “Sábado da Criação” foi preservada. Esta verdade passou a nós sobre os sepulcros de milhões de mártires, permanecendo sem ser extinta apesar das chamas, a espada, a corrupção e a iniqüidade.
Documentos achados nos arquivos da Inglaterra dos começos do século 16 registram sobradas evidências da existência de muitos grupos locais de observadores do Sábado ali. Nestes registros, e com relação aos guardadores do Sábado, menciona-se muitas vezes o nome de “Igreja de Deus”. Embora não havia uma organização formal, o título de “Igreja de Deus” entretanto, não foi coisa surpreendente, já que este título se usou para a Igreja no princípio. É irrefutável que os primeiros observadores do Sábado na América também tinham este nome bíblico de “Igreja de Deus”.
Além dos documentos históricos da igreja escritos, existem até algumas pessoas viventes até, as quais ajudaram a compilar esta história, que conservam o registro de famílias com as quais estiveram em conexão, as mesmas que também tinham estado em conexão com os primeiros observadores do Sábado na América, que foram conhecidos como “A Igreja de Deus”.
A ORGANIZAÇÃO FORMAL E ADAPTAÇÃO LEGAL (DO SÉTIMO DIA) EM 1800
Ao desenvolver-se a América primitiva para uma sociedade mais complexa, de melhores comunicações e florescimento de numerosas denominações, trouxe como conseqüência a urgente necessidade de que as primeiras igrejas observadoras do Sábado se registrassem legalmente, como o veremos a seguir. Entre os primeiros guardadores do Sábado também existia a discussão de que no nome da igreja estava o distintivo do povo de Deus, que deviam mostrar mais amor e devoção a esse nome “Igreja de Deus”, e que não estariam dispostos a que se perdesse entre os muitos grupos protestantes havidos já.
Ao desenvolver-se acontecimentos, vários grupos locais de observadores do Sábado seguiram levando esse nome, mas quando a igreja, e grupos locais se reorganizaram por todo o país em 1865, aprovou-se que o estandarte fora com o nome de “Igreja de Deus”, mas que lhe acrescentaria no nome o término “do Sétimo Dia” para distinguir-se de outros grupos protestantes que estavam formando-se com o nome de “Igreja de Deus” também. Não limitaremos aqui a um esboço histórico dos três nomes mais antigos, das igrejas maiores observadoras do Sábado. Referimo-nos à “Igreja de Deus” (do Sétimo Dia), a Batista do Sétimo Dia e a Adventista do Sétimo Dia, embora existam na América outros quarenta e cinco grupos de sabatistas de diferentes parte do mundo. Mas não nos interessa investigar a história deles, a não ser a história da Igreja de Deus (do Sétimo Dia). Pela análise seguinte se poderá notar que entre os crentes do Sétimo Dia originais que emigraram à terra da América as igrejas mais antigas do Sétimo Dia (que existem até hoje), começaram a surgir como grupos separados muitos antes dos anos 1700 (antes do século 18). No século 19 (em meados de 1800) iniciou-se um novo movimento do sétimo dia, emerge neste tempo a igreja que conhecemos hoje como A Igreja Adventista do Sétimo Dia. Este último grupo Sabatista obteve a verdade sobre o Sábado da outras igrejas observadoras do Sábado existentes (por meio dos dirigentes e membros relacionados com eles). Este fato se comprova com os registros históricos da Igreja de Deus e os da Igreja Batista (do 7º Dia).
Nossos meios de maior identidade naqueles primeiros séculos são OS SINAIS DE SEU CREDO DOUTRINAL, comparado com o da igreja organizada hoje, com seus artigos de fé distinguidos.
Na parte seguinte nos referiremos unicamente aos chamados Sabbatarian (Sabatistas), mais que a qualquer outra denominação observadora do Sábado, já que nenhuma delas estava organizada naqueles tempos, e não podiam ser se não grupos de crentes pulverizados em diferentes lugares, pelas circunstâncias que prevaleciam naqueles séculos.
DESCEDENTES DE SABATISTAS (SABBATARIAN) ENTRE 1400 E 1500 D.c“Erasmo escreveu dos Sabbatarian (Sabatistas) em Boêmia muito antes da Reforma; (1466-1536) “Os descendentes dos Valdenses em Boêmia e Holanda formavam o contingente das igrejas observadoras do Sábado, os quais apareceram antes da Reforma”“.
Já identificamos aos Valdenses dos dias de Constantino o Grande. Outros historiadores sustentam que a igreja Valdense se formou no ano 120 D. de C. “Devemos a ela, o renomado associado de Calvino, o relato que faz da Igreja Italiana, no qual sustenta que a Igreja Valdense Italiana data desde ano 120 de nossa era”. Allix, Churches of Piedmont, Ed. 1690, P. 177. (Iglesias de Piamonte por Allix, Edição de 1690, P. 177.).
Pouco mais adiante em sua história relata o Dr. Allix: “achamos um corpo de homens na Itália no ano mil vinte e seis, (1026 D. de C.) quinhentos anos antes da Reforma, os quais acreditavam em forma contrária à opinião da Igreja de Roma, e que condenavam enfaticamente seus erros.”PARALELO ENTRE O CREDO DOS VALDENSES E O DA IGREJA DE DEUS (7º DIA)
As crenças seguintes foram descritas a uma seita entre aqueles hereges Italianas, quem também foram conhecidas como “Catharitas” (Cathari) e passaginianos (Passaginians). Estes foram distinguidos por dois pontos de fé e prática peculiares para eles.
1º A abstenção daquelas carnes proibidas pela Palavra de Deus
2º Celebravam o Sábado “Judeu”, (nós não cremos que o sétimo dia do Decálogo seja “Judeu”; mas sim que o uso deste termo foi comum entre os relatos históricos, o que nos serve para confirmar que aqueles cristãos guardavam o mesmo Sábado que guardavam os Judeus).
Estes dois artigo de fé, acha-se ainda incluídos na Constituição Doutrinal da Igreja de Deus (do Sétimo Dia). Faremos notar que a Igreja Batista do Sétimo Dia não crê nem pratica o primeiro ponto.
“São Paulo… chegou até os mais remotos rincões do Ocidente”, sustenta Clemente de Roma, ano 96 D. de C.
“São Paulo, tendo estado na Espanha, passou de um oceano a outro. Sua assiduidade na pregação se estendeu até os limites da mesma terra”… (O mundo então conhecido) Jerónimo, ano 392 D. do C.
“São Paulo passou por oceano às Ilhas Britânicas, e ao extremo do Norte da terra”. Venantius Fortunatus, A. D. 560.
“Ussher disse que a Igreja da Irlanda foi estabelecida… muito em breve depois da Paixão de Cristo; e portanto antes de que o Domingo fosse ensinado… existiu uma constante inimizade entre a igreja da Irlanda e a igreja de Roma. A doutrina de Cristo não chegou a Irlanda por meio da igreja de Roma, mas sim pelas igrejas da Ásia, (as do Paulo). History of Baptists. 

OBSERVADORES DO SÁBADO NA INGLATERRA DURANTE OS SÉCULOS XII E XIV
“No século XIII (entre 1200 e 1300) os Valdenses se estenderam em 22 países da Europa, sendo a Grã-Bretanha um deles”. Benedict (Benito). “Estes (os Sabbatarian) abundam agora; mais de meia nação se há convertido Lollardista (de Lollard); mais ainda, estes cobriram toda a Inglaterra. Em 1389 estes formavam sociedades distintas e separadas apegadas às Escrituras. Nestas Igrejas… Estes homens viviam unidos em opinião como um só, e foram chamados “os homens bíblicos” se multiplicaram e, em certa forma, vieram a ser perigosos para a Igreja (de Roma)… Enrique VIII estando em conflito com a Igreja Papal, relevou e permitiu os Lollarditas em seu reino, e isto fez que os irmãos daqueles, perseguidos na Europa se aglomerassem na Inglaterra em grande número para desfrutar da liberdade religiosa, e fortalecer a causa da religião verdadeira… Os Lollarditas eram semelhantes aos Petrobrussianos, e também foram observadores do Sábado’. Benedict (História de Benito, pp. 308).
“O Senhor Jorge Molyneaux, residente do Milford Haven, Gales, disse: “Todas as igrejas cristãs eram observadores do Sétimo Dia. Durante os primeiros séculos o Domingo era de Roma e foi introduzido muito lentamente na igreja Britânica. History of Seventh Day Baptist in Europe and a América. (História dos Batista do Sétimo Dia na Europa e na América).

O SÁBADO EM BOÊMIA E ENTRE OS QUAKEROS
“Os Sabbatarian (Sabatistas) brotaram em Boêmia muito antes de 1520. Tais Sabbatarian, e seitas similares, encontramo-los entre os Quákeros da Inglaterra ao redor de 1545”. (Sabbatarians in Transylvania, 1894 Ed., Dr. Kohh, Rabbi of Budapest).
O SÁBADO ENTRE OS PURITANOS
“Muitos dirigentes e pregadores dos Puritanos transferiram o dia de descanso, de Domingo à Sábado…” (Idem. P. 8-28)
O SÁBADO ENTRE OS JUDEUS CRISTÃOS
“Os Judeus cristãos que surgiram na Inglaterra emigrando alguns deles mais tarde a Alemanha, estabelecendo-se perto de Heidelberg, criam certamente em Jesus, mas também celebravam o Sábado e estimavam as leis judias com relação às carnes imundas”. (Rabbi Kohn, idem).

OS OBSERVADORES DO 7º DIA REFERIDOS COMO “IGREJA DE DEUS” NA INGLATERRA NO SÉCULO XVIAlém das “marcas da doutrina” que identificam o povo de Deus através dos séculos, os quais levaram as mesmas crenças que prega aí a Igreja de Deus (do 7º Dia), temos uma história definida do século 16 aqui de nossos antecessores da fé.”
“Muitos pensadores conscientes e independentes no reinado da rainha Elizabeth, advogaram pelo Sétimo dia” (1558-1603). Chambers’ Cyclopedia.
“A rainha Elizabeth menciona “A Igreja de Deus” entre os grupos não conforme. Ref. Hist. & Antiguity of Dissenting Churchs, Willson, Vol. 4, London Referência à História e antigüidade das igrejas não Conforme, Volume 4, Londres, pelo Willson).
Temos à mão algumas outras evidências históricas, que existem em nossos arquivos, da existência de grupos observadores do Sábado, aos que lhes chama “Igreja de Deus”, em toda a Inglaterra, pelos séculos 16 e 17, e é como segue:
Praça de Devonshire, E.C………: Ano 1547 D. de C.
Em Londres, Inglaterra (vários).: Ano 1649, 1662 e 1677
Por todo Cais…………………….: Ano 1662.
(Nota: As datas anteriores foram citadas das bibliotecas de Londres, da biblioteca do Musco Britânico, da Biblioteca Pública e outras histórias de lá mesmo. Estamos revisando estas porções para a exatidão de sua fraseologia, pois a investigação segue em processo. Alguns textos históricos foram tirados faz vários anos, antes de 1800, e portanto existe a possibilidade de algum erro ao copiar de outros que as copiaram também, mas isto não podem afetar as provas evidentes, entretanto, a Igreja de Deus, de década em década dedica especialmente um pessoal que cuida da revisão de ditos documentos para evitar enganos de fraseologia, ao mesmo tempo para revisar o número de Volumes e de suas páginas, nas quais também se podem acontecer alguns erros ao fazer a composição do Linotipo. Outra das razões para seguir a investigação é que alguns livros antigos de história, até aqueles que se acham nos Museus, são tirados da vista e da circulação nas Bibliotecas, e portanto sempre se achará um livro, uma história que robusteça nossa investigação. Até hoje temos suficientes evidencia para confirmar o conteúdo geral do peso da verdade em relação à existência dos Sabbatarians, aos quais nos referimos nesta parte.

PRIMEIRAS IGREJAS SABÁTICAS NA AMÉRICA
Já citamos algumas porções que falam que havia observadores do Sábado entre os Puritanos e os Quákeros. Enquanto que em muitos casos, os primeiros grupos e observadores do Sábado, foram conhecidos como Sabbatarians, mas também lhes chamava:
“Igreja de Deus” e “Igrejas de Deus”
“Batista do Sétimo Dia”
“Igrejas de Cristo” (das quais, mais tarde, algumas vieram a ser “Igrejas de Deus”.
Esta foi a primeira igreja observadora do Sábado organizada no princípio da América, da que se tem um registro oficial. É verdade que alguns descendentes desta igreja se filiaram mais tarde à denominação da Igreja Batista do Sétimo Dia, que foi organizada oficialmente em 1802, mas antes disso tempo aqueles membros foram conhecidos e chamados com o nome de “Igreja de Deus”, como fica demonstrado pelos seguintes parágrafos:
“Esteban Munford veio de Londres em 1664 trazendo a doutrina de que os Dez Mandamentos, tal como foram entregues no Monte Sinai, eram caráter moral e imutáveis; que um poder anticristão pensou em trocar os tempos e a lei, que igualmente trocou o Sábado do Sétimo Dia, ao primeiro da semana. Vários membros da primeira Igreja do Newport, Rhode Island, EUA abraçaram este sentimento”. Church History of New England, 1783 (História da Igreja na Nova Inglaterra, 1783).
“Na primeira dispensação houve uma igreja e um mundo como agora, e sendo um dever do mundo acreditar no evangelho, assim é agora o dever do mundo, ser evangelizado unir-se aquela mesma IGREJA DE DEUS” (Relato feito pela Igreja de Newport, R. I.). Tirado do Seventh-day Baptist Memorial.
“Vós têm liberdade completa para administrar as ordenanças de Deus entre os chamados IGREJA DE DEUS?…” (Perguntas feitas aos candidatos ao ministério na primitiva igreja Sabbatarian (Sabática). Tirado do Seventh-day Baptist Memorial.

EM SHREWSBURY, NEW JERSEY
“Irmano Davis, mando-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que tomes a seu cargo a IGREJA DE DEUS que está em Shrewsbury”. (“Nomeação do ancião Davis, velho ministro Sabbatarian.”). Tirado do Seventh-day Baptist Memorial, Vol. 12).
NOTA: Não é nossa intenção aqui tratar de implicar que a “Igreja de Deus” do Sétimo dia tenha tido esta igreja como sua primeira igreja oficial. Esta era só uma igreja local que se conhecia por esse nome (Shrewsbury), como a mesma história Batista do 7º Dia o registra. Em anos mais tarde esta se filiou à denominação Batista do 7º Dia quando se fez uma organização formal.
Estamos fazendo menção destas porções históricas só para ilustrar que as primeiras igrejas Sabbatarian coloniais, não estando organizadas como denominações, foram conhecidas pelos nomes do lugar que mais tarde adotavam seus descendentes até que começou a organização formal, quer dizer, “Igreja de Deus” do Sétimo Dia, e “Igreja Batista”, do Sétimo Dia. É muito fácil ver por meio destes fragmentos históricos o uso constante do nome “Igreja de Deus” do Sétimo Dia entre os primeiros grupos do Sabbatarian (Sabatistas), e como alguns do mesmo povo saíam de seu lugar para emigrar a outras partes, também conhecidos pelo nome do lugar, mas que mais tarde vieram a ser a “Igreja de Deus” do Sétimo Dia, quando estes grupos já se organizaram em 1865 como uma organização nacional (e mais tarde mundial).

AS IGREJAS DE PISCATAWAY E HOPEWELL, NEW JERSEY, 1705
A “IGREJA DE DEUS”, observadora dos Mandamentos de Deus e a fé de Jesus Cristo, e que radica em Piscataway e Hopewell, províncias de New Jersey, estando reunidos de um só acordo, na casa de Benjamin Martin, em Piscataway, em 19 de Agosto de 1705”. (Livro de registros da Igreja, artigos de fé, declaração introdutória”. Tirado do Seventh-day Baptist Memorial.
PRIMEIRA DISTINÇÃO ENTRE A “IGREJA DE DEUS, DO SÉTIMO DIA” E A IGREJA BATISTA, DO SÉTIMO DIA“Agora toda esta inimizade se levantou contra mim originalmente de homens observadores do Sábado, iniciada por um homem notável do Sétimo dia, enganador de almas neste país, quem há como vinte anos se me há oposto no tema da imortalidade da alma… que envenenou a muitos outros homens do Sétimo Dia com sua mortífera e atéia doutrina, e os tornou contra mim, e secretamente transportou suas idéias a Westerly (Rhode Island) entre as pessoas antes mencionadas, os quais convieram com o segundo seu juízo no erro (da imortalidade da alma) e no erro da doutrina Anti-Trinitária, que absorveram com ânsia antes de que eu chegasse a eles”. (Tirado do arquivo de uma carta de Guillermo Davis, ministro Sabbatarian, antes dos anos de 1700).
Nota: O ensino da imortalidade da alma condicionalmente é ainda uma doutrina que distingue os princípios entre a Igreja de Deus (do Sétimo Dia) e a Igreja Batista do Sétimo Dia. A Igreja de Deus sempre há sustentado que o estado presente dos homens é mortal, e que a imortalidade da alma virá ao efetuar-se a ressurreição, mas condicionalmente, (1º Coríntios 15:45).
A inimizade, como vimos pela carta de Guillermo Davis, foi difícil e “aguda” entre aqueles grupos sobre este ponto doutrinal, e devesse recalcar-se que esta atitude foi muito comum entre os primeiros grupos cristãos da América, os quais diferiam em doutrina; “o negro é negro, e o branco é branco”, sustentavam eles.
Isto significa que cada um sentia que seu ponto de vista era claro e que a posição de outros era diabólica, enquanto que a Igreja de Deus esteve absolutamente firme, como o está hoje, em relação à imortalidade condicional. Entretanto, às vezes, nossa atitude é um pouco mais paciente em “julgar” ou condenar a outros, mas permanecemos nessa posição preciosa de nossa fé, a qual sustentamos geralmente, e que nos conduz a ser mais caridosos neste sentido.
Os homens importantes que obtivemos pelas porções históricas citadas antes, evidencia-se que houve “marcas distintivas” da doutrina entre os primeiros colonizadores Sabbatarian (observadores do Sábado). E devido a estas diferenças, surgiram os dois corpos nacionalmente organizados nos anos de 100, conhecidos agora como a “Igreja de Deus” do Sétimo Dia, e a “Igreja Batista” do Sétimo Dia.
Os primeiros nomes das igrejas Sabbatarian coloniais com que se designavam eram a “Igreja de Jesus Cristo” (1705, agora ao oriente de Boston, Muss); “A Igreja de Cristo”, a “Igreja de Deus”. Alguns destes mais tarde adotaram o nome de “Igreja Batista de Cristo do Sétimo Dia”, quem em 1800 tiraram o termo “de Cristo”, conhecendo-se após como “Igreja Batista do Sétimo Dia”. Mas muitas congregações locais continuaram com o nome antigo de “Igreja de Deus”, organizando-se estas no sentido geral em 1865, por se mesmo nome “Igreja de Deus”; mas em 1899 “A Igreja de Deus” (do Sétimo Dia) foi incorporada”.

UM NOVO MOVIMENTO DO SÉTIMO DIA NO SÉCULO XIX
A princípios do século 19 se iniciou um movimento religioso interdenominacional, do qual emergiu a denominação “Adventista do Sétimo Dia”, organizando-se primeiro por este nome (Livro Anual do ASD., 1955). Esta denominação também põe ênfase na observância do Sábado e no ensino dos Dez Mandamentos por toda parte. De igual maneira enfatiza o “arrependimento”, a conversão e a salvação, pela fé no Senhor Jesus Cristo”. Mas nesta denominação existe uma das maiores desviações que o homem pode ter, e esta consiste em pôr tanto ênfase em outros livros fora das Santas Escrituras, enquanto que os outros movimentos fundamentalmente observadores do Sábado se pegam exclusivamente à autoridade da Bíblia, como única regra de fé e doutrina. Os primeiros Adventistas do Sétimo Dia também se apegavam à Bíblia unicamente, como sua regra de fé (entre os anos de 1844 e 1860) até que entre os anos de 1860-63 aceitaram e promoveram as “Visões” de Ellen G. White e “deixaram seu primeiro amor”, as Santas Escrituras e “o testemunho puro de Jesus Cristo.” (Apocalipse 2:3,4; e 22:18-20).

O MOVIMENTO ADVENTISTA DE GUILLERMO MILLER DO SÉCULO XIX
Já temos exposto prova definidas da existência da Igreja de Deus século após século. Depois também vimos o surgimento da Igreja Batista do Sétimo Dia, no século XVIII. Agora estamos considerando o levantamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, no século XIX seguindo o movimento do Guillermo Miller.
Sendo que o movimento do Guillermo Miller comoveu a milhares de pessoas de outras denominações protestantes, é conveniente fazer um breve comentário sobre os fatos concernentes a este movimento.
Durante as primeiras décadas do século dezenove, começou a ser pregada profusamente a Segunda Vinda de Cristo, tanto na Europa, como na América. “Nesse tempo muitos estudiosos cristãos de vários países e de diferentes denominações, simultaneamente chegaram à conclusão, pelo estudo das profecias da Bíblia, que a vinda do Jesus estava perto. O clero da Igreja da Inglaterra e muitos ‘não-conformistas’ advogaram por esta idéia entre os anos 1820 e 1830. Na América também brotou um movimento adventista similar, sustentado como por duzentos representantes de igrejas, incluindo as Igrejas Presbiterianas, Batistas, Congregacionalistas, Episcopais e Metodistas, dirigidos todos por aquele camponês, Guillermo Miller, fizeram vibrar a América com sua mensagem de que Cristo viria em 1844”. (Selecionado de Look Magazine, 10 de Março de 1953).
No princípio os escritos do Guillermo Miller foram publicados nos diários comuns, e nesta forma tiveram uma muito difusa publicidade. Mais tarde, quando muitos de seus seguidores começaram a enfatizar que todas as igrejas (fora daquele movimento) representavam a Babilônia, seus escritos já não foram publicados por esses meios. Muitos membros de diferentes denominações aceitaram a pregação sobre 1844 e tomaram muito a sério. Este movimento Millerista atraiu também a atenção de muitos observadores do Sábado em muitas partes. Desta maneira muitos de seus seguidores (de Miller) foram convertidos à verdade do repouso Sabático, por meio de muitos folhetos que recebiam também. Outros de seus seguidores foram convertidos mediante artigos que favoreciam a verdade do Sábado, impressos já em algumas das publicações de Miller”. (Tirado do Advogado da Bíblia, Vol. 31, pp. 4,5, A.F.D.). É curioso observar que Guillermo Miller nunca aceitou a verdade do Sábado, mas como desde esse então havia entre seus seguidores alguns que guardavam o Domingo e outros que guardavam o Sábado, então começou a batalhar designando uns “Adventistas do primeiro Dia” e outros “Adventistas do Sétimo Dia”, e isto os distinguia. Existem até hoje Igrejas Adventistas do Primeiro Dia.
Em 21 de Agosto de 1955, reuniram-se representantes tanto da “Igreja Cristã Adventista” como da “Igreja Adventista do Sétimo Dia” em um serviço memorial na capela Guillermo Miller (uma pequena igreja feita de madeira), construída em 1848 em Low Hampton, Nova Iorque. Esta propriedade foi dedicada para ambas as denominações em memória do pregador “pioneiro” do primeiro movimento Adventista, por Felipe M.M. Phelps, bisneto de Guillermo Miller. Ref. Review and Herald, vol. 132-18, pag. 1, Sept. 22 de 1955).
“Para formar um julgamento exato deste povo, que difere em muitos aspectos da “Igreja Batista do Sétimo Dia”, é necessário considerar sua posição desde seus próprios pontos de vista. O movimento Adventista de 1883&44, como acreditavam e se gozavam nisso, conduziu-os diretamente ao Sábado do Quarto Mandamento”. (História do Sábado e o Domingo, por Lewis, (Batista do 7º Dia), p.400).
Aqui o Senhor Lewis se refere aquela data primitiva, 1886, ao feito de que “o movimento Adventista”, pela qual quer dizer que dito movimento se iniciou em 1843&44. Pelas palavras dos “conduziu ao verdadeiro Sábado”, indica que passou muito tempo para que se transformasse no “Movimento Adventista do Sétimo Dia”.
“Quando 1844 passou sem a ansiada vinda de Cristo, este tema referente à vinda do Jesus foi re-examinado, e surgiram muitas novas perguntas. Mas depois desta ré-examinacão, chegaram à conclusão de que a profecia dos 2300 tinha terminado, e esta indicava, não o fecho das atividades humanas, mas sim o começo da grandiosa obra do santuário, a qual traria para uma total terminação a ora de misericórdia. Assim pois o movimento Adventista se caracterizou pela doutrina do santuário celestial; embora também OBSERVAM o Sábado do Quarto Mandamento…”
“Mas o estudo sobre o santuário celestial lhes abriu a mente para que entendessem a verdade sobre Sábado e a lei de Deus; de maneira que o antigo Sábado da Bíblia foi desde então para este povo parte da fé adventista.”
“O Sábado foi introduzido na fé adventista primeiro em Washington, N.H. por uma senhora, fiel membro da Igreja Batista do Sétimo Dia, de apelido Preston. É conveniente dizer algo a respeito a esta mulher. Rachel H. Harris nasceu no Vernon, Vetmont, e à idade de 28 anos foi convertida ao Sábado da Bíblia. Sendo fiel em suas convicções, filiou-se à Igreja Batista do Sétimo Dia de Verona, Oneida CO., N.Y.”. Historia do Sábado e Domingo por Lewis Ed. de 1886, pp. 401-403, Plainfield, N.Y.
Enquanto a verdade sobre o Sábado estava sendo revelada a um grupo como de 40 Adventistas do Primeiro Dia (Milleristas) em Hampshire, por meio e a senhora Proston (crente batista do 7º Dia e também do advento), também os membros da Igreja de Deus, que tinham sido filiados a ela desde muitos anos atrás, estavam expondo amplamente a verdade sobre o Sábado. Estes escreviam artigos sobre este ponto para as primeiras publicações, pelos quais um grande número do povo adventistas, sentindo-se influenciado, aceitou o verdadeiro Sábado. (Os Adventistas Milleristas que não aceitaram a observância do Sábado formaram os primeiros núcleos e o que agora se conhece como a Igreja Adventista Cristã do Primeiro Dia. Os Adventistas Milleristas que aceitaram o Sábado vieam a ser núcleos do que mais tarde, em 1863, conheceram-se como “Igreja Adventista do Sétimo Dia”.
“Chamou-me a atenção para isso (o Sábado) por um artigo de um periódico no ano de 1843, que se chamava “O clamor de Meia Noite”, escrito pelo J.C. Day do Ashburnham, Mass., S.D. Hancock, de Foresville, Conn., que advogavam pela doutrina do Sábado. Exporiam esta doutrina fortemente, mas eu não me sentia plenamente firme na verdade do Sábado, até o ano de 1845. David Hewit, de Battle Creek, e eu junto começamos a observar esse dia. Aproximadamente neste tempo conheci o ancião José Bates (1845). Este também ali começou a guardar o Sábado”.
Gilbert Cranmer, que era ministro da Igreja de Deus, recusava-se a aceitar as “visões” da Sra. Ellen G. White. Os irmãos Day e Hancock, que eram pregadores sabatistas desde tempos muito atrás, estão também na lista dos ministros da Igreja de Deus. Mas José Bate era um seguidor dos White.
JAMES E ELLEN WHITE ACEITAM O “SÁBADO” – 1845-46“James (Jacobo) White, no livro “Incidentes da Vida”, publicado em 1868 p.268, menciona à irmã Proston como observadora do Sábado desde muito antes de 1844, e o ministro T.M. Proble, quem também lhes chamou a atenção aos Adventistas sobre a observância do Sábado em um folheto datado de 13 de Fevereiro de 1845. Ali ele diz que José Bate começou a guardar o Sábado em 1845 e escreveu uma obra sobre este tema a qual fez circular por várias partes. James White diz que este folheto o confirmou na verdade sobre o “Sábado”. Ref. Al Abogado de La Bíblia, 3 Fev. de 1947, art. Escrito por A.F.D., P. 4.
“Em 1846, por meio de uma visita que fiz a Ne Bedford, Mass., familiarizei-me com José Bate. Este observava o Sábado e insistia em sua importância”. Citado de “Experiência e Visões”, publicado em 1860. A introdução da senhora White à “verdade do Sábado” ocorreu pouco antes de casar-se com o James White (em 30 de Agosto de 1846) e começou a observá-lo nesse mesmo ano.
Deve fazer-se notar que os ministros Day e Hancock (1843) tinham estado ensinando a verdade sobre o Sábado desde dois ou três anos antes que James e Ellen White aceitassem esta verdade. Isto é também VINTE ANOS antes de que o movimento Adventista do Sétimo Dia fora organizado.
Day e Hancock estiveram associados estreitamente com as “Igrejas de Deus” (antes de 1843) e possuía o fundamento do Sábado. Embora também estavam interessados no ‘advento’ da profecia de Guillermo Miller por alguns anos, entretanto rechaçavam “o novo movimento” iniciado por James e Ellen White, que foi o princípio da denominação “Adventista do Sétimo Dia”. Estes ao ver que a influência das doutrinas promovidas pelos White estava pulverizando-se por toda parte, doutrinas que tiveram por errôneas, uniram-se mais estreitamente com ministros Sabbatarian (sabatistas), entre as igrejas locais (que se chamavam “Igrejas de Deus” e também “Igrejas de Cristo”) e estabeleceram uma organização formal em 1865, conhecida como “A Igreja de Deus”, (do Sétimo Dia). Estas igrejas e grupos de sabbatarian dos primeiros colonizadores (que não tinha nenhum elo com a Igreja Batista do Sétimo Dia pela tremenda divergência de seu credo) não tinham sido impressionadas pela necessidade de uma organização geral até esse tempo. Mas com a ameaça daquela confusão de credos e temendo perder a verdade que por largos anos haviam possuído, verdade que a custa de muito sangue tinham conservado, deram-se conta (entre 1860 e 1865) da necessidade de manifestar-se como um corpo organizado, como uma só igreja com os mesmos pontos de fé em todos o Estado. Isto certamente nos revela uma história de como a verdade e a pureza da doutrina foram conservadas por meio da unidade das igrejas da mesma fé; e nesta forma aqueles cristãos deixaram a seus filhos a herança da fé que foi uma vez dada aos Santos”, e pregada pelos mártires através dos séculos.
Teria sido na verdade contra a mesma causa cristã deixar indefesos aqueles grupos de crentes da verdade ante a influência das doutrinas errôneas. A Igreja de Deus não aconselha a seus membros a não escutar alguma doutrina, porque é uma igreja que ama a luz e a verdade e se sente completamente cimentada nela; portanto há absoluta liberdade em seus membros. O lema da Igreja de Deus é: “Se a verdade que possuirmos não é o suficiente forte para nos afirmar contra algo, então deve haver erro e é necessário investigá-lo. A “Igreja de Deus” tem suas portas abertas para a Verdade e a Luz, mas unicamente por meio das Escrituras. Entretanto, também crê na potente defesa unida sobre a qual se apoia a verdade, cremos que a organização da “Igreja de Deus” foi dedicada a esse propósito.
O ministro Gilbert Cranmer pregou entre as primeiras igrejas sabbatarian (sabatistas) muito antes de que formassem uma organização geral. Os White, sendo já observadores do Sábado, também eram ativos, mas não permitiram o privilégio ao ancião Cranmer de pregar entre os grupos adventistas pelo fato de que este rechaçava “As Visões” da senhora White, que já tinham muita influência entre os Adventistas. Mas tarde o ministro Cranmer escreveu: “Embora me tinha desanimado algo no ministério (em 1846) não deixei inteiramente meu ofício, pois pregava em algumas ocasiões, mas minha obra enquanto estive na Holanda (Mich.) foi muito difícil, estando muito longe, poderíamos dizer, da civilização”. O ancião Cranmer finalmente vendeu suas propriedades na Holanda, e retornou ao condado do Kalamazoo, Mich., aonde refez sua atividade ministerial ganhando muitas almas e organizando “grupos de crentes” no Almo, Waverly, Bloomingdale (1859), em Bangor, Hartford (todas no Estado de Michigan). Todas estas congregações foram incorporadas à Igreja de Deus ao dar os primeiros passos para uma organização geral em 1860 e efetividade finalmente em 1865.
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