Uncategorized | Igreja de Deus https://igrejadedeus.com.br Movimento Congregacional Sat, 08 Jul 2023 17:58:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://igrejadedeus.com.br/wp-content/uploads/2023/06/igreja-de-deus-logo-150x150.png Uncategorized | Igreja de Deus https://igrejadedeus.com.br 32 32 As tribos perdidas da casa de Israel https://igrejadedeus.com.br/as-tribos-perdidas-da-casa-de-israel/ https://igrejadedeus.com.br/as-tribos-perdidas-da-casa-de-israel/#respond Wed, 21 Jun 2023 21:27:36 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=88 O estudo sobre as dez tribos da casa de Israel é um estudo realmente maravilhoso. Para que possamos introduzir esse tema é importante começarmos observar alguns detalhes e pistas muito importantes. Eles irão identificar as nações atuais (das tribos perdidas de Israel) com seus destinos, as quais foram informados de forma profética por DEUS aos patriarcas. A pista que estava nesses milênios que passaram na história até chegar ao atual mundo moderno.

Começaremos com o patriarca Abraão. Vamos entender algumas coisas que aconteceram com ele e as promessas feitas aos descendentes de Abraão. Iniciaremos o estudo com essas passagens bíblicas: Gênesis 13:16; Gênesis 17:2 e Gênesis 22:17. Essas promessas que DEUS fez a Abraão vão nos dar o início de todas as coisas. DEUS fala para Abraão as seguintes palavras:

GÊNESIS 13:15-16

  1. Porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua descendência, para sempre.
  2. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.

Observe nesses versículos uma promessa que DEUS fez para Abraão de “multiplicar a descendência dele como o pó da terra”. Vamos ver mais algumas coisas que a profecia fala a respeito de Abraão, confirmando essa promessa.

GÊNESIS 17:2

2. E firmarei meu pacto contigo e sobremaneira te multiplicarei.

Estamos vendo DEUS falando que essas nações serão multiplicadas a partir de Abraão. Vejamos agora:

GÊNESIS 22:17

17. Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos.

Essas são as promessas que DEUS faz sobre os descendentes de Abraão, inclusive até “a porta dos seus inimigos eles possuiriam”. Isso mostra algo que está ligado com um acontecimento no futuro. Por ser um assunto muito extenso e interessante, esse estudo será dividido em 3 partes. Iremos mergulhar na história e confirmaremos quão verdadeira e precisa é a palavra dos profetas. Eventos como a: Idade Média, a colonização das Américas, criação dos Estados Unidos, Canadá, 1ª e 2ª Guerra Mundial e a criação do Estado de Israel. Todos esses eventos foram precisamente e cronologicamente profetizados na bíblia. Eventos históricos grandiosos e complexos, que somente esse DEUS perfeito que organizou o céu e a terra poderia falar com precisão de acontecimentos futuros, anunciando o fim desde o início.

Nós lemos três passagens do livro de Gênesis onde, DEUS chamando Abraão promete fazer dele “uma descendência como as estrelas do céu, como a areia que está na praia do mar, e que a sua descendência possuiria a porta dos inimigos”. DEUS vai abençoar poderosamente essas nações que vão vir de Abraão em Gênesis 22:16-18. Essas nações serão abençoadas poderosamente e estarão como nações poderosas na terra.

GÊNESIS 22:16-18

  1. E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho,
  2. Que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
  3. E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.

Essas promessas foram feitas para Abraão enquanto ele ainda não tinha gerado um filho. Ele era avançado de idade, Sara, sua esposa, também era avançada na idade e DEUS chama Abrão como “o pai de muitas nações”. Posteriormente, muda o nome dele de Abrão para Abraão que significa “pai de multidões”. A mudança de nome desse patriarca vai mostrar que dele irão surgir muitas nações. Vamos ver que essas bençãos divinas também serão dadas as nações no futuro. Essa benção seria desfrutada e daria superioridade para essas nações. Existe aqui uma promessa de bençãos, que será confirmada ao longo da história.

DEUS confirma essa mesma promessa a Isaque. A versão hebraica em Gênesis 24:60, diz que esta benção da profecia bíblica dos descendentes de Abraão, seria o número de milhares e milhões e que inclusive possuirão a porta daqueles que os odiavam. No texto em hebraico de Gênesis 24:60, diz que esta descendência seriam milhares de milhões.

GÊNESIS 24:60

60. E abençoaram a Rebeca e disseram: Ó irmã nossa, sê tu a mãe de milhares de miríades, e possua sua descendência a porta dos seus aborrecedores.

Pelo Espírito de DEUS, Rebeca (esposa de Isaque) dará descendentes para Abraão. Rebeca vai ser mãe de “milhares de miríades” que significa milhares de milhões. Sabemos que a população mundial daquele tempo, não chegava a uma escala de milhares de milhões, a não ser na era moderna. Nações que tem milhares ou mesmo milhões, somente vemos isso se tornar realidade agora, nesses últimos dias. A China tem um bilhão e 300 milhões de habitantes. No mundo atualmente existe 7 bilhões de habitantes. Essa profecia de Gênesis 24:60, sobre os descendentes de Abraão vai ter seu apogeu de cumprimento nos últimos dias.

E o que será que DEUS quer revelar e vai nos revelar diante das palavras dos profetas? O que nós vamos encontrar na história que fazem com que as palavras que o ETERNO prometeu a Abraão, se cumpram hoje nos últimos? DEUS vai prometer para Abraão que dele vai nascer reis, príncipes, nações poderosas que possuirão a porta dos seus inimigos. Essas perguntas intrigantes vão ter suas respostas ao longo deste estudo maravilhoso.

Essa profecia se refere as bençãos que Abraão vai receber e essas bênçãos serão passadas às suas gerações por direito de nascimento. Essas bençãos divinas seriam também herdadas por certas nações no futuro. Essas nações teriam uma superioridade nata dada por DEUS, por amor à Abraão. Este número que apresentamos de milhares de milhões dos descendentes de Isaque e Rebeca, chega a casa dos bilhões ao longo de todas as gerações da humanidade da terra. DEUS não estava brincando quando falou que faria da “descendência de Abraão numerosa como as estrelas do céu ou como areia do mar”.

No entanto, Abraão teve um filho antes de Isaque. Esse filho foi Ismael através da sua serva Agar. Ismael e seus descendentes receberam também promessa de se tornarem numerosos e constituir uma grande nação, a qual teria por característica principal “doze príncipes”. Essa grande nação dos descendentes de Ismael, no mundo moderno, são os árabes. Os árabes hoje são descendentes de Ismael, filho de Abraão e Agar.

Esta ligação é muito conhecida na história e muitas enciclopédias abordam os árabes, como originários de Ismael. A Enciclopédia Americana é bastante específica quando afirma: “a maioria das nações dos doze filhos de Ismael podem ser identificadas com o nome de tribos árabes”. [1]  Os doze príncipes prometidos para os árabes (através de Ismael) vão se cumprir de forma maravilhosa.

Uma coisa interessante é quando a nação árabe foi profetizada (que viriam príncipes de Ismael), DEUS fala que eles possuirão “a gordura da terra”. Na versão da Bíblia King James fala das promessas para esses príncipes que possuirão a gordura da terra. Os ismaelitas recebem uma benção secundária: vão se constituir povos numerosos e em países ricos em petróleo. O petróleo dentro da linguagem bíblica significa “gordura da terra”.

Abraão também teve muitos filhos de uma segunda esposa, chamada Quetura. Abraão teve filhos até mesmo de suas concubinas. Alguns desses outros filhos receberam uma porção da riqueza de Abraão e foram viver em terras distantes, localizadas ao leste da terra da Palestina. Isto está em Gênesis 25:1-6. A palavra de DEUS fala de outras mulheres e outros reis. Gênesis 25 fala de outros príncipes que vieram de Abraão.

GÊNESIS 25:1-6

  1. E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura;
  2. E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.
  3. E Jocsã gerou Seba e Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, Letusim e Leumim.
  4. E os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Estes todos foram filhos de Quetura.
  5. Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque.
  6. Mas, aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, enviando-os ao oriente, para a terra oriental.

As nações originadas através das concubinas também vão formar reis na terra. Isso que estamos estudando é exatamente as bases para entendermos a origem de muitas nações poderosas nos dias de hoje. Uma vez que o ETERNO prometeu a Abraão que faria dele “poderosas nações e multiplicaria sua semente como as estrelas do céu, e como o pó da terra”, este contexto vai nos levar a entender muitas coisas no final da história da humanidade, inclusive as nações que hoje existem. Neste estudo nós vamos entender a origem dos povos.

Isaque é o filho da promessa. A Inglaterra, Holanda e outros países que existem, como os Estados Unidos, Canadá vão ser compreendidos por meio desse estudo. JESUS é quem vai dar a legitimidade da Salvação. Esse é o descendente, “a estrela de Jacó ou Siló”. Todas as coisas vão ser garantidas pela promessa espiritual em JESUS.

Nós temos duas promessas que precisamos entender: uma promessa de cunho material e outra de cunho espiritual. Por exemplo, foi dividida a promessa material e a promessa espiritual entre Jacó e Esaú. Jacó recebe as promessas espirituais junto com promessas materiais. Esaú recebe somente promessas materiais. Ismael recebe somente promessas e bençãos materiais. Dentro das bençãos que Jacó e Isaque recebem foi a de que as “nações descenderiam de Jacó e se encurvariam à Jacó”. Esaú renunciou a seu direito de primogenitura à favor de Jacó. E Jacó toma essa primogenitura enganando Esaú em Gênesis 27 narra isso.

GÊNESIS 27:28-29

  • Assim, pois, te dê DEUS do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.
  • Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.

Quando Jacó entrega o guisado a seu pai Isaque, este pronuncia essas bênçãos sobre seu filho Jacó, pensando que era Esaú. Isaque pensou que era Esaú, mas Esaú havia vendido a sua primogenitura por um prato de lentilha. Esse é o problema quando a pessoa não sabe valorizar as bençãos espirituais que recebe de DEUS. Por um prato de lentilha ele vendeu sua benção. Isso custou caríssimo para Esaú. A Bíblia diz que, ainda que ele tenha buscado com “choro e lágrimas” não encontrou lugar para arrependimento (junto a DEUS), pois Esaú praticava a fornicação e era extremamente fútil. Nós temos que andar na presença de DEUS com responsabilidade. Vamos perceber que por uma atitude dessa de Esaú, onde ele transfere todas as bençãos espirituais para o seu irmão Jacó, isso custou-lhe caro. Diz a narrativa bíblica que Rebeca também ajudou Jacó. Foi um complô.

GÊNESIS 27:30

  • E aconteceu que, acabando Isaque de abençoar a Jacó, apenas Jacó acabava de sair da presença de

Isaque seu pai, veio Esaú, seu irmão, da sua caça;

31.E fez também ele um guisado saboroso, e trouxe-o a seu pai; e disse a seu pai: Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para que me abençoe a tua alma.  

32. E disse-lhe Isaque seu pai: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, o teu primogênito Esaú. 

ee. Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e disse: Quem, pois é aquele que apanhou a caça, e me trouxe? E comi de tudo, antes que tu viesses, e abençoei-o, e ele será bendito.

Podemos imaginar como ficou Esaú nessa hora. A benção havia sido dada pela direção e permissão de DEUS. Não havia mais a possibilidade de remover a benção. A palavra de um homem de DEUS é muito importante.

Rebeca e Jacó usaram de engano. O próprio nome Jacó significa “suplantador ou engano”. Não podemos descartar o fato de que Esaú foi fútil e totalmente irresponsável quando vendeu por um prato de lentilha todas as bençãos, através de um trato com Jacó. Não podemos olhar somente pela ótica do que aconteceu com Jacó combinando com Rebeca. Devemos também olhar pela ótica que Esaú foi fornicário. ABíblia diz: “quem pode entender a mente de DEUS? Porque DEUS amou Jacó e aborreceu Esaú”.

Podemos imaginar que a atitude de Esaú, de menosprezar todas as bençãos a que tinha direito por um

prato de lentilha, foi muito desagradável e aborrecível diante de DEUS. A Bíblia diz:

HEBREUS 12:16-17

  1. E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. 
  2. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.

Quem pode entender os desígnios de DEUS? Isso mudou totalmente a história.  A Jacó é dada sequência dessas bençãos. Nós também vimos que nasceram as nações árabes, filhos de Abraão com outras esposas. Mas a primogenitura, a benção profética espiritual do descendente (no caso o MESSIAS), vai ser transmitida aos descendentes de Jacó.

Uma outra coisa interessante que nós falamos aqui é que as nações que advirem dos descendentes de Jacó seriam poderosas nações, e que outras nações da terra serviriam “o melhor do trigo, o melhor do mosto”. Essa palavra “grandes e poderosas nações” irá se cumprir nos “milhares de miríades”. A benção espiritual é mais importante do que a benção material.  Nesse contexto, a benção espiritual vai tornar os descendentes de Jacó em nações poderosíssimas que vão possuir até mesmo, “a porta dos seus inimigos”.

Quando Jacó estava para morrer, ele passa as bençãos de primogenitura aos descendentes, especificamente ao seu filho favorito José. José era o filho mais velho da sua esposa Raquel, que ele mais amava. Vemos aqui como um ato profético determina o futuro. Existia uma preferência de Jacó por José, porque José era filho da sua esposa mais amada Raquel. Jacó havia trabalhado 7 anos por Raquel. No dia do seu casamento ele ficou bêbado e colocaram Lia no lugar de Raquel. Isso foi feito porque a lei dizia que deveria casar primeiro a filha mais velha. Quando Jacó se deu conta no dia seguinte, questionou seu sogro Labão, dizendo: “Tu me deste Lia, me enganaste Labão”.

Jacó precisava passar por uma conversão. Posteriormente, Jacó mudou seu nome para “Israel”. Nesse ponto muda-se a história de Jacó. Quando seu nome muda para “Israel”, houve uma conversão de Jacó. Quando ele luta em aflição com aquele anjo, naquele momento ele se converte. Jacó trabalhou mais 7 anos, total 14 anos, para poder conseguir Raquel, que era a mulher que ele estava interessado. Vemos aqui o quanto Jacó amava Raquel, ela custou-lhe o dobro de trabalho para ele. E Jacó teve com Raquel os filhos José e Benjamin. É natural que da esposa que ele mais amava, ele tivesse uma afeição especial por José. E essa afeição dele por José custou à José um preço alto, porque seus irmãos acabaram por inveja vendendo José. Depois de ter sido vendido como escravo por 20 moedas de prata, Jose sofreu muito. Foi levado ao Egito e acabou virando cativo, indo parar em uma masmorra.

Agora vamos nos concentrar em algo muito importante. Nesse ponto começa os divisores de água. Israel vai chamar os seus filhos antes de morrer, e vai pronunciar bençãos proféticas sobre eles. Ele diz o seguinte: “Eis que vos farei saber o que há de cumprir nos últimos dias com cada um de vós”. Essa cerimônia de benção de primogenitura está relatada em duas fases, em Gênesis 48 e 49. Na primeira fase dessa cerimônia em Gênesis 48:8-22, vamos perceber o direito natural de bençãos, tipo: “grandeza nacional, grandes populações e possuir a porta dos seus inimigos”. Nessa primeira fase das bençãos, veremos a participação dos netos Efraim e Manassés. Em uma cerimônia privada exclusiva, Jacó vai chamar seus netos Efraim, Manassés, juntamente com José. É importante anotarmos esses detalhes pois serão impressionantes dentro da história da humanidade e da história dos descendentes de Jacó.

Vamos ver as bênçãos materiais que são dadas aos doze filhos que Jacó, para podermos rastrear algumas coisas interessantes. Em Gênesis 48:8-22 está o “direito natural de bençãos”.

GÊNESIS 48:8-14

  • E Israel viu os filhos de José, e disse: quem são estes?
  • E José disse a seu pai: eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, trazemos aqui, para que os abençoe.
  • Os olhos de Israel, porém, estavam carregados de velhice, já não podia ver; e fê-los chegar a ele, e beijou-os, e abraçou-os.
  • E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver também a tua descendência.
  • Então José os tirou dos joelhos de seu pai, e inclinou-se à terra diante da sua face.
  • E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.
  • Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito.

José tomou a atitude de colocar o filho mais velho do lado direito do seu pai, e o mais novo do lado esquerdo, para que a benção de primogenitura fosse dada pela mão direita. José estava premeditando as coisas, conforme ele achava que deveria ser. Mas, Israel estendeu a mão direita e colocou sobre a cabeça de Efraim, (filho mais novo), e a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo assim as mãos propositadamente (embora Manassés o primogênito). Foi DEUS que guiou a mão de Israel: “o homem faz seus planos, mas

DEUS é quem determina as coisas”. Não adianta apenas fazer os planos, tem que ter a aprovação de DEUS. É importante o plano ser aprovado por DEUS. Dessa forma, Jacó (Israel) vai inverter as mãos ao abençoar seus netos Efraim e Manassés.

GÊNESIS 48:15-18

  1. E abençoou a José, e disse: O DEUS em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o DEUS que me sustentou, desde que eu nasci até este dia;
  2. O anjo que me livrou de todo mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, o nome dos meus pais Abraão e Isaque, e multiplique-se como peixes, em multidão, no meio da terra. 
  3. Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.
  4. E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça.

Nesse momento, Jacó vai ser instigado por José do porquê ele estava fazendo daquele jeito, ou seja, porquê ele inverteu as mãos ao abençoar os netos.   Estaria Jacó equivocado ao fazer isso? O que será que estava acontecendo naquele momento? Jacó foi dirigido pelo ESPÍRITO SANTO, mesmo depois de José falar pai não faz issoVejamos o que acontece nesse episódio.

GÊNESIS 48:19-20

  1. Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo seu irmão menor será maior do que que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações. 
  2. Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: DEUS te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés. 

Quando Jacó inverte as mãos para abençoar os filhos de José, ele não fez isso porque estava cego. Ele sabia muito bem o que estava fazendo. Manassés será uma grande nação, mas seu irmão Efraim será uma nação mais poderosa.

GÊNESIS 48:21-22

  • Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas DEUS será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais.
  • E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus.

O que Jacó fez não foi uma coisa aleatória porque estava cego, mas pré sabendo do futuro e do que aconteceria com esses dois netos. Ele fez um ato profético que aconteceria milhares de anos depois. As bênçãos materiais são passadas nessa primeira fase em uma cerimônia isolada de Jacó com seu filho José e seus netos Manassés e Efraim.

Isso nos mostra algo muito interessante. No capítulo 49 aparecerá mais bênçãos, que é uma segunda fase da cerimônia. Nessa fase se estende o ato profético aos doze filhos de Israel, presentes na cerimônia antes dele falecer. Vamos nos concentrar em Gênesis 49:1.

GÊNESIS 49:1

1. Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros.

Esse ato profético de benção dado no capítulo 49, vai nos dar as chaves das origens dos vários povos e nações da terra. Também este ato profético de cada um dos filhos de Jacó, vai nos mostrar o destino e o rastreamento de certas nações que hoje existe no mundo moderno. Este ato profético está na sequência de estudo que nós iniciamos com: “Abraão de ti farei nações, multiplicarei a tua descendência como areia do mar, como as estrelas do céu, e com a promessa de milhares de miríades”. Serão populações que atingirão bilhões de pessoas.

É primordial essa base que vocês receberam nesta primeira fase do estudo. Entender isso é essencial para ver a precisão das sagradas escrituras ao longo da história da humanidade. Como DEUS incrivelmente deixa registrado a história, o destino de povos da terra e hoje, as nações que existem nos dias finais. Entenderemos algumas coisas referente a organização geopolítica nos dias atuais. Tudo isso profetizado e com detalhes incríveis. (Continuaremos esse estudo na parte II.)

Vamos colocar agora as passagens em que Jacó fala aos seus filhos e explicaremos no próximo estudo.

GÊNESIS 49:1-27

  1. Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros;
  2. Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel vosso pai.
  3. Ruben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.
  4. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama.

(Ruben vai cometer um pecado grave. Esse pecado vai fazer com ele perca a preeminência da dignidade e do poder. Essa é uma das sentenças a um filho de Jacó.)

  • Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.
  • No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.
  • Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.
  • Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.
  • Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?
  • O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.
  • Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.
  • Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.
  • Zebulom habitará no porto dos mares, e será como porto dos navios, e o seu termo será para Sidom.
  • Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.
  • E viu ele que o descanso era bom, e que a terra era deliciosa e abaixou seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo.
  • Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.
  • Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
  • A tua salvação espero, ó Senhor!
  • Quanto a Gade, uma tropa o acometerá; mas ele a acometerá por fim.
  • De Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias reais.
  • Naftali é uma gazela solta; ele dá palavras formosas.
  • José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.
  • Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram.
  • O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).
  • Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.
  • As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.
  • Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã comerá a presa, e à tarde repartirá o despojo.

A tribo de Judá – desde o patriarca Jacó – é prometida uma sequência ininterrupta para o povo judeu. Isso vem se cumprindo maravilhosamente bem na história da humanidade. Não existe nação na história que sofreu mais perseguição, que sofreu mais tentativa de genocídio. Não obstante a tudo isso, os judeus ainda vivem em nosso meio e são uma nação diante dos nossos olhos. O governo nunca se arredou de Judá, de onde viria inclusive “Siló”, o CRISTO, o MESSIAS de Judá. Por isso, essa tribo foi preservada como a menina dos olhos do SENHOR.

Houveram várias tentativas de exterminar esse povo. Satanás tentou exterminar o povo judeu no tempo da Rainha Ester, sobre a acusação e a instigação de Hamã tentando levar o povo judeu a extinção. O ódio de Satanás contra os judeus na história da humanidade sempre foi grande. Isso porque Satanás sabia que, se ele conseguisse destruir esta nação (estes descendentes judeus), ele conseguiria tornar a palavra de DEUS mentirosa, bem como as profecias dos patriarcas e dos profetas um engodo. Por isso, essas várias tentativas de Satanás em destruir e aniquilar totalmente os judeus.

Posteriormente, vemos na Segunda Guerra Mundial, o levante de Hitler contra os judeus instigado por Satanás vindo das trevas do abismo. Hitler era orientado por feiticeiros e bruxos. Ele lê algumas coisas escritas por uma bruxa russa acerca da purificação das raças, onde estava escrito que o povo judeu deveria ser destruído, criando em Hitler um ódio muito grande contra os judeus. Diz a história que um dos professores de Hitler era judeu, por isso ele cria esse ódio contra os judeus.

Ao assumir o poder Hitler vai conceber o plano mais maligno, a dança mais funesta das trevas na história da humanidade: a tentativa da extinção de todos os judeus, um por um, levados a fornos em campos de concentração. Esses campos de concentração mataram cerca de 6 milhões de judeus na Europa. Se este plano não tivesse sido impedido pelas nações ocidentais (como os Estados Unidos), certamente os judeus teriam sido extintos. Sobraram apenas um terço dos judeus.

Posteriormente a Segunda Guerra Mundial, vamos ter a formação da nação judia em Israel. A formação dessa nação prova que “o cetro não se desviaria de Judá”. Estas bençãos proféticas demostram seu cumprimento na história.

A tribo de Dã é uma tribo peculiar de guerreiros. Nos lugares em que eles conseguem vitórias, eles colocam suas marcas e deixam seus rastros. Esse detalhe é importante para identificarmos a tribo de Dã nos últimos dias. Algumas dessas tribos não são mencionadas no livro de Apocalipse e isso tem uma explicação, a qual estaremos abordando nos estudos futuros parte II e III.

Site:  http://igrejadedeus.com.br/  Contato: flavioschmidt2018@gmail.com

Este material faz parte do Discipulado do Canal Evangelista Flávio, para vídeos com mais estudos, acesse: https://www.youtube.com/channel/UCeVoCTqEOXMoCUkSAUpN2ig/videos

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A SECA DO RIO EUFRATES https://igrejadedeus.com.br/a-seca-do-rio-eufrates/ https://igrejadedeus.com.br/a-seca-do-rio-eufrates/#respond Wed, 08 Jan 2014 17:56:32 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=335

 

 “O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates;   e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos   reis que vêm do oriente.”

Apocalipse 16:12

 

  Uma das mais conhecidas profecias da bíblia é a que diz a respeito à guerra do Armagedom. Esta região do estado de Israel será o local do ajuntamento da nações para a batalha do dia do Deus Todo Poderoso.

 É mister, porém, entendermos os pormenores deste vaticínio, descrito como a sexta taça do Apocalipse. Em linguagem profética o que condiciona as nações a se congregarem para este conflito mundial é o derramar desta taça com a seca do grande rio Eufrates.

  O rio Eufrates é mencionado pela primeira vez na bíblia em Gênesis 2:10-11, como um dos quatros afluentes que saíam do Éden. Na antiguidade, foi símbolo do império da Assíria, assim como o rio Nilo simbolizava a força e o poder do Egito. Pela atual divisão geográfica  do Oriente Médio, Eufrates atravessa 3 grandes nações daquela região:

Turquia , Síria e Iraque. Nasce nas montanhas do Curdistão e desemboca no Golfo Pérsico, trazendo consigo uma história tão antiga como a do próprio homem.

  A seca do Eufrates, trata-se da queda de nações e impérios situados na região banhada deste rio, fato que já vem ocorrendo deste o século XIX.

Para entendermos o exato sentido da profecia temos que voltar ao Antigo Testamento, tomando como exemplo uma profecia que apontava a seca do rio Nilo. A partir do esclarecimento que obtivermos, faremos uma conexão entre a sexta trombeta e os fatos preditos na sexta taça. A conclusão mais lógica e aceitável é que já estamos vivento o tempo do ajuntamento da nações, a sexta das sete taças que consuma a ira e os juízos de Deus.

 

O que prediz a sexta trombeta em relação ao rio Eufrates?

leia em  Apocalipse 9:13-21

 No toque desta trombeta, são soltos quatro anjos que estavam presos junto ao Eufrates. Estes anjos formariam um exército de duzentos milhões de cavaleiros, que combate, por meio de fogo, fumo e enxofre. No ano 1057 de nossa era, os turcos, vindo do Turquestão, atravessaram o Eufrates, se apoderando do mundo maometano e começaram a atormentar a Europa católica. Formando o grande Império Otomano na região banhada pelo Eufrates, compreendendo 4 principais sultanatos: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá. Formaram o guerreiros mais crués que a Idade Média conheceu, assaltando vilas, queimando cidades e matando a todos que não professarem sua fé. N período de seu mais forte domínio, 1057-1453, formaram um exército, que segundo alguns historiadores, se fosse contado como um todo, chegaria aos duzentos milhões. Foram os primeiros a usar em uma guerra a artilharia com pólvora. O Império Turco ou Otomano,

como ficou conhecido, dominou o Oriente (incluindo a terra santa) até a  Primeira Guerra Mundial, quando finalmente foi vencido pelos ingleses.

 

Quais os fatos preditos no derramamento de sexta taça?

leia em Apocalipse 16:12-16

  Na sexta taça as águas do grande rio Eufrates secam para que se prepare o caminho dos reis que vêm do Oriente. Esta profecia representou o período denominado de Imperialismo, doutrina que prega o domínio da nação mais fraca pelo mais forte. O Império Otomano, que se formou no toque da sexta trombeta, a partir de 1830 entre em decadência e é invadido pelas ações europeias que durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) lhe deram um fim.

As nações que estavam sob seu domínio se tornaram independentes.

As águas do grande rio Eufrates secaram(como assim? água secaram) secaram as águas quer dizer os países que são banhados por ele.

Deste então significativas mudanças ocorreram na região: A palestina passou ao comando inglês até 1947; renasceu Israel em 1948; o mundo árabe se dividiu em diversos países; nações muçulmanas foram invadidas e sobremaneiras enfraquecidas, como foi o caso do Iraque. E esta aberto o caminho para o grande e decisivo conflito final.

 

Não é surpreendente as profecias? olha aonde passa  rio Eufrates, Turquia, Síria e Iraque. E se você souber olhar os mapas , saberá quem são os reis do

Oriente quem vem depois do secamento do rio Eufrates , eles já aparecem na mídia.

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A HISTÓRIA MUNDIAL EM DANIEL 7 https://igrejadedeus.com.br/a-historia-mundial-em-daniel-7/ https://igrejadedeus.com.br/a-historia-mundial-em-daniel-7/#respond Fri, 15 Nov 2013 17:46:12 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=320  Hoje vamos estudar o capitulo 7 de Daniel, este estudo tem como objetivo , conhecer os significados dos 4 animais e o que representa a ponta pequena.

O sonho conforme é interpretado por Daniel, apresenta de maneira clara, a sequencia dos impérios do mundo desde o tempo de Nabucodonosor até o estabelecimento do eterno Reino de Deus.
“A história confirma a profecia. A soberania do mundo foi exercida por Babilônia, deste 6006 a.C até 538 a.C. , quando passou para os medos e persas. A vitória das forças gregas na batalha de Arbela, em 331 a.C. , marcou a queda do Império Medo-Persa, tornando-se então os gregos  inconstantes dominadores do mundo. A batalha da Pidna, na Macedônia, em 168 a.C. , constitui o derradeiro esforço organizado para resistir à conquista mundial dos romanos, e nessa época, portanto, a a soberania foi transferida dos gregos para os romanos, e foi definitivamente estabelecido o quarto reino. A divisão de Roma em 10 reinos é explicitamente predita na visão contida no sétimo capítulo de Daniel, e ocorreu entre os anos 351 a.D. e
476 a.D.”
Daniel teve o privilégio de desvendar e trazer ao monarca caldeu o conhecimento dos acontecimentos vindouros, compreendidos deste seu reino até a vindo gloriosa do Reino Milenar Messiânico. Nesta nova revelação, por sonhos e visões, Deus confirma e desta vez o profeta, tudo que havia mostrado a Nabucodonosor e acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. Confirma também a posse do reino, hoje nas mãos dos governo terrenos, sua extensão e seu domínio pelos santos.

Que importante revelação veio ao profeta por um sonho e visões dadas pelo Senhor no primeiro ano de Beltessazar  sucessor de Nabucodonosor?
Daniel viu quatro ventos do céu combatendo no mar grande e quatro animais diferentes subindo deste grande mar.(Daniel 7:1-7)

Que significa ventos, mar e os três primeiros animais? o que significam as suas características?
 Mar e água: Em profecias representam povos , nações e línguas (Ap. 17:1,15; Is.8:7)
Quatro ventos combatendo no mar: guerras entre povos dos quatro pontos ou de toda a extensão da terra.
(Is. 11:12: Ez. 7:2; Jr. 4:11-13;  49:35-37; Os. 13:16,16)
Animais: Reis ou reinos. (Dn. 7:17,23)
Asas: Proteção e rapidez nas conquistas (Jr. 48:40,41). No verso 5, falando do segundo animal, o urso, diz  que este tinha três costelas na boca, o que representa conquista de três reinos (Babilônia, Egito e Lídia).
O terceiro animal, um leopardo representa a Grécia, também com asas, porém possuindo quatro cabeças, significando os quatros  sucessores de Alexandre, o Grande : Cassandro (Macedônia ), Lisímaco (Trácia ), Ptolomeu (Egito) e Seleuco (Síria).

Que diferenciava o quarto animal dos demais e que surgiu de especial entre as 10 pontas? o que representa as 10 pontas?
Era terrível, forte, violento, o que o identifica perfeitamente com Império Romano. As dez pontas significam a divisão do potente Império Romano depois de 476 A.D , a saber:
Hunos, Francos, Burgúndios, Anglo-Saxões, Visigodos, Suevos, Lombardos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos. A 11º ponta representa o papado, que para se estabelecer arrancou três pontas (Hérulos, Vândalos e Ostrogodos).

Que semelhança tinha a ponta pequena e que atitude teve para com o povo de Deus durante um período de tempo, tempos e metade de um tempo?
Tinha semelhança humana (olhos e boca); era arrogante e moveu intensa perseguição aos santos por 3,5 tempos, 1260 dias proféticos  ou 1260 anos literais ( Daniel 7:8,19-25), que se estenderam de 538 A.D. – 1798 A.D.

Que fato sucedeu após a visão do quarto animal e da ponta pequena que perseguiu o povo do Altíssimo?
A revelação nos fala do envio do Filho do homem para tomar posse de Seu reino sobre os povos, nações e línguas, onde os santos assumirão parte deste governo. Como na visão do capitulo dois, o Reino Messiânico é o próximo depois dos quatros reinos humanos e este será estabelecido na terra (Dn. 7:13,14,27,28).

ANIMAL                    GOVERNANTE                    IMPÉRIO
_______________________________________________

leão alado                     Nabucodonosor                        Babilônico
606 – 538 a.C
________________________________________________

Urso                            Ciro e Dario                               Medo e Persa
538-331 a. C.
_______________________________________________

Leopardo Alado          Alexandre/ 4 generais                  Grécia
4 cabeça                                                                       331-168 a.C.
_______________________________________________

4º Animal terrível           Imperadores diversos                 Roma
168 a.C. – 476 d.C
_______________________________________________

ponta pequena          Representa o anticristo, que surgiu com a queda do
Império Romano em 476 d.C. O papismo é a 11º ponta

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A HISTÓRIA DO MOVIMENTO NOME SAGRADO https://igrejadedeus.com.br/a-historia-do-movimento-nome-sagrado/ https://igrejadedeus.com.br/a-historia-do-movimento-nome-sagrado/#respond Mon, 26 Sep 2011 17:19:50 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=276 Origem do Movimento do Nome Sagrado

Biografia dos principais líderes do Movimento do Nome Sagrado nos Estados Unidos

 

por Edy Brilhador

 

Este texto é uma breve descrição biográfica dos principais promulgadores da doutrina do Nome Sagrado. Esta doutrina diz que o nome do Filho de Deus deve ser grafado e pronunciado somente na língua original. É um texto sobre as principais ações e as crenças daqueles que, talvez, de maneira impensada e também por falta de conhecimento bíblico, principalmente de conhecimento secular, cultura, línguas grega e hebraica, lingüística, história e cópias, versões e traduções da Bíblia, têm causado transtorno à vida espiritual de muitas pessoas. Este texto refere-se somente à história americana deste movimento. Futuramente faremos uma biografia dos líderes do movimento no Brasil.

 

Alexander McWhorter: Um membro da Igreja de Deus do Sétimo Dia que pertencia à Universidade de Yale, foi o primeiro a falar sobre a idéia de que o nome Jesus não estaria correto. Escreveu um livro, ou folheto, “O Nome Memorial, ou Yahweh-Cristo”, registrado em 1857.

 

Frederick Leonard Chapell: Desenvolveu uma série de seis palestras chamada “O Nome da Divindade”. Era um instrutor de treinamento missionário do AJ Gordon College, em Boston, Massachusetts em 1900. Suas palestras foram publicadas em janeiro-março 1911.

 

Edwin W. Pahlow: Professor de história da Universidade de Ohio escreveu o livro Great Man’s Adventure (Aventuras dos Grandes Homens) e na página 241, declarou: “É interessante que nunca ao longo de sua vida Jesus Cristo foi chamado por esse nome. ‘Jesus’ era a palavra grega para o hebraico Jeshua ‘Josué’ ou ‘e’ Cristo ‘ou’ Christus ‘foi o grego palavra para Messias ‘ou’ Redentor ‘”.

 

Henry C. Kinley : Na década de 30, fundou o Instituto de Pesquisas Metafísicas do Divino, uma entidade sem fins lucrativos para pesquisas religiosas e científicas. Tem seu nome confundido como um dos propagadores do Nome Sagrado, mas, provavelmente, suas pesquisas apenas influenciaram o movimento. Kinley foi um membro da Igreja de Deus (provavelmente não a Igreja de Deus (7º dia), pois parece não concordar com a guarda dos mandamentos). Tornou-se membro da maçonaria e da Ordem Independente. Sua idéia é de que Deus é um padrão arquétipo do universo através do qual cada aspecto da vida, do direito e da matéria pode ser explicado e verificado. Deve ter sido o fato de citar os nomes de Deus e de Cristo em hebraico em seus escritos que confundiu os pregadores do nome.

Sheffick (parte de seu nome é desconhecido): Um tcheco que introduziu aidéia  do Nome Sagrado para um possível “ex-pastor” da Igreja de Deus, A. B. Traina, no início da década de 30. Pouco se sabe sobre ele, apenas que considerava a palavra Cristo pagã e dizia que ela significava “manchados com excrementos”.

 

Squire LaRue Cessna: Pode ter sido a pessoa que preparou o caminho para esta forma de expressar nome do Criador e de Seu filho. Ele era um ministro da Igreja de Deus (7º Dia). Ainda no final da década de 20, chamou o seu grupo de a Congregação do Senhor (Assembléia de YHWH) que foi organizada no verão de 1939.

 A. N. Dugger:

A. N. Dugger foi ministro da Igreja de Deus (7º Dia). Fundou a Igreja de Deus em Jerusalém e escreveu uma importante obra sobre a história da Igreja de Deus durante toda era Cristã juntamente com C. O. Dodd. Em 1936, convocou uma reunião na cidade de Galena, Kansas, e pediu que os ministros estivessem aptos a tomar uma importante decisão sobre as palavras que deviam ser pronunciadas no ato do batismo. Neste encontro, expôs um estudo sobre Mateus 28:19.

 Angelo B. Traina:

Acreditava num batismo com “hissopo”. Não acreditava nas cartas do apóstolo Paulo e aceitava as festas judaicas, Páscoa, Primícias e Tabernáculos. Traina parece nunca ter sido membro da Igreja de Deus. Entre 1933 e 1936 pastoreou uma igreja chamada de Assembléia do Evangelho Unido em Irvington, Nova Jersey. Depois de contatos com C. O Dodd, em 1938 ele foi convidado a falar em uma Igreja de Deus (7º Dia), falou de 4 a 6 horas por dia num acampamento. Até este tempo eles acreditavam que o nome próprio de Deus era Yahovah, mas depois entenderam que Senhor seria mais adequado. Traina traduziu o Novo Testamento para o Nome Sagrado em 1950.

 John Briggs, Paul Penn e William Bishop: John Briggs, discípulo de Traina, foi convencido por Sheffick, o tcheco. Brigs e Penn convenceram a William Bishop. Eles participaram de uma Igreja de Deus (7º dia) que foi a primeira a ser evangelizada no nome sagrado. Bishop foi o primeiro a evangelizar em nome de Yeshua. Briggs orava em nome de Yeshua, embora nem toda a sua congregação acreditasse nisso. Briggs passou a acreditar em imersão trina, primeiro em nome do Pai, Javé, depois em nome do Filho, Yeshua, e, por fim, em nome de Cades, o nome dos anjos no céu. Brigss e seus seguidores permitiam transliterações para o “nome de Deus” como: Yahovah, Yahveh, Yah e Yahavah. Penn e Briggs foram os primeiros a usar e pronunciar o nome Yeshua.

Clarence O. Dodd:

Clarence O. Dodd começou a celebrar a Páscoa, em 1928, e imediatamente começou a manter os outros dias de festa do ano. Em 1933, colaborou para criar um cisma na Igreja de Deus (7º Dia), originando uma divisão da igreja que ficou conhecida como Igreja de Deus de Salém. E, em 1937, após ter sido frustrada sua tentativa de ensinar a importância de manter estes dias sagrados, e ter sido pedido que se afastasse do cargo, ele se separou da igreja e inaugurou uma revista para proclamar a importância desta “grande verdade”. O nome da revista era Faith (Fé) e proclamava as festas judaicas anuais, depois, a partir de 1939, foi usada para proclamar a idéia do Nome Sagrado. Isto só aconteceu porque uma pessoa desconhecida enviou um artigo com a cópia da citação do livro de Edwin W. Pahlow, transcrita acima, para Dodd, que, apenas para preencher um espaço vazio numa de suas edições, resolveu publicar o artigo. A conseqüência é que muitas pessoas acabaram se interessando pelo assunto. Ele usou as transliterações Jah-oshuah e Jahoshua para o nome de Jesus. Para o tetragrama YHVH a forma Yahavah, com pronúncia Yahvah. Mais tarde, mudou para Javé, com pronúncia Yahway. Dodd foi batizado em nome de Yeshua em 1941 pelo pastor Earl Bigford da Igreja de Deus. Publicou sua revista até 1955, quando morreu, que depois foi dirigida por diferentes pessoas.

 

Herbert W. Armstrong:

Pastor afastado da Igreja de Deus em 1937. Fundou um movimento religioso que ficou conhecido como Igreja de Deus Mundial, a qual acabou após sua morte na década de 80. Esta igreja comemorava os dias de festas judaicas, mas Armstrong não aceitou o nome. Há indícios de que Armstrong aprendera sobre as festas com C. O. Dodd e de que muitos membros da igreja fundada por ele acreditavam na idéia do Nome Sagrado.

 

LD Snow: Foi um ministro da Igreja de Deus (7º Dia), Salém, Virgínia Ocidental que se convenceu sobre a doutrina do nome em 1943. Acreditava que Senhor era nome próprio de Deus. Participou de um congresso em outubro de 1938, a qual ele considera o verdadeiro início do Movimento do Nome Sagrado. Ele usou, como Dodd, a ortografia Javé e pronunciou como Yah-WAH por um curto tempo, depois usou Yahwah. Em 1950, fez outra mudança, agora para Yahcah. Ele afirma também que, já em 1938, a questão de como pronunciar o nome sagrado era muito disputado entre os próprios crentes do movimento. Em 1945, ele fundou  a Associação Publicadora do Nome Sagrado, em Fort Smith, Arkansas. Em 1949, organizou a Assembléia de Yahvah.

 

JD Bagwell: Foi um ministro da Igreja de Deus (7º Dia) que permitiu, em 9 de outubro de 1938, uma reunião em sua casa, Warrior, Alabama, declarada como a primeira reunião do Movimento do Nome Sagrado. A reunião foi declarada como sendo da Igreja de Deus e, por isso, acorreram vários ministros da Igreja para o local.

 

Jacob O. Meyer: Um dos atuais líderes do Movimento do Nome Sagrado nos Estados Unidos. Meyer aprendeu a doutrina do Nome Sagrado em um curso bíblico no Albright College. Ele foi rebatizado no Nome Sagrado e comemorou sua primeira Festa dos Tabernáculos em 1964. Notou que o pessoal do Movimento do Nome se empenhava muito em guardar as festas, como resultado dos ensinamentos de Dodd. Ele ficou muito decepcionado quando notou que o povo do Nome Sagrado estava muitíssimo fragmentado em suas doutrinas. Ainda em 1964, viajou de Bethel para Oregon para um congresso, onde permaneceu para ajudar seu grupo a iniciar uma revista, mas, para sua decepção, o grupo se fragmentou ainda mais, então, voltou para sua terra natal na Pensilvânia. Em 1969, Meyer lançou a Organização Assembléias de Javé com intuito de unificar todos os elementos do Movimento do Nome Sagrado, que até hoje permanece mais dividido do que nunca.

 

CONCLUSÃO

 

Alexander McWhorter, Frederick Leonard Chapell, Edwin W. Pahlow e Henry C. Kinley basearam suas afirmações em conhecimento secular. Alexander McWhorter era membro da Igreja de Deus (7º Dia), mas também acadêmico. Frederick Leonard Chapell ministrava teologia. Edwin W. Pahlow era, segundo se sabe, apenas um professor de história. Henry C. Kinley, apesar de não ser um promulgador do Nome Sagrado, buscava uma explicação científica para Deus. A pergunta é: será que uma doutrina cuja origem está na cabeça de cientistas achará sustento na Bíblia? Na verdade, não se sabe se estas pessoas influenciaram uma a outra no desenvolvimento desta idéia. Nem se sabe se as idéias de cada um eram coerentes entre si e se tinham intenções em comum, nem mesmo se chegaram a se conhecer. Muito menos se sabe, se alguns deles estavam tentando resgatar um elo perdido com Deus. Seja o que foi que aconteceu, há um aspecto do plano de salvação elaborado por Deus que elimina qualquer tentativa humana de restaurar alguma doutrina e se chegar a uma verdade ainda desconhecida, ou perdida. As doutrinas foram estabelecidas por Deus e foram restauradas de forma completa, quando Jesus reedificou o tabernáculo de Davi que estava caído, como diz: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. (Atos 15:16), descarecendo do auxílio de homens para reativar a verdade. Se Deus precisasse de homens para restaurar sua igreja, Jesus já poderia ter fundado sua igreja sobre o apóstolo Pedro. Mas não! A igreja foi fundada na rocha chamada Jesus (Mateus 16:18) e a verdade está completa desde quando Ele ascendeu ao Céu. Aos homens basta encontrá-la, não restaurá-la, como querem os do Movimento do Nome Sagrado e muito menos restaurá-la por vias científicas.

 

Sheffick, Squire LaRue Cessna, A. N. Dugger e Angelo B. Traina são quatro homens que tiveram participação fundamental nos momentos iniciais do Movimento. Destes, apenas dois tinham ligação com a Igreja de Deus (7º Dia), Squire LaRue Cessna e A. N. Dugger. Duas observações devem ser feitas: Cessna já dirigia um grupo que, por tudo o que se apresenta, estava desvinculado da Igreja de Deus (7º Dia) e contava com outro nome; Dugger, queria uma igreja com governo centralizado em Jerusalém e que guardasse as festas judaicas. Dois tipos de comportamento que sempre foram condenados pela igreja, desde tempos primitivos, isto é, pela Bíblia. Traina, não se dizia da Igreja de Deus (7º Dia) e tinha um grupo sob seu comando, o qual nada se sabe sobre a legitimidade deste trabalho, além de que celebrava as festas judaicas, cria num batismo estranho, não aceitava as cartas de Paulo. Podemos confiar na tradução que ele fez do Novo Testamento? E, Sheffick, parece ter surgido do nada para falar contra o nome de Jesus. Pergunto: Devemos acreditar nestes homens? Eu não acredito!

 

John Briggs, Paul Penn e William Bishop foram aqueles que acreditaram no Nome Sagrado através do tcheco. É dito que eram ministros da Igreja de Deus, mas também eram discípulos de Traina, que dizia nunca ter pertencido a Igreja. Não sei ao certo o que se passou, mas, seja o que for, Traina e seus discípulos creram através do tcheco e mais tarde Traina pregou sobre o nome numa reunião da Igreja, quando Dodd aceitou a doutrina. A pergunta: Como numa reunião oficial da Igreja alguém, que não parece fazer parte do corpo, expõe uma doutrina? Segundo a história da Igreja, parece-me que Traina fez isso de forma oportunista, depois que um grupo de líderes havia se retirado da reunião. Mas é importante frisar que isto tudo está acontecendo numa ala da igreja, com sede em Salém. A outra, com sede em Stanberry, parece não ter envolvimento com esta doutrina.

Clarence O. Dodd e Herbert W. Armstrong foram dois pastores da Igreja de Deus. Dodd e Armstrong seguiram com Dugger na divisão que ocorreu em 1933. Tanto um como o outro criam na continuidade das festas judaicas, mas Armstrong nunca acreditou que o nome seria somente em hebraico. Dodd, porém, grafava o nome das mais diversas formas. Armstrong, em 1937, foi desconsiderado do quadro de obreiros da Igreja liderada por Dugger e fundou sua própria igreja. A pergunta: Por que será que a mensagem do nome surgiu através de pessoas que tinham em seu currículum um repertório de ações voltadas para uma suposta restauração da verdade? E a outra pergunta difícil de responder, é: Até quando a ala da Igreja liderada por Dugger continuou em comunhão?

 

LD Snow e JD Bagwell foram dois ministros da Igreja de Deus também pertencentes à facção de Salém. A biografia deles permite entender o quanto confuso estavam os líderes do Movimento. O nome era grafado de várias maneiras e, com isso, várias pronúncias. Não se entendiam sobre a forma correta no início do movimento, como não se entendem até o presente momento. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14:26). A pergunta: Por que o Espírito Santo “revelou” que o nome tinha que ser pronunciado e escrito em hebraico e não revelou qual a grafia correta? Não é confuso?

 Jacob O. Meyer não consta que tenha pertencido à Igreja de Deus antes de conhecer a doutrina do nome, mas é fato que se envolveu com ela logo depois, quero dizer com a ala da igreja que deu origem ao Movimento. Por sua biografia, percebemos a divisão enorme que sempre foi o Movimento do Nome Sagrado e mais uma vez confirma a origem da doutrina num meio que não a igreja verdadeira. Por que será? Em suma, o Movimento do Nome Sagrado tem suas origens em idéias de pessoas relacionadas com a Ciência, mas com o temor a Deus questionável. Estas idéias “científicas” influenciaram alguns institutos teológicos protestantes. Estas idéias também influenciaram ministros da Igreja de Deus, mas de uma ala da igreja cuja característica de seus líderes era a inovação doutrinária. Procedimento não recomendado na Bíblia. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”

(Gálatas 1:8). A verdade está na Bíbilia, nossa tarefa é encontrá-la, não restaurá-la O Nome Sagrado é um ramo da Igreja de Deus (7º Dia), mas um ramo de outro ramo, a Igreja de Deus (7º Dia) com sede em Salém. Pregam, na verdade, uma doutrina desnecessária, pois, é pela fé semelhante à de Abraão que somos salvos. E veja o que é dito sobre o conhecimento que Abraão tinha do nome de Deus: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido” (Exôdo 6:3). Deus se dá a conhecer aos povos através de seu poder, não através de uma grafia.

 

Este livreto não poderá ser vendido. Deve ser distribuído gratuitamente.

O Movimento do Nome Sagrado ataca as versões e traduções da Bíblia, dizendo que elas sofreram alterações humanas, inclusive, a alteração do nome do Messias, e que, por isso, não devemos confiar nelas. Para conhecer mais sobre a história da Bíblia, peça o meu estudo sobre Apocalipse 10 e 11: O livrinho selado e as duas testemunhas. Neste estudo, é mostrado como a Bíblia desempenhou um papel importante na história e não pode ter sido alvo de nenhum tipo de especulação humana.

Se você deseja conhecer outras profecias do Apocalipse, pode reservar um exemplar do meu livro sobre os sete selos, as sete trombetas e a taças, que perfaz a história desde a igreja primitiva até nossos dias. São revelações surpreendentes.

Você não deve deixar de ler.

Envie um e-mail para: edybrilhador@gmail.com

 BIBLIOGRAFIA

http://www.friendsofsabbath.org/Further_Research/History%20of%20the%20Sabbatarian%20Movement/sacrednamehistory.html

http://www.sacrednamemovement.com/SNHistory.htm

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O MINISTÉRIO NO NOVO TESTAMENTO https://igrejadedeus.com.br/o-ministerio-no-novo-testamento/ https://igrejadedeus.com.br/o-ministerio-no-novo-testamento/#respond Tue, 06 Sep 2011 16:48:15 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=216 leitura bíblica- Mateus 20:20-28

Estudo Diário
Dom: Função ministerial é um dom……….1Co.12:28
Seg. Deveres do pastor e do diácono……..1Tm.3:1-11
Ter. Direitos do obreiro……………………….1Tm.5:17-20
Qua. O pastor e a família……………………..1Tm.3:4,5,12
Qui. O povo escolhe os seus líderes………..At.6:1-6;14:23
Sex. Não há obreiro superior a outro…….Mt.20:25-27

Objetivo da Lição: Mostrar que não pode haver maioral entre os componentes do ministério. Tal ensino é de Roma.

Introdução:

O bispo, como pastor, tem a responsabilidade de ver que o serviço de outras pessoas seja bem feito. Não se encontra no Novo Testamento qualquer posição superior entre os obreiros cristãos. Em virtude da sua relação íntima com Cristo e das instruções que receberam diretamente dEle, os doze ocuparam uma posição especial nas organizações eclesiásticas, como se vê nos estudos das igrejas, segundo o livro de Atos (caps. 1.6.11.15) e em vários outros lugares da Bíblia. (Note bem, somente os doze). Não se encontra no Novo Testamento o uso do vocábulo bispo no sentido de um oficial eclesiástico que tem autoridade sobre outros ministros do evangelho. Pastor, evangelista, mestre, presbítero e bispo, são termos que se referem às funções (dons espirituais) dos mensageiros de Deus, sem a mínima indicação de que qualquer um destes tivesse autoridade eclesiástica sobre qualquer outro. Portanto, o pastor, quando superintendente, administra, está realizando a tarefa de bispo. O bispo é o organizador, diretor e presidente dos membros da Igreja. Na carta a Tito, Paulo, orientando-o sobre a ordenação de presbíteros, chama-os de bispos (Tt. 1:5-7). Estes textos, provam sobejamente, esta verdade: há três títulos, porém um só ofício. Nada de um líder principal!

Exposição:
1-Quantas ordenações ministeriais havia na Igreja?

Ler Fp.1:1 –

2-Os termos, presbíteros, bispos e anciãos, são categorias de oficiais?

Não há três categorias de oficiais, como ensinam algumas denominações. Os três títulos expressam, sim, idéias bíblicas do ministério e suas funções.” No Novo Testamento, os três títulos, (heb.ancião; gr. Presbítero; latim bispo), são usados indistintamente para o cargo de pastor. Isto se explica pelo fato de que havia cristãos entre os judeus, gregos e romanos. Assim aconteceu até o ano 150 D.C. quando pela primeira vez, os presbíteros eram subordinados aos bispos.” “A Bíblica usa três palavras para descrever os homens que cuidam do rebanho de Deus. Presbítero…bispo e pastor…estas não eram três posições distintas, mas três palavras usadas para descrever os mesmos homens (veja Atos 20:17-28 . 1Pedro 5:1).“ Nas igrejas do primeiro século, havia em cada uma delas, uma pluralidade de anciãos (presbíteros), cujas funções eram equivalentes (Atos 14:23). Estes anciãos eram também chamados de pastores (Efésios 4:11) e bispos (Filipenses 1:1 ; Tito 1:5-7). A autoridade deles não ultrapassava os limites da igreja local.
Jesus Cristo era o único Bispo, o Supremo Pastor sobre todas as igrejas (1Pedro 5:4).”

3-“A partir de quando o presbítero passou a ser subordinado ao bispo?

No segundo e terceiro séculos foi-se desenvolvendo a idéia de um posto congregacional separado e acima do pastor. O ocupante do cargo mais elevado se chamava bispo, em sentido diferente do nome usado nas escrituras (Tito 1:5-7 ; 1Pedro 5:1-4), para designar todos os anciãos. Mais tarde, foi feita outra adaptação na organização das igrejass, e o bispo tornou-se o chefe de diversas igrejas compreendidas numa determinada zona. Por exemplo, o bispo da igreja de Antioquia estava acima da autoridade do pastor de qualquer igreja situada na área dessa cidade.”

4-Reconhece o catolicismo, ser a hierarquia no ministério, ensino dele?

Sim,”A organização da hierarquia da Igreja foi lenta. No começo do cristianismo, havia apenas os padres ou presbíteros, encarregados da parte material. Depois surgiram os bispos (vigilantes), com a missão de vigiar a integridade da doutrina e a prática do culto. Os fiéis escolhiam os padres e os diáconos: estes escolhiam os bispos, que depois eram aprovados pelos fiéis, por aclamação. Já no fim do século I, notava-se uma grande separação entre os membros do clero e os fiéis, o que não acontecia nas origens da Igreja…Com a expansão do Cristianismo, a Igreja adotou como modelo de sua administração a própria organização do Império Romano. A unidade principal da administração era a província. O bispo mandava na província. Para ajuda-lo na administração e nas funções sacerdotais, indicava diáconos e padres…Os bispos adotaram o costume de continuar sua eleição pela aprovação dos demais bispos. O bispo da capital da capital era chamado metropolitano;e os bispos das grandes cidades do Império como Alexandria, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla, eram chamados de patriarcas.O bispo de Roma sucessor de São Pedro, passou a ter primazia sobre todos os demais bispos. É o papa, chefe da Igreja”.

5-De que forma alguém alcançava o ministério de presbítero?

“É, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros…” (Atos 14:23 ; 15:22). Os anciãos, presbíteros ou bispos das igrejas primitivas eram moderadores ou pastores, escolhidos segundo o costume da sinagoga. Acredita-se que, desde o princípio, fossem eleitos pelo povo e, depois de aprovados pelos apóstolos, eram empossados com oração e imposição de mãos”.

6-De que forma alguém alcançava o ministério de diácono?

“Irmãos, escolhei dentre vós…e elegeram…”(Atos 6:1-6). Assim ensina a Palavra.

7-Ensinou Jesus que precisava existir uma hierarquia entre os discípulos?
NÃO. (Mateus 20:25-27)

8-Havia diaconista ( servidoras) na Igreja?

“Eu recomendo a vocês a nossa irmã Febe, que é diaconisa (gr.diákonon) da igreja de Ceneréia” (Romano 16:1-2). Febe ministrava aos pobres, aos enfermos e aos necessitados, além de prestar assistência a missionários tais como Paulo. Este capítulo indica que, as mulheres prestavam serviços relevantes às Igrejas. E hoje, não há mais essas irmãs? Porém esta designação não era como uma ordenação ministerial ao diaconato.

Conclusão:
Todos estes comentários e depoimentos, mostram que a Igreja primitiva tinha uma organização ministerial bem simples. A criação de cargos ou postos acima do pastor local foi fruto direto da apostasia e culminou com a formação do papado!- “SAI DELA POVO MEU”(Apocalipse 18:4).

 

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A VERDADEIRA LEGITIMIDADE E LINHAGEM DO POVO DE DEUS https://igrejadedeus.com.br/a-verdadeira-legitimidade-e-linhagem-do-povo-de-deus/ https://igrejadedeus.com.br/a-verdadeira-legitimidade-e-linhagem-do-povo-de-deus/#respond Fri, 02 Sep 2011 16:40:19 +0000 https://igrejadedeus.com.br/?p=207 No tempo de João Batista, precursor do Messias Jesus Cristo, os religiosos estavam legalistas e se escudavam da correção do profeta por serem portadores dos oráculos Divinos e da linhagem de Abraão, e vejam só os juízos que Deus setenciou a eles pela boca do mesmo:

 “ Então iam ter com ele os de Jerusalém, de toda a Judéia, e de toda a circunvizinhança do Jordão, e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.

Mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?

 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não queirais dizer dentro de vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.

E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.”

Existe um perigo muito grande daqueles que se dizem portadores dos oráculos Divinos e da verdadeira linhagem, que tem a origem, ou quer a primazia, caírem na presunção de se acharem intocáveis, e que de maneira nenhuma serão rejeitados por Deus, e começarem a produzir frutos maus, a apostasia, desviando-se da essência da religião para com Deus, que é o amor, a justiça a misericórdia. Se prendendo muito em questões materiais e financeiras, como arrecadação de dízimos e ofertas e propriedades, etc

Outro perigo, bastante comum é se justificarem aos seus próprios olhos, respaldando-se nas suas próprias obras, como que achando que suas obras em Deus sejam argumentos irrefutáveis de que estão no caminho certo e que tem aprovação Divina, não obstante estarem ao contrário do ensino da Palavra de Deus! Trocando em miúdos, ficam fiados em suas obras, ou mesmo pensando que tem grande importância como servo de Deus ( Veja Jó cap 4 ), achando com isto que não necessita fazer uma revisão ou mesmo aceitar correção da parte de Deus. Tornando-se soberbo, cava a sua própria ruína, e não vê a sua iminente queda. Como diz:

 

Antes da ruína eleva-se o coração do homem; e adiante da honra vai a humildade.”

Prov. 18:12

 Portanto é necessário os frutos, a humildade a prática da verdade e da justiça:

“Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” Tiago 2:18

A fé sem as obras é morta, perde o valor, fica vazia, perde a legitimidade. Mais importante do que a origem ou mesmo a linhagem de alguém, esta a legitimidade de suas atitudes, e esta só pode obter mediante a prática e submissão as ordens de Deus.

A característica fundamental do cristão esta na sua obediência irrestrita a Palavra de Deus, quando ele começa a justificar suas mudanças de atitudes, baseado em sua linhagem ou obras de credibilidade outrora executadas, começa a entrar na apostasia, e perde a autenticidade. Foi isto que ocorreu com o povo de Israel, no tempo de Cristo, perderam sua legitimidade como povo de Deus, e não perceberam, e os frutos, e o novo povo passou a ser os gentios que pela fé e humildade receberam de bom grado a Palavra de Deus.

 “ Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Era mister que a vós se pregasse em primeiro lugar a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos viramos para os gentios.” Atos 13:46

 O grande perigo de cair no erro dos fariseus, de se acharem mais dignos e justos do que os publicanos e gentios, acabou por fazerem deles homens rejeitados diante de Deus, enquanto

aqueles que eram julgados indignos, se arrependeram, converteram-se e entraram no Reino de Deus!

 

“Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele.” Mateus 21:32

 

Jesus Cristo termina dizendo, depois da parábola dos servos e da vinha:

 

“Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos.” Mateus 21:43

 

Fica claro que para Deus é mais importante a obediência do que a linhagem, confirmando desta forma que ele levanta filhos de Abraão até mesmo das pedras se necessário, mas que não aceita homens que querem se justificar em seus maus caminhos.

Uma pergunta que podemos fazer:

Os judeus que ficaram recalcitrando contra a justiça e a verdade da mensagem trazida dos céus por João Batista, e depois implementada por Cristo e seus apóstolos, perceberam que foram rejeitados como nação?

Resposta: Não, não enxergaram que estavam rejeitados.

Então qual o perigo similar existe em uma pessoa de estar apostatada?

Resposta: existe grande possibilidade de continuar no caminho da apostasia, rejeitando qualquer tipo de admoestação ou estudo na Bíblia. Levantando-se ou mesmo se defendendo das formas que lhe forem convinientes, menos buscando a legitimidade de suas atitudes na Palavra de Deus. Achando que todos os meios justifica o fim, que sua origem é mais importante do que meras questões de obediência a esta ou aquela doutrina, desmerecendo a verdade em sua essência em nome de uma suposta unidade em uma ordem eclesiástica.

 

Vamos analisar agora profundamente uma citação tirada da carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios:

 

“Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?

Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um?

Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.”I Coríntios 3:4-6

 

Havia então por parte dos coríntios, uma questão partidarista, de preferência, onde certos cristãos vangloriavam-se em sua fundamentação, por ter este ou aquele ministro como melhor, achando assim que eram mais do que outros, ou que tinham feito uma melhor escolha a quem seguir.

Quando um movimento, começa a fundamentar-se em um líder, tendo o mesmo acima de qualquer suspeita, aprovando-o acima de um questionamento Bíblico e verdadeiro, seguindo suas determinações por meio de ordens hierarquicas e autoritárias, considerando como príncipe e como tendo a primazia. Esta sendo lançado outro fundamento, e inicia-se desta forma um caminho de apostasia, preparando os elementos necessários para o espírito do anticristo como veremos a seguir na seqüência do estudo. Importante notar, que logo após esta questão levantada pelos da Igreja de Corinto, o Apóstolo exorta:

 

“De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.” Versos  7-9.

 

Ninguém deve se considerar superior ou melhor do que os outros, porque fez isto ou aquilo, ou porque trouxe a mensagem para este ou aquele país. Ou achar que tem maior autoridade do que este ou aquele, porque foi o precursor, a humildade e vigilância neste sentido deve estar sempre presente. Porque, tudo o que fizermos, faremos segunda a graça de Deus, doutra sorte não somos nada e nem melhor, podemos ser rejeitados por desconsiderarmos este ensino de humildade. Na continuidade, o Apóstolo mostra, que este partidarismo, fará com que o foco principal seja perdido, e o fundamento podendo ser trocado, dai a necessidade de estarmos atento:

 

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.

Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” Versos 10-11

 

Quando perde o alicerse? Quando estamos colocando qualquer outra ordem de coisas que sobreponha o fundamento principal da Palavra de Deus e Jesus Cristo e seu evangelho,. Para exemplificar: Quando são tomadas decisões contrárias a Palavra de Deus, ainda que por um Ministério Eclesiástico, estas decisões são impostas, sob alegação de que se deve respeitar o ministério invocando a autoridade de seus ministros, indiferente da ilegalidade desta decisão, faz-se assim com que o fundamento seja mudado, perdendo a legitimidade.

Este processo, necessariamente não é imediato, pode vir por indução, até mesmo repetição e invocação insistente de autoridade, e o reconhecimento dela sem passar pelo crivo da Bíblia. Onde existe muita imposição de autoridade, não existe a verdade. Porque a maior autoridade é a verdade, e não títulos, currículos e mestrados, doutorados. Quando alguém necessitada por demais invocar sua autoridade, e pedir por demais uma submissão, sob forma de coação ou medo, certamente esta fora da verdade. Pois seus argumentos apenas vivem sob a sombra de sua autoridade e não pela verdade.

 

“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

 

Os Escribas e Sacerdotes, invocavam sobre si muita autoridade, e necessidade de ordem e linhagem, ignorando muitas vezes a necessidade da verdade. Jesus tinha esta autoridade, porque estava respaldada na verdade, e por isto era diferente dos religiosos da época.

 

“porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.” Mateus 7:29

 

A autoridade de alguém não pode estar firmada em sua posição, status ou grau de instrução ou qualquer outro parâmetro que se queira usar, que não seja a verdade. A verdade em si, imbute a autoridade (exousia), porque sabemos que nem uma mentira provém da verdade. O processo de santificação pela qual devemos palmilhar, esta na palavra da verdade, quando se utiliza a mentira, a autoridade passa a se configurar como a forma despótica e coersiva, iliminando a liberdade de se questionar. Quanto mais questionamos, mais a verdade se mostra autoridade, ao contrário da autoridade tirana, que necessita estar sob as asas da ignorância dos que são submetidos a ela, como forma de manter-se no poder.

Vamos analisar alguns aspectos diferentes entre a autoridade de procedência Divina, da humana e hierarquica.

 

Um exemplo Bíblico de autoridade hierarquica e humana:

 

“O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.

Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.” Mat. 8:8,9

 

O Centurião pertencia a uma hierarquia do exército Romano, comandava uma tropa de soldados, tendo-os em sujeição as sua autoridade. Esta mesma autoridade, imposta sem questionamento, ou desprovida de qualquer virtude. Faça o que mando, mas não proceda como eu procedo. ( Ver Mateus 23:1-3 )

Este modelo secular e normalmente praticado, pelas organizações de ordem eclesiástica foi claramente reprovado pelo Senhor Jesus Cristo:

 

” Jesus, pois, chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles.

 Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo;

 assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

 Mateus 20:25-28

 

Esta claro o evangelho a respeito da verdadeira autoridade (exosia), é diferente de uma organização tipo hierárquica, parte do príncipio, que o reino de Deus consiste em atitudes e não em palavras ou ordens apenas. Esta autoridade Divina, que Jesus Cristo possuia, em dar o exemplo e depois pedir a obediência, sem invocar primeiramente o seu Senhorio  Veja:

 

“Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?

Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.

Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.

Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.

Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.

João 13:12-17

 

Muitos não entendem o exemplo do Senhor Jesus Cristo no lava pés, em toda plenitude, acreditando que praticando o ato em si , já esta em plena conformidade com a lição que foi dada. Exatamente não é só isto, mas mostra que aquele que deseja ter a primazia entre os demais, deve ser o serviçal, o menor, exatamente o contrário do que acontece com uma Organização em que se tem a hierarquia autoritária e humana, cujo o modelo é totalmente rejeitado por Deus no meio do Seu povo, é apostasia, doutrina de babilônia praticada pela Igreja Romana e suas filhas. Este modelo é o poder de Jesabel que se prostitue com aqueles que são ambiciosos e persegue os que são obedientes a Deus ( veja Apocalipse 2:20-23)

O Apóstolo Paulo, um imitador de Cristo, tinha sua autoridade de acordo com o modelo cristão:

 

“ Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber.” Atos 20:35

 

e também disse:

 

“Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.”  I Cor. 4:20

 

O poder aqui mencionado, pode melhor entender por virtude, dar o exemplo para que depois os outros se espelhem, servir ao invés de ser servido. A prática da verdade, da justiça é que traz a sujeição em amor dos discípulos a um líder. E não a imposição de títulos, cargos ou até mesmo autoridade eclesiástica e punitiva, que compete a assembléia e não a um grupo eletizado dentro da Igreja.

 

“E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” Lucas 12:15

 A cobiça pelo poder sobre outros homens, na missão de dominar o povo (Nicolaísmo), é maléfica e reprovada pelo Senhor Jesus

 

Aliás, Jesus o Cristo, advertiu muito aos seus discípulos que se acautelassem do fermento dos fariseus, pois justamente assim como o pedido dos filhos de Zebedeu, querendo ver qual seria maior entre eles, ou que estariam deste ou daquele lado do Mestre em Seu Reino, causou discórdia e divisão no meio dos discípulos. Este ainda é a maneira  perniciosa, e encoberta que satanás se utiliza para causar divisão e apostasia na Igreja de Deus.

Este tipo de autoridade coersiva existia no meio dos escribas e fariseus, e por meio dela muitos foram expulsos da sinagoga, excluídos das suas comunidades por aceitarem os ensinos da verdade transmitidos pelo Mestre Jesus Cristo, e outros se acorvadaram, por medo destas represálias, não obstante crerem em tudo, mas não podiam manifestar-se por medo das autoridades em suas comunidades.

 

“Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga;” João 12:42

 O poder hierárquico e coersivo, resulta em opressão e falta de liberdade pela obediência consciente, conseqüentemente a verdade também começa a não existir, ou ser suprimida, quanto maior esta autoridade sobre todos, menos verdade e transparência existirá na ação da mesma. Sua forma de subsistência, é patrocinar a obediência cega e sem questionamento das ordens, trazendo a ignorância da verdade e dos fatos, sempre sob uma ótica parcial e manipulada, muitas das vezes até mesmo se utilizando da indução ou lavagem cerebral, por meio de repetidas frases tendenciosas ou preconceituosas, insinuando sobre aqueles que detêm a verdade ou estão esclarecidos dos fatos e podem ameaçar a este poder autoritário e hierárquico de uma instituição eclesiástica. Isto a exemplo do que ocorreu no Atos Apostólicos, onde pessoas devotas eram inflamadas pelos judeus contra os discípulos do Senhor:

 

“Mas os judeus incitaram as mulheres devotas de alta posição e os principais da cidade, suscitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos”. Atos 13:50

 

A melhor forma de combate a este tipo de poder, é o esclarecimento, a exposição da verdade, o estudo dos fatos de forma imparcial, sendo passado aqueles que estão oprimidos e cegos.

Uma forma sútil, muito perigosa, que trataremos de chamar de espírito do erro, começa a permeiar o meio daqueles que estão sob a regência deste governo opressor e centralizador, ora até aqui citado. Estudos repetitivos, e vastamente recheados de passagens Bíblicas que invocam a autoridade daqueles que pertencem ao Ministério, como forma e justificativa de seus argumentos autoritários. A exclusão do contexto Biblico, para inclusão de uma justificativa de atitudes hierarquicas. O fundamento principal, passa a ser excluído, o foco perdido, e Jesus Cristo deixa de ser o cabeça máximo da Igreja . A garantia de sucesso e prosperidade , crescimento no episcopado, em troca de aceitar uma obediência cega, inquestionável, e abusiva. Vamos analisar o seguintes textos, dando-lhes as interpretações capciosas de um poder tirano, depois, analisaremos dentro da reta justiça e conforme o contexto.

 

Aqui alguns versos Biblicos utilizados na tentativa de neutralizar a ação da verdade sobre os membros de uma instituição com Sistema Centralizado e dominador.

 

“Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” Romanos 16:17

 

ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, evitando as conversas vãs e profanas e as oposições da falsamente chamada ciência;” I Timóteo 6:20

 

“Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda participa de suas más obras.” II joão 1:10-11

 

Aplicados fora do verdadeiro contexto, que ora na seqüencia mostraremos, estes versos dentre outros são muito utilizados, para incutir medo e preconceito, de forma que a meta a ser atingida é conseguir neutralizar as pessoas do assédio da verdade, fazendo-as que ignorem qualquer chance de poderem analisar com justiça e imparcialidade a verdade apresentada. Sendo desta forma, começa-se um processo de atuação do espírito do erro, onde a mentira é a verdade na mente da pessoa, e a verdade torna-se a heresia e mentira. Cumpre-se desta forma o que o Apóstolo Paulo diz na sua espístola aos Tessalonicenses a respeito da atuação do espírito do anticristo, vejamos:

 

“e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.

E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça.

II Tessalonicenses 2:10-12

 

A operação do erro inicia-se porque não foi dado a oportunidade de se conhecer a verdade e fazer justiça. O Senhor Jesus Cristo diz em seus ensinamentos:

 

“Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo.” João 7:24

 

Significa, que não podemos deixar-nos induzir pela aparência, ou por aquilo que normalmente se diz, mas nosso critério de julgamento deve estar baseado na justiça, permitindo que ambas as partes sejam analisadas segundo a luz da verdade, de forma imparcial e justa, esgotando-se todas as formas de defesa.

Agora iremos mostrar, como o mesmos versos utilizados para justificar uma ação de neutralização das pessoas para que não ouçam e nem recebam as pessoas que foram julgadas como “hereges” ou nocivos a instituição, aplica-se exatamente ao contrário.

Exemplo:

 “Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda participa de suas más obras.” II joão 1:10-11

 

Qual ensino o Apóstolo esta se referindo? Vejamos os versos anteriores:

 

E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, para que nele andeis.

Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo.

Olhai por vós mesmos, para que não percais o fruto do nosso trabalho, antes recebeis plena recompensa.

Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. II João 1:6-9

 

Vejam, que o amor, a obediência aos mandamentos de Deus, e os ensinos do Senhor Jesus Cristo, compõe o ensino do qual o Apóstolo diz, que aquele que for além ou estiver fora destes ensinos devem ser evitados.  Porque?

 

“Porque quem o saúda participa de suas más obras” Verso 11

 

Como vimos anteriormente neste estudo, o Senhor Jesus Cristo não ensinou uma hierarquia no meio dos seus discípulos a moda do Império Romano, e nem como existe hoje nas Instituições Eclesiásticas, onde líderes adotam títulos e cargos para si e dominam no meio do povo, fazem com que dons ministeriais se tornem em níveis hierarquicos, exigindo muitas vezes uma submissão de forma absoluta e inquestionável. Percebam nitidamente que as passagens abaixo, não se referem de modo nenhum a uma hierarquia, mas a dons dados por Deus.

 

“Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.

Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.

Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra?

Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.

E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres,

tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;”Efésios 2:9-12

 

Utilizar-se desta passagem e outras similares para tentar defender uma hierarquia (tipo exército), é isolar o verso do contexto e torcer as Escrituras. Apóstolos, profetas, pastores, e doutores, não são uma forma de hierarquia na Igreja, mas dons distribuídos pelo Senhor Jesus Cristo aos seus servos, nenhuma ordem religiosa tem autoridade ou mesmo capacidade de dar estes dons a alguém por meio de ordenação. A única hierarquia encontrada na Bíblia, mas especificamente no Novo testamento, pode ser a que existe em I Coríntios  11:3:

 

“Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.”I Coríntios 11:3

 

Somente duas sagrações no ministério, a de presbítero (ancião ou Bispo), e diácono, demais reconhecimentos são dons ministeriais e não hierarquia ou cargo sobre os demais.

Isto não é ir além dos ensinos de Cristo como diz o Apóstolo João?! Portanto estar de acordo com este tipo de apostasia, não seria comungar com as suas más obras e desvios doutrinários? O Apóstolo Paulo também diz:

e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as;”

Efésios 5:11

 

A única forma de combater este tipo de Sistema corrupto, é rompendo com ele, esclarecendo aos que estão dominados, por meio da pregação da verdade, que irá condenar as obras daqueles que insistem por ganância em ficar nesta posição ou compactuar com ele.

O Senhor Jesus Cristo, em seu ministério terreno, se posicionou de uma forma contundente contra este tipo de legalismo injusto e dominador dos líderes da época, por assim proceder foi considerado um rebelde e agitador, sendo então perseguido, e tendo disputas difíceis com aqueles homens, que de toda a forma tentavam achar alguma coisa que o pudessem condenar. Mesmo não encontrando contradições nos ensinos de Cristo, acabaram por forçar um julgamento injusto, e condenaram a pena máxima da época. A questão maior, foi que com a pregação da verdade, os líderes ficam expostos ao julgamento de suas obras pela luz da verdade, pois suas obras eram más. Resta-lhes duas alternativas:

 

1º  Desacreditar ou destruir quem esta esclarecendo o povo.

2º Mudarem suas atitudes, arrependendo-se e convertendo-se do seu mal caminho, e abrindo mão de sua posição e privilégios alcançados a base da imposição.

Foi o que ocorreu com muitos naquela época, de forma lenta, pois tinham receio e medo de serem expulsos de suas comunidades, mas a medida que eram esclarecidos , ficavam mais e mais convictos da verdade, até que então rompiam com o sistema e assumiam publicamente sua fé no Messias.

 

“Todavia ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus.” João 7:13

 

“Depois disto, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus; e Pilatos lho permitiu. Então foi e o tirou.” João 19:38

 

Mais tarde estes assumiram publicamente, sem medo sua fé e converteram-se, no entanto aqueles que endureceram seus corações, operou o espírito do erro, levando-os a agirem com ódio e injustiça até levarem Jesus a morte de Cruz.

 

Partiremos agora para uma análise mais acurada deste tipo de cisma, no seio da Igreja de Cristo, que redundou na nefanda inquisição e o levante do homem do pecado o anticristo.

Provaremos, que a legitimidade daquela Igreja ou pessoas que comungam com este poder de Jesabel, cometendo adultério espiritual, é cortada. A linhagem, ou seqüencia de consagração é nula, quando se perde a legitimidade da doutrina. A apostasia, é o único acontecimento justificavel para haver ruptura da Igreja, dividindo entre os que desejam manter a sã doutrina, daqueles que partiram para um rumo de apostasia e mudança. Como diz o Apóstolo João:

 

“ Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos.” I João 2:19

 

No tempo de João houveram divisões, isto já pela manifestação do espírito do anticristo. O desejo de obterem primazia dentre os grupos e Igrejas foi o início desta apostasia. Um caso típico o que ocorreu com as Igrejas sob a liderança de Diótrefes.

 

“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia, não nos recebe.

 Pelo que, se eu aí for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, ele não somente deixa de receber os irmãos, mas aos que os querem receber ele proíbe de o fazerem e ainda os exclui da igreja.

 Amado, não imites o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.” III João 9-11

 

Este espírito que se apoderou do Presbítero Diótrefes, tipifica exatamente o que até aqui temos argumentado e mostrado a luz da Palavra de Deus, e foi a causa de sérias dissensões no seio da Igreja Primitiva, e redundou mais tarde, na apostasia predita pelos santos Apóstolos do Senhor  Jesus Cristo.

 

Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue.

Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho,e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.

Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós.” Atos 20:28-31

 

O Apóstolo Pedro também preconizou:

 

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.” II Pedro 2:1-3

 

O motivo central da apostasia, é a ganância, o desejo e cobiça pela primazia, elementos nocivos a pureza da sã doutrina no seio da Igreja de Deus. Justamente o que o Senhor Jesus Cristo advertiu aos discípulos, que tomassem cuidado com o fermento dos fariseus, com a cobiça por posição e status perante os demais, que tivessem vigilantes para não deixarem subir este tipo de ganância em seus corações. As instituições Eclesiásticas, adotam um Sistema Hierarquico, que estimula e favorece este tipo de ganância. No seio da Igreja a forma que é introduzido, não é aparente e muito menos brusca, mas como vemos, encobertamente, lentamente, sem que percebam, até então gerar a apostasia, de forma dissimulada, buscando atrair partidários, negociando com as almas, com politicagem, e como fez Diótrefes, expulsando e tentando proibir aqueles que porventura representassem uma ameaça a sua primazia.

 

“Amado, não imites o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.

De Demétrio, porém, todos, e até a própria verdade, dão testemunho; e nós também damos testemunho; e sabes que o nosso testemunho é verdadeiro.” III João 11-12

 

Por outro lado existiu Demétrio, que era um homem de Deus, em que a verdade era sua própria testemunha, porém este foi impedido por Diótrefes, claramente vemos a razão deste interditamento, porque o líder Diótrefes, não queria perder sua primazia, e sentia-se ameaçado. Veremos que mais tarde, este tipo de disputa pelo poder, foi aumentando no seio da Igreja, trazendo com ele os elementos necessários para o levante do Papa e a hierarquia Eclesiástica, que até os dias de hoje existe na Igreja Romana e protestantes! Para uma melhor compreensão histórica, recomendamos estudar a apostila sobre o Povo de Deus, escrita pelo Pastor Andres Menjívar da Igreja de Deus de Alberta-Canadá.  Que este estudo possa abrir o entendimento de muitos, fazendo com que estas pessoas não compactuem com o vinho de babilônia, e fermento dos fariseus, que tão nocivo se faz para a fé e obediência as doutrinas do Senhor Jesus Cristo e dos Apóstolos e profetas. E compreendam, que a Igreja de Deus é coluna e apoio da verdade ( I Timóteo 3:15), em sua base doutrinária não deve existir nenhuma doutrina de origem pagã ou o poder de Jesabel, centralizando e criando uma hierarquia antibíblica para perseguir os verdadeiros adoradores de Deus. Entrar por este caminho é apostatar e perder a legitimidade, acabando também por perder a salvação e sendo cortado da oliveira verdadeira.

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Brasil

 

A tradição judaica não é dominada por muitos escritores maçônicos que, por isto mesmo, cometem muitos pecados de interpretação no tocante a sua influência na maçonaria. Antes de apontar a influência judaica na maçonaria seria interessante fixar alguns traços da cultura judaica, comumente desprezados, para não se incorrer em erros lamentáveis. Veja-se, por exemplo, as colunas do Templo de Salomão que estão citadas em Reis I, 7, 21: “Ergueu as colunas diante do pórtico do santuário; ergueu a coluna do lado direito, à qual deu o nome de Jaquin; ergueu a coluna da esquerda e chamou-a Boaz”. Quando se pergunta a um professor de hebraico o que significa BOAZ , ele discorrerá sobre o significado e a tradução desta palavra. Se perguntarmos, ao mesmo professor, o que significa BOOZ, muito empregada pelos maçons franceses e repetida pelos brasileiros e que é uma corrupção de BOAZ, ele não saberá, obviamente, o significado da palavra, pois ela não tem nada a ver com o hebraico. Quanta discussão inútil se evitaria se se pudesse resolver a questão filologicamente.

Os caracteres da escrita hebraica não possuem vogais. Normalmente são substituídos por sinais (massoréticos) que agem como vogais. Assim se um judeu religioso escrevesse o nome de Deus em hebraico no alfabeto ocidental soaria algo como: D–s ou N-ss-  S-nh-r, tomando todo o cuidado para não tomar o santo nome em vão. Os judeus pronunciam o nome de Deus de várias maneiras: El, Eloim, El Shadai, Adonai, etc. Contudo, o nome inefável de Deus [desnecessário dizer que o hebraico se lê da direita para a esquerda] raríssimamente é grafado (quando o é, normalmente para uso em pesquisa etimológica sobre a origem do Nome) ou pronunciado (sendo nestas pouquíssimas vezes, não é propriamente pronunciando e sim soletrado com as letras hebraicas: iod, hei, vav e hei). Em inglês, o nome inefável é transliterado como YHVH (Javé em Português como se verá a seguir). Os estudiosos cristãos ensinam que os judeus adoram Deus com um nome relacionado com a letra W. Tal fato se deve a dominação que os alemães exerceram no campo teológico nos últimos duzentos anos. O W em alemão é pronunciando como o V em português e inglês e o vav em hebraico. Os alemães também grafam como J onde encontram o iod hebreu ou o Y em inglês (tal letra inexiste no alfabeto português) quando ele ocorre. Assim YHVH apareceria como JHWH. A Bíblia de Jerusalém grafa como Javé e/ou Iahweh.

A tradição judaica afirma que a atual pronúncia do Nome é um segredo para sempre perdido desde a destruição do Templo e é considerado impróprio tentar pronunciar o Nome. Quando o Nome ocorre em caracteres hebraicos deve ser usada uma palavra substituta, ou seja Adonai.

Outro traço importante na cultura religiosa hebraica é o termo Bíblia. Claro que Bíblia é o têrmo português para a palavra hebraica Tanach . Tanach ou Tanack é um acrônimo construído pelas três seções da Bíblia: a Torah , ou seja a Lei, o Nevi’im , ou seja os Profetas e o Kesuvim ou Ketuvim , ou seja os Escritos ou os Hagiógrafos. Na versão moderna, constituem os 39 livros (considerando-se Samuel I e II e Reis I e II como livros separados) da Escritura Hebraica que, obviamente, os judeus não chamam de Velho Testamento. Aquilo que os cristãos chamam de Velho Testamento e Novo Testamento, os judeus chamam de Escritura Hebraica e Escritura Cristã. O cânon hebraico difere do cânon cristão por desconsiderar os livros escritos em grego e os suplementos gregos de Ester e Daniel. Para uma breve recordação, o cânon hebraico lista os seguintes livros:

  • Pentateuco: 1- Gênesis, 2- Êxodo, 3- Levítico, 4- Números, 5- Deuteronômio;
  • Profetas: [anteriores] 6- Josué, 7- Juízes, 8- Samuel (I e II), 9- Reis (I e II), [posteriores]10- Isaías, 11- Jeremias, 12- Ezequiel, 13- ‘Os Doze’ profetas, na ordem retomada pela Vulgata: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias;
  • Hagiógrafos: 14- Salmos, 15- Jó, 16- Provérbios, 17- Rute, 18- Cântico dos Cânticos, 19- Eclesiastes (Coelet), 20- Lamentações, 21-Ester, 22- Daniel, 23- Esdras, 24- Neemias e 25- Crônicas.

Aqui surge uma questão que agora poder ser respondida com maior conhecimento de causa. Quando um candidato maçônico judeu presta um juramento, a Torah deve ser posta no altar como Livro da Lei? Não. A Torah é somente uma parte da Bíblia judaica. Colocar a Torah no altar seria o equivalente para os cristãos de se colocar somente os quatro Evangelhos no altar, sem as Epístolas, o Apocalipse, etc. O Livro dos Profetas e os Hagiográfos assumem um importante papel na adoração judaica e no entendimento da lei judaica. A Torah é a mais importante seção da Bíblia, e é particularmente venerada, mas não é toda a Escritura.

Seria, então, o caso de se colocar o Talmud no altar para os candidatos judeus? Aqui, convém, esclarecer que o Talmud é um livro de interpretação legal. O Talmud também ensina uma grande parte sobre o pensamento judeu e a crença religiosa, mas ele não é a Sagrada Escritura. As obras de Santo Agostinho e de São Tomás de Aquino desempenham o mesmo papel numa relação similar com a Bíblia dos cristãos, contudo, também não são as Escrituras.

Surge agora uma outra pergunta. Os judeus usam chapéu em Loja? Aqui convém distinguir entre o chapéu propriamente dito e quipá (kipah), uma espécie de solidéu. O solidéu (solis Deo = só a Deus) designa o pequeno barrete, geralmente feito de fazenda mole e flexível, a qual se ajusta à cabeça, com que os padres cobrem a coroa ou pouco mais e que deve ser tirado ante o sacrário. A cobertura da cabeça é preconizada em diversos ritos maçônicos (apesar da prática não ser uniforme) para os Mestres em qualquer Sessão, ou para todos os Obreiros, ou apenas para os Mestres em Sessão do terceiro grau. Geralmente tal cobertura é necessária e feita com o chapéu negro desabado, podendo-se todavia, utilizar o solidéu (que é o quipá hebraico) em Sessões do terceiro grau ou de Pompas Fúnebres. O judaísmo adota a prática oriental de cobrir a cabeça durante as orações como um sinal de respeito, enquanto nos países ocidentais, a prática é totalmente ao contrário: descobre-se a cabeça exatamente pela mesma razão. Algumas Obediências Maçônicas decidiram que o quipá (iarmulque [yarmulke], barrete, tiara, etc.) não é um chapéu no sentido maçônico, mas um elemento do vestuário. O R\E\E\A\adota a opinião que o barrete do rito não deve ser removido, por exemplo, durante a saudação da bandeira. Deve ser considerado, também em maçonaria, o barrete frígio, que era um pequeno boné de feltro, de forma cônica e com um pequeno rebordo, com o qual, na Antigüidade, o senhor cobria a cabeça do escravo na cerimônia de libertação e que era tomado como emblema de liberdade; graças a isso, ele é, em alguns ritos, um símbolo maçônico, já que a maçonaria sempre foi libertária.

Uma última distinção deve ser feita sobre o diferente uso do conceito fariseu entre cristãos e judeus. O judaísmo moderno é farisaico no seu temperamento, mas os judeus não usam a palavra como um sinônimo de “hipócrita”. É provável que este último significado adveio de um conflito entre aqueles que escolheram seguir Jesus e Paulo e aqueles que permaneceram com o cerne da fé judaica. Naquele tempo, os fariseus dominavam o pensamento e a prática judaica e é melhor denunciar o farisaísmo como um desvio do pensamento judeu do que denunciar os judeus propriamente ditos, desde que os antigos cristãos almejavam converter os judeus. Os fariseus e os saduceus eram os competidores primários no pensamento e na prática religiosa dos judeus, embora houvessem outros grupos, como os essênios, buscando oferecer idéias diferentes. Os saduceus eram o partido da classe sacerdotal e mantinham a posição de que somente a Lei escrita deveria ser seguida à risca. Os fariseus conseguiam fazer uma combinação mais flexível entre a Lei escrita e a oral. Outra importante distinção era que os fariseus afirmavam que uma pessoa não deveria pertencer necessariamente à classe sacerdotal para bem cumprir os mandamentos e adorar a Deus. É esta última diferença que é a mais importante no desenvolvimento do judaísmo na sua forma para os últimos dois mil anos. Alguns autores fazem um símile entre este conflito e o da Reforma protestante, quinze séculos depois.

Existem traços comuns entre os rituais, símbolos e palavras maçônicos e judaicos. Um dos landmarques judaicos é a crença num Deus que criou tudo na nossa exis-tência e que nos deu uma Lei para ser seguida, incluindo, ipso facto, os preceitos morais de relacionamento humano. A crença em Deus, a prece, a imortalidade da alma, a caridade, o agir respeitosamente entre os seus semelhantes fazem parte integrante do ideário maçônico – pelo menos da maçonaria teísta – como também do judaísmo, e por que não dizer de todas as grandes religiões do mundo (o budismo seria um caso à parte).

O judaísmo ensina que a Lei de Deus está contida na Torah (äøåú), a parte principal da bíblia judaica que contem os 5 primeiros livros de toda a Bíblia, como visto anteriormente, ou seja o Pentateuco dos cristãos. A tradição judaica ensina que a Torah é a eterna lei dada por Deus e é completa, nunca será mudada até mesmo por Deus e, obviamente, nunca poderá ser alterada por qualquer mortal. Já aqui surge naturalmente uma comparação com os landmarques maçônicos que preceituam não estar no poder de qualquer homem-maçom ou corpo maçônico fazer inovações na estrutura básica da maçonaria. Nos tempos modernos, ambas assertivas podem cheirar politicamente incorretas, apresentando um odor dogmático que repulsa as mentes liberais e tolerantes no limiar do terceiro milênio, mas convém salientar que isto se refere aos fundamentos que deverão permanecer intocados. Tanto que um dos livros clássicos de Pike se intitula Moral e Dogma. Assim maçonaria e judaísmo, tais como os padrões éticos das outras grandes religiões, ensinam que devemos nos auto-disciplinar e manter nossas paixões em constante guarda. O disciplinamento ritualístico, seja nas sinagogas seja nas lojas maçônicas, auxilia a desenvolver esta habilidade.

Outra similitude poderá, também, ser encontrada na cerimônia da circuncisão e do Bar Mitzvah (äåöî-øÌá). Logo após o nascimento de todo judeu homem, ele é circuncidado pelo rabino, ou seja é feito o corte no prepúcio do pênis do bebê, numa cerimônia familiar como um sinal ancestral de aliança entre Deus e patriarca Abraão. Treze anos depois, já adolescente, o mesmo judeu macho participa do Bar Mitzvah que consiste em aprender a recitar preces e passagens bíblicas em hebraico e a participar em rituais judaicos quando, enfim, adquire todos os direitos e deveres do homem judeu. Todos os maçons já fizeram, aqui, a comparação com a iniciação maçônica do profano e a exaltação ao grau de mestre quando se adquire a plenitude maçônica…

No tocante à liberdade individual, maçonaria e judaísmo emulam para ver quem apresenta maior performance de respeito e apoio. Tal fato, contudo, não é exclusivo dos dois, pois o cristianismo apresenta, também, considerações profundas sobre o livre arbítrio, mas não é o caso de ser aqui discutido. O judaísmo ensina que todo ser humano é capaz do bem e do mal e tenta ajudar o fiel a usar o livre arbítrio para escolher o caminho eticamente correto. A maçonaria ensina que aqueles que são moralmente capazes podem encontrar a “luz” na maçonaria se eles desejarem isto por suas próprias vontades livres. Os maçons franceses, principalmente os do Grande Oriente de França, chegaram ao ponto de colocar como um dos seus lemas a liberdade absoluta de pensamento. O conceito de exercitar a vontade livre para aceitar a lei e a reparação pelas transgressões passadas é o que preconiza o Rosh Hashanah (äðùä  ùàø) e o Yom Kippur (øåÌôÌë íåé). Os judeus acreditam que dez dias no início do novo ano judeu devem ser usados para reparar os pecados passados e buscar a resolução firme de evitar o pecado no futuro. De modo análogo, a maçonaria ensina que todo homem deve lutar para crescer moralmente e livrar-se de todo preconceito. Não é atoa que a disputa entre a maçonaria francesa e a inglesa se dá entre a liberdade absoluta de pensamento, preconizada pelos franceses, contra o teísmo inglês que forçou a própria reformulação da Constituição de Anderson, quinze anos após a sua promulgação.

A luz é um importante símbolo tanto no judaísmo como na maçonaria. “Pois o preceito é uma lâmpada, e a instrução é uma luz”, Prov. 6, 23. Um dos grandes feriados judaicos é o Chanukah (äÌëÌåðç), ou seja o Festival das Luzes, comemorando a vitória do povo de Israel sobre aqueles que tinham feito a prática da religião um crime punível pela morte ali pelo ano 165 a. E. V. (Os judeus substituem o antes de Cristo e o depois de Cristo pelo antes e depois da Era Vulgar). A luz é um dos mais densos símbolos na maçonaria, pois representa (para os maçons de linha inglesa) o espírito divino, a liberdade religiosa, designando (para os maçons de linha francesa) a ilustração, o esclarecimento, o que esclarece o espírito, a claridade intelectual. A Luz, para o maçom, não é a material, mas a do intelecto, da razão, é a meta máxima do iniciado maçom, que, vindo das trevas do Ocidente, caminha em direção ao Oriente, onde reina o Sol. Castellani diz que graças a essa busca da Verdade, do Conhecimento e da Razão é que os maçons autodenominam-se Filhos da Luz; e talvez não tenha sido por acaso que a Maçonaria, em sua forma atual, a dos Aceitos, nasceu no “Século das Luzes”, o século XVIII.

Outro símbolo compartilhado é o tão decantado Templo de Salomão. Figura como uma parte central na religião judaica, não só, por ser o rei Salomão uma das maiores figuras do panteão de Israel, como o Templo representar o zênite da religião judaica. Na maçonaria, juntou-se a figura de Salomão, à da construção do Templo, pois os maçons são, simbolicamente, antes de tudo, construtores, pedreiros, geómetras e arquitetos. Os rituais maçônicos estão prenhes de lendas sobre a construção do Templo de Salomão. Para os maçons existem três Salomões: o Salomão maçônico, o bíblico e o histórico.

Outro traço cultural comum seria a obediência para com a autoridade. Max Weber propôs três tipos de autoridade: a tradicional, a carismática e a racional-legal. A primeira adstrita às sociedades antigas, a segunda referente aos surtos de carisma que a humanidade vive de tempos em tempos e a terceira, apanágio da modernidade. A tradição judaica ensina uma obediência respeitosa para com os pais e os rabinos. A maçonaria ensina, desde a Constituição de Anderson de 1723, o respeito para com a autoridade legitimamente constituída. (Este preceito é cristalino na maçonaria de cunho anglo-saxão, já os latinos, no embate contra o trono e a cruz…).

Como último aspecto comum, tem-se os esforços positivos na maçonaria e no judaísmo para encorajar o aprendizado. A cultura judaica tem uma larga tradição de impulsionar o maior número de judeus a se notabilizar pelo conhecimento nas artes, na literatura, na ciência, na tecnologia, nas profissões em geral. Durante séculos, os judeus tem se destacado nos diversos campos do conhecimento humano e o seu empenho em melhorar suas escolas e seus centros de ensino demonstram cabalmente isto. Digo de notar-se é que as famosas escolas talmúdicas – as yeshivas – vem do verbo lashevet , ou seja sentar-se. Deste modo para aprender é necessário sentar-se nos bancos escolares. Assim também na maçonaria, nota-se uma preocupação constante, cada vez maior, com o desenvolvimento intelectual dos seus epígonos, no fundo, não só como um meio de melhorar a sua escola de fraternidade e civismo como também para perpetuar os seus ideais e permanecer como uma das mais ricas tradições do mundo moderno.

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